Invasão muçulmana da Península Ibérica

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Série
História da Península Ibérica
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Embora a Península Ibérica tenha sofrido várias invasões de berberes (e de alguns árabes), designa-se o evento das chamadas invasões islâmicas pelo esforço iniciado em 711 (século VIII), em que os muçulmanos iniciavam a conquista da península.

A conquista dos Árabes sobre a Espanha foi um dos marcos iniciais para conquista da Europa,Ásia e África consequentemente para formação do império Árabe. Essa conquista foi chefiada pelo general Táriqueque atravessou o estreito do Mediterrâneo entre a África e Europa e conquistou a Espanha onde dominavam os visigodos.

Índice

[editar] A Reconquista

Numa pequena região das Astúrias ,os cristãos espanhóis a luta contra os árabes ,pela retomada da Península Ibérica. essa luta ficou conhecida como Reconquista que durou toda a idade média e só terminou no início da idade moderna, em 1492 quando foram definitivamente expulsos pelos reis Fernando e Isabel conhecidos como os reis católicos. Mas até hoje permanecem costumes mulçumanos na Península Ibérica,ate mesmo nas línguas pois há muitas palavras do português que veio do Árabe como açucar,alface e almirante


[editar] História

[editar] Antecedentes

A monarquia dos visigodos era electiva. Com a morte do rei Vitiza, as Cortes reuniram-se para eleger o seu sucessor, constituindo-se dois partidos em disputa pela eleição: o partido de Ágila II e o partido de Rodrigo.

[editar] A invasão islâmica

Os partidários do primeiro solicitaram apoio ao governador muçulmano de África, Tarik Ibn-Ziad, abrindo-lhe as portas de Ceuta e incitando-o a enviar uma expedição militar à península, pois por muito tempos os judeus foram perseguidos naquela região e, dentro da shariah islâmica, é obrigação do muçulmano defender os adeptos dos livros (judeus e cristãos) [1].

Desse modo, em 711, sob o comando do próprio Tarik, tropas muçulmanas atravessaram o Estreito de Gibraltar e venceram os partidários de Rodrigo na batalha de Guadalete. Entretanto, após a vitória, os muçulmanos não apenas não colocaram Áquila no trono, mas foram alargando as suas conquistas pela Hispânia, designada em língua árabe como al-Andalus, da qual, por fim, ficaram senhores, colocando sob tutela cristãos e judeus, pois ambos sofriam ataques e mutamente combatiam-se [2].

[editar] A resistência asturiana

Abdulaziz (ou Abdul-el-Aziz) subjugou a Lusitânia e a Cartaginense e, saqueando as cidades do Norte que lhe abriam as portas, atacava as que tentavam resistir.

Invasão muçulmana da Península Ibérica (711-714). A verde, os territórios sob domínio muçulmano.
Invasão muçulmana da Península Ibérica (711-714). A verde, os territórios sob domínio muçulmano.
Invasão muçulmana da Península Ibérica (714-719). A verde, os territórios sob domínio muçulmano.
Invasão muçulmana da Península Ibérica (714-719). A verde, os territórios sob domínio muçulmano.

Às suas investidas escapou, porém, uma parte das Astúrias onde se refugiou um grupo de visigodos sob o comando de Pelágio. Uma caverna nas montanhas servia simultaneamente de paço ao rei e de templo de Cristo. Por vezes, Pelágio e seus companheiros desciam das montanhas em surtidas para atacar os acampamentos islâmicos ou as aldeias despovoadas de cristãos. Um desses ataques, historiograficamente designado de batalha de Covadonga, marcou o início de um processo de retomada dos territórios ocupados, ao qual se deu o nome de Reconquista.

Por ele, poucos anos após a invasão muçulmana, os cristãos (hispano-godos e lusitano-suevos) acantonados nas serranias do Norte e Noroeste da Península, iniciaram a reconquista do território, formando novos reinos que se foram estendendo sucessivamente para o Sul.

[editar] Cronologia

  • 1º período: Nos primeiros tempos, a Hispânia muçulmana era governada pelos emires dependente do Califado de Damasco;
  • 2º período: Posteriormente, o emirado tornou-se independente, estabeleceu-se a capital em Córdoba e os emires tomaram o título de Califas, fundando-se assim o Califado de Córdova;
  • 3º período: Finda a hegemonia da família do primeiro-ministro Almançor, o vitorioso, iniciou-se um período de anarquia, alimentado pela ambição dos generais. Córdova aboliu o Califado, proclamando a República e, com a desagregação do Califado, formaram-se por toda a Hispânia variadíssimos pequenos estados independentes e rivais: as taifas. Aproveitando-se de tal desordem, os cristãos apressaram o movimento da Reconquista.

[editar] Aspectos populacionais

A população sob o domínio muçulmano era muito heterogénea e constituída por árabes e berberes, uns e outros muçulmanos, moçárabes (hispano-godos que, sob o domínio muçulmano conservaram a sua religião, mas adoptaram as formas de vida exterior dos muçulmanos), ou cristãos arabizados e judeus.

Os moçárabes que constituíam a maioria da população gozavam de liberdade de culto e tinham leis próprias, mas a troco dessas vantagens eram obrigados ao pagamento de dois tributos: o imposto pessoal de capitação, e imposto predial sobre o rendimento das terras.

[editar] Ver também

[editar] Referências

  1. Portal Mackenzie O CRISTIANISMO E O ISLAMISMO NO OCIDENTE MEDIEVAL
  2. Revista Judaica Nº 19


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