Cartaginense

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Nota: Este artigo fala sobre a província romana. Se procura por outros significados, consulte Cartaginês.
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Hispânia após a divisão provincial de Diocleciano

A Cartaginense (em Latim: Carthaginensis ou Carthaginiensis) foi uma província romana que resultou da divisão da antiga província Tarraconense em três por Diocleciano: a Tarraconense, a Cartaginense, e a Galécia. Situada no centro-sudeste da península Ibérica, com capital em Cartago Nova, a actual Cartagena, Espanha. Compreendia a actual região de Múrcia, grande parte da Comunidade Valenciana e Castilla-La Mancha, Madrid e alguns territórios a sudeste de Castela e Leão.

Cartaginense também refere-se à província eclesiástica Carthaginense, também com capital em Carthago Nova (a atual Cartagena (Espanha)).

Índice

[editar] A província romana Carthaginense

Originalmente englobada na Tarraconense, como um dos seus conventus iuridicus, foi separada desta por Diocleciano em 298 e assinada à Diocesis Hispaniarum.

A província tinha classe pretória e era governada por um praeses, dependente do vicarius Hispaniae.

Em meados do século IV, possivelmente sob Juliano, as ilhas Baleares foram separadas da província e transformadas na província Balearica.

A província sofreu o impacto da invasão de Vândalos, Suevos e Alanos de 409, vendo saqueados os seus territórios, especialmente os da Meseta. Em meados do século V foi anexada pelos Visigodos, dirigidos pelo seu rei Eurico, que mantiveram a província como uma das demarcações do seu reino.

Em princípios do século VI, tropas bizantinas incorporaram ao domínio de Constantinopla em nome do imperador Justiniano I a zona costeira da província, sendo acrescentada a parte da Baetica, formando uma nova província que abrangia do atual Algarve até o sul da atual província de Valência. Justiniano mudou o nome da capital pelo de Carthago Spartaria e converteu-a na capital da província da Spania.

Grande parte dos territórios bizantinos foram reconquistados para o Reino Visigodo por Leovigildo (568586). A capital Carthago Spartaria ainda resistiria alguns anos mais, até a sua conquista e destruição pelo rei visigodo Suintila por volta de 622 d.C.

Em 711, a invasão muçulmana da Península Ibérica implicou o desaparecimento da província.

[editar] A província eclesiástica Carthaginense

Ao cristianizar-se o Império Romano, a primitiva Igreja Cristã assumiu a divisão provincial imperial na sua organização.

Desta forma, as primeiras províncias eclesiásticas corresponderam-se exatamente com as existentes estruturas provinciais romanas, inclusive a província eclesiástica Carthaginense, que exercia assim de metropolitana sobre todos os bispados que existiam dentro do seu território.

Ficavam dentro da província dioceses tão importantes como Valentia, Toletum, Eliocroca, Begastri ou Illici

A coincidência entre divisão política-divisão religiosa existiu até a queda do Império Romano do Ocidente em 476. Na metade do século VI, a província eclesiástica carthaginense ficou dividida politicamente em duas: uma parte no centro da península controlada pelos Visigodos e outra a sul e a leste controlada pelos Bizantinos.

[editar] A questão metropolitana

O problema surgiu porque a cidade de Toletum (atual Toledo), capital do Reino Visigodo, encontrava-se incluída na Carthaginense, cuja capital estava sob domínio bizantino. Por esta razão, pouco depois da sua chegada ao trono, o rei visigodo Gundemaro promoveu a celebração de um sínodo que se desenvolveu em Toledo e que acordou que Toledo era a metrópole de toda a província, arrebatando este título à sede de Cartagena, declaração que apoiou o rei por decreto de 23 de outubro de 610.

Desapareceu desta maneira a província eclesiástica Carthaginensis. Ao reconquistar-se Cartagena no século XIII, foi restaurada a diocese, mas sem caráter metropolitano.

[editar] Bibliografia

Referências

  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em espanhol, cujo título é «Cartaginense».
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