Torre do Tombo
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Arquivo Nacional da Torre do Tombo |
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|---|---|
| Organização | |
| Natureza jurídica | Arquivo público |
| Atribuições | Funciona como arquivo central do Estado Português |
| Dependência | Governo de Portugal Presidência do Conselho de Ministros[1] Direção-Geral de Arquivos |
| Chefia | Silvestre de Almeida Lacerda, Diretor |
| Documento institucional | Lei Orgânica da Direção-Geral dos Arquivos |
| Localização | |
| Jurisdição territorial | |
| Sede | Alameda da Universidade, 1600 Lisboa 38° 45′ N 9° 9′ W |
| Histórico | |
| Criação | 1387 |
| Sítio na internet | |
| antt.dgarq.gov.pt/ | |
O Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), popularmente referido apenas como Torre do Tombo, localiza-se no Campo Grande, em Lisboa, Portugal, num edifício projetado pelo arquiteto Arsénio Cordeiro. Constitui-se no arquivo central do Estado Português desde a Idade Média. Com mais de 600 anos, é uma das mais antigas instituições portuguesas ainda ativas.
Ao longo dos séculos, a conservação dos seus documentos foi prejudicada por diversas circunstâncias: mudanças de local, incêndios, desvio de documentos para outros arquivos quando da Dinastia Filipina (1580-1640), o terramoto de 1755, a transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821) entre outros. Atualmente constitui-se numa moderna instituição, aberta a pesquisadores e ao público em geral.
Índice |
[editar] História
O seu nome vem do facto do arquivo ter estado instalado desde cerca de 1378 até 1755 numa torre do Castelo de São Jorge, denominada "Torre do Tombo". A designação de tombo deriva do grego tómos que significa «pedaço cortado, parte porção; pedaço de papiro; daí, tomo volume»[2], assim, por extensão, passou a designar os suportes onde se faziam registos e os arquivos dos mesmos, sendo a Torre do Tombo o local onde se guardavam os volumes e os papéis mais importantes por ser o arquivo real. Em 1755, em resultado do grande terramoto que atingiu Lisboa e que ameaçou de ruína a referida torre, o arquivo foi transferido para o Mosteiro de São Bento (atual Palácio de São Bento). Nessas instalações manteve-se até a construção de um moderno edifício-sede, na Cidade Universitária de Lisboa, para onde foi transferido em 1990. Ocupando uma área de 54 900 metros quadrados e contando com cerca de cem quilómetros de prateleiras, este moderno edifício possui três áreas principais: uma para arquivo e investigação, uma para a realização de atividades culturais e a última para os serviços administrativos.
Entre 1997 e 2006, a Torre do Tombo, organismo dependente do Ministério da Cultura, foi oficialmente denominado Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (IANTT), possuindo simultaneamente funções de arquivo nacional e de órgão de coordenação da política arquivística nacional. O IANTT, além do arquivo da Torre do Tombo, supervisionava também a generalidade dos arquivos distritais de Portugal.
O Decreto-Lei n.º 215/2006, de 27 de outubro, criou a Direção-Geral de Arquivos e autonomizou o Arquivo Nacional da Torre do Tombo - embora colocando-o na dependência daquela entidade - e integrou o Centro Português de Fotografia na sua componente patrimonial. O diretor-geral de Arquivos é, por inerência, o diretor do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
[editar] Lista de guarda-mores e diretores da Torre do Tombo
- São indicadas as datas de nomeação para o cargo
- 1387 – João Anes
- 1403 – Gonçalo Esteves
- 1414 – Gonçalo Gonçalves
- 1418 – Fernão Lopes
- 1454 – Gomes Eanes de Zurara
- 1475 – Afonso Eanes de Óbidos
- 1483 – Fernão Lourenço
- 1486 – Vasco Fernandes de Lucena
- 1497 – Rui de Pina
- 1523 – Fernão de Pina
- 1548 – Damião de Góis
- 1571 – António de Castilho
- 1591 – Rodrigo Homem
- 1606 – Luís Ferreira de Azevedo
- 1612 – Diogo de Castilho Coutinho
- 1632 – Manuel Jácome Bravo
- 1634 – Gregório Mascarenhas Homem
- 1640 – Cristóvão Cogominho
- 1641 – Cristóvão de Matos de Lucena
- 1644 – João Pinto Ribeiro
- 1650 – António de Carvalho de Parada
- 1656 – Aires Falcão Pereira
- 1666 – José Carneiro de Morais
- 1667 – João Duarte de Resende
- 1678 – D. António Álvares da Cunha, 17º Senhor de Tábua
- 1690 – António da Cunha Pinheiro
- 1695 – José de Faria
- 1703 – Luís do Couto Félix
- 1713 – José Couceiro de Abreu e Castro
- 1742 – Manuel de Mendonça Pina e Proença
- 1745 – Eng.º Manuel da Maia
- 1768 – José de Seabra da Silva
- 1774 – José Pereira Ramos de Azeredo Coutinho
- 1799 – José de Seabra da Silva
- 1802 – Luís Pinto de Sousa Coutinho, 1.º Visconde de Balsemão
- 1806 – Francisco Velho da Costa Mesquita Castelo-Branco
- 1813 – Francisco José da Horta Machado
- 1813 – António Salter de Mendonça
- 1821 – Manuel Francisco de Barros e Sousa de Mesquita de Macedo Leitão e Carvalhosa, 2.º Visconde de Santarém
- 1834 – D. Frei Francisco de São Luís Saraiva, O.S.B.
- 1836 – António Nunes de Carvalho
- 1838 – António Manuel Lopes Vieira de Castro
- 1842 – Manuel Francisco de Barros e Sousa de Mesquita de Macedo Leitão e Carvalhosa, 2.º Visconde de Santarém
- 1856 – Joaquim José da Costa Macedo
- 1861 – António de Oliveira Marreca
- 1887 – José Manuel da Costa Basto
- 1902 – Roberto Augusto da Costa Campos
- 1908 – António Eduardo Simões Baião
- 1949 – Alfredo Augusto Lopes Pimenta
- 1951 – João Martins da Silva Marques
- 1966 – José Pereira da Costa
- 1988 – Humberto Carlos Baquero Moreno
- 1990 – Martim Corte-Real de Albuquerque
- 1990 – Jorge Borges de Macedo
- 1996 – José Mattoso
- 1998 – Bernardo de Vasconcelos e Sousa
- 2001 – Miriam Halpern Pereira
- 2004 – Pedro Dias
- 2005 – Silvestre Lacerda
Notas
- ↑ Cf. artigo 10.º da Lei Orgânica do XIX Governo Constitucional.
- ↑ José Pedro Machado, Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, vol. V, 7.ª ed., Lisboa, 1995, p. 313.
[editar] Bibliografia
- RIBEIRO, Fernanda. Como seria a estrutura primitiva do Arquivo da Casa da Coroa (Torre do Tombo)?. Porto, Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.