Pelágio das Astúrias

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Pelágio das Astúrias
Rei de Astúrias
Don Pelayo.jpg
Monumento a Dom Pelágio em Covadonga
Governo
Reinado 718 - 737
Consorte Gaudiosa
Antecessor Primeiro Rei
Sucessor Fávila
Dinastia Dinastia Asturo-Leonesa
Vida
Nascimento  ?
Morte 737
Astúrias Cangas de Onis, Astúrias
Sepultamento Santa Eulália de Abamia, Covadonga
Filhos Ermesinda
Fávila
Pai Fávila
Mãe  ?
Santuário de Covadonga, gruta que foi quartel general de Dom Pelágio

Pelágio (em baixo-latim Pelagius, galego Paio e castelhano Pelayo) foi o fundador do Reino das Astúrias e o seu primeiro rei (718-737).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Após a ocupação da península Ibérica pelos Muçulmanos, Dom Pelágio, juntamente com outros nobres Visigodos foram presos em 716 por ordem de Munuza, o governador muçulmano das Astúrias, e enviados para a sede do reino em Córdova.

Pelágio conseguiu fugir, voltou para as Astúrias e refugiou-se nas montanhas de Cangas de Onis. Em 718, reuniu um grupo de seguidores e iniciou a resistência ao invasor islamita, inicialmente com pequenas escaramuças contra os destacamentos nas vilas.

Em 722, o wali Anbasa ibn Suhaym al-Kalbi enviou um grande contingente militar contra os resistentes cantábricos. Apesar do contingente numericamente muito inferior, Pelágio venceu nas montanhas de Covadonga. Ao final da batalha sobreviveram apenas 10 soldados. Esta batalha foi considerada, pela historiografia tradicional, como o ponto de partida da reconquista cristã.

Após essa vitória, o povo asturiano se rebelou e matou centenas de Mouros. O governador provincial, Munuza, organizou outra força para confrontar o exército rebelde. Próximo a Proaza Pelágio venceu novamente e Munuza morreu. Pelágio foi aclamado rei e fundou o Reino das Astúrias, embrião dos outros reinos cristãos ibéricos responsáveis pela reconquista da península. Pelágio então instalou sua corte em Cangas de Onís.

De sua mulher Gaudiosa teve dois filhos, o seu supracitado sucessor, Fávila, e Ermesinda, que viria a casar com Afonso I das Astúrias, filho de Pedro, duque da Cantábria[1] [2] .

Origens do nome[editar | editar código-fonte]

Embora tenham querido fazer dele um nobre godo, o seu nome, que tem as variantes Pelayo e Paio, é grego (Πελάγιος, "marinho"), algo comum entre os nativos ibéricos. Talvez fosse um autóctone galaico: um cronista árabe di-lo jiliqi, "galego".

A Crónica de Afonso III das Astúrias, que deve ser analisada com cuidado, dada a sua índole propagandística, coloca-o ao serviço dos reis visigodos Vitiza e Rodrigo. Seria, segundo as mesmas fontes, filho de um Fávila ou Fáfila.

Morte de Pelágio[editar | editar código-fonte]

Com o reino consolidado, Pelágio, faleceu em Cangas de Onís, capital de seu reino, em 737. Foi sepultado na igreja de Santa Eulália de Abamia, próxima a Covadonga, que ele havia fundado. Nesta igreja ainda existe o dólmen sob o qual ele foi inicialmente sepultado. Posteriormente seus restos foram trasladados por Alfonso X para o Santuário de Covadonga.

Relações familiares[editar | editar código-fonte]

Foi filho de Fávila. Casou com Gaudiosa, de quem teve:

  1. Fávila das Astúrias, seu sucessor no trono, tendo sido o segundo rei das Astúrias. Casou-se com Froiluba e foi sepultado na Igreja de Santa Cruz de Cangas de Onis.
  2. Ermesinda, que viria a desposar Afonso I das Astúrias, filho de Pedro, duque da Cantábria (m. ca. 730) foi duque de Cantábria.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. BRANDÃO, Frei António (1973), Monarquia Lusitana, Parte Terceira, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, pp. 129–137.
  2. MATTOSO, José (1992), "A Época Sueva e Visigótica", in História de Portugal (dir. por José Mattoso), vol. I: Antes de Portugal, Lisboa: Círculo de Leitores.
Precedido por
Nenhum
Rei das Astúrias
718 - 737
Sucedido por
Fávila