Gomes Eanes de Zurara

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Estátua de Zurara no pedestal do Monumento a Luís Vaz de Camões, da autoria de Victor Bastos (Praça Luís de Camões, Lisboa)

Gomes Eanes de Zurara (14101474), também grafado como Gomes Eanes de Azurara, foi Guarda-Conservador da Livraria Real, cerca do ano de 1451, e depois de Fernão Lopes, em 1454, foi Guarda-mor da Torre do Tombo.

Deslocou-se, em 1467, a Alcácer Ceguer, com o fim de completar a sua crónica do conde D. Duarte de Meneses. Nas suas crónicas, sem deixar de ser probo, fixa-se na apreciação das grandes figuras, espelhando heroísmo e feitos paradigmáticos, exaltando o valor das épicas personagens de que se ocupa.

Nos seus escritos, reflectindo o ambiente subsequente ao encontro de Alfarrobeira, Zurara está para o seu antecessor, Fernão Lopes, como a crónica dos heróis estará para a crónica de um povo.

Tem em Mangualde uma escola muito conhecida em sua honra (Escola EB 2,3 Gomes Eanes de Azurara).

Obra[editar | editar código-fonte]

  • 1450 - "Cronica del Rei D. Joam I de boa memória. Terceira parte em que se contam a Tomada de Ceuta" (Lisboa, 1644)
  • 1453 - "Cronica do Descobrimento e Conquista da Guiné" (Paris, 1841)
  • 1463 - "Cronica do Conde D. Pedro de Menezes" (in: Inéditos de Historia Portugueza, vol. II. Lisboa, 1792)
  • 1468 - "Cronica do Conde D. Duarte de Menezes" (in: Inéditos de Historia Portugueza, vol. III. Lisboa, 1793)

Ligações exteriores[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.