Academia de Polícia Militar do Barro Branco

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Academia de Polícia Militar do Barro Branco
Brasao Academia da PMESP.png
Brasão
País  Brasil
Estado  São Paulo
Corporação Polícia Militar do Estado de São Paulo
Subordinação Diretoria de Ensino e Cultura
Sigla APMBB
Criação 1910
Comando
Comandante Cel PM Reynaldo Simões Rossi
Sede
Guarnição São Paulo
Bairro Jardim Barro Branco
Endereço Avenida Água Fria, 1.923
Internet Página oficial

A Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB) é uma academia de polícia da Polícia Militar do Estado de São Paulo localizada na capital do estado.

Sua missão oficial é "Promover com excelência as atividades de ensino aos integrantes da Polícia Militar que se preparam para o exercício do Oficialato, tendo por referência a ciência pedagógica, a técnica policial e as relações humanas." [1]

Origens[editar | editar código-fonte]

A história da APMBB, berço da formação dos oficiais, remonta ao ano de 1910, com a implementação do Curso Literário e Científico trazido pela Missão Militar Francesa, que chegou a São Paulo em 28 de março de 1906, contratada pelo então presidente do estado Jorge Tibiriçá, com o propósito de ministrar instrução à tropa da Força Pública.[2] Em 1913 é criado o Corpo Escolar, nos moldes propostos pela Missão Militar Francesa. O Corpo Escolar funcionava nas atuais dependências do 1º Batalhão de Polícia de Choque (avenida Tiradentes, no bairro da Luz).[2] Em 1924 o Corpo Escolar passa a denominar-se Centro de Instrução Militar (CIM), nome que manteve até 1950, quando passa a denominar-se Centro de Formação e Aperfeiçoamento (CFA).[2]

A construção das atuais dependências na Invernada do Jardim Barro Branco se deu entre 1940 e 1944, sendo que ao término o então CIM muda-se para a Zona Norte da cidade de São Paulo, no bairro Jardim Barro Branco.[3] Com a fusão entre Força Pública e Guarda Civil, após reestruturação de currículos, passa a denominar-se Academia de Polícia Militar. Mais recentemente, por força do Decreto nº 11.241, de 9 de março de 1978, esta Academia, por tradição, e por assim já ser conhecida, passou a denominar-se Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB), sendo consagrada uma instituição voltada à formação do oficial em nível superior.[2]

Vale dizer que entre 1944 e a atualidade, uma série de implementos físicos foram realizados na invernada, como a criação do Campus "Tiradentes", espaço que hoje abriga o Corpo Musical da Polícia Militar. Foi o local de disputa do tiro esportivo nos Jogos Pan-Americanos de 1963.[4]

Hierarquia PM para o oficialato[editar | editar código-fonte]

A Polícia Militar possui desde a sua base catorze postos, graduações e funções reconhecidos separadamente em seu sistema, sendo que a carreira de oficial contempla os oito postos e graduações mais elevados, sendo eles:

  • Oficiais superiores: coronel, tenente-coronel e major.
  • Oficiais intermediários: capitão
  • Oficiais subalternos: 1º tenente e 2º tenente.
  • Praças especiais: aspirante a oficial e aluno oficial.

Nos bancos acadêmicos da APMBB os oficiais formados são servidos a três quadros distintos. Dois deles pelos formandos no Curso de Formação de Oficiais (CFO) ou Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública, com duração de quatro anos) e o terceiro pelos formandos no Curso de Habilitação ao Quadro Auxiliar de Oficiais Policiais Militares (CHQAOPM). Este último se trata de um curso acessível às praças da Polícia Militar, exclusivamente. São os quadros:

  • Quadro de Oficiais Policiais Militares (QOPM)
  • Quadro Auxiliar de Oficiais Policiais Militares (QAOPM)

Obs: Cabe salientar que atualmente houve a unificação do QOPM com o QOPF, desta forma tanto homens como mulheres concorrem as mesmas vagas nos postos do oficialato.

Atualidade[editar | editar código-fonte]

A partir do ano de 2010 a Academia de Polícia Militar do Barro Branco realizará de forma exclusiva seu processo seletivo. A fundação VUNESP será responsável pelas provas de escolaridade, juntamente com provas testes físicos e psicológicos.

O curso é chamado de Curso de Formação de Oficiais e tem duração de três anos, de nível superior. Durante os anos, o aluno é chamado de aluno-oficial e recebe seu espadim, réplica em miniatura da espada do Brigadeiro Rafael Tobias de Aguiar (que está em exposição no 1° Batalhão de Choque Tobias de Aguiar, ROTA). Após os quatro anos, recebe a sua espada, símbolo do oficialato.

O curso possui uma carga horária imensa, com regime de internato no primeiro e segundo ano, tendo seus horários de saída após o término do expediente limitados quer por determinação do Comando da APMBB ou por questões disciplinares, aos finais de semana. Os anos seguintes têm um regime de externato e período de trabalho que vai da sete da manhã a cinco e quinze da tarde, podendo ser estendido conforme necessidade do serviço (operações).

Há diversas matérias profissionais (polícia) e de conhecimentos gerais: administração, psicologia, direito, estratégia, política, estatística, dentre outras, somando assim, mais de 6.000 horas de estudo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. APMBB. Missão.. Visitado em 14/03/2015.
  2. a b c d APMBB. Institucional / História - 1970. Visitado em 14/03/2015.
  3. Enio Antonio de Almeida Profa. Dra. Mara Regina M. Jacomeli. Profissionalização e Instrução da Força Pública. Visitado em 14/03/2015.
  4. ALVARO J.P ALTMANN. [www.fmte.com.br/informativo/galeria_honra/alvaro_j_p_altmann.doc ATIVIDADES NO ESPORTE] ALVARO J.P ALTMANN. Visitado em 14/03/2015.