Treinamento

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Um astronauta em treino num ambiente subaquático, o qual permite simular uma atividade extraveicular.

A expressão treino (português europeu) ou treinamento (português brasileiro) refere-se à aquisição de conhecimento, habilidades e competências como resultado de formação profissional ou do ensino de habilidades práticas relacionadas à competências úteis específicas. Isto forma o núcleo da aprendizagem e fornece a espinha dorsal de conteúdo em escolas politécnicas. Além do treino básico exigido por um ofício, ocupação ou profissão, os avanços tecnológicos e a competitividade do mundo moderno exigem que os trabalhadores atualizem constantemente suas habilidades, ao longo de toda sua vida profissional.[1]

Tipos de treino[editar | editar código-fonte]

Treino empresarial[editar | editar código-fonte]

Muitas empresas proveem Treino para seus empregados, seja no próprio local de trabalho (interno), seja fora dele (externo):

  • Treino interno: ocorre nas próprias instalações da empresa, em situações normais de trabalho, com ferramentas, máquinas, documentos e outros materiais que o treinando irá utilizar em suas atividades laborais cotidianas. O treino interno costuma ser muito utilizado no ensino profissionalizante.
  • Treino externo: ocorre fora do local e das situações normais de trabalho, o que significa dizer que o treinando não conta como um trabalhador diretamente produtivo durante o período de treino. Isto, e mais o fato de que muitos empresários encaram treino como despesa (e não como investimento),[2] torna esta modalidade menos atraente para pequenas e médias empresas.

Treino físico[editar | editar código-fonte]

Cadetes em treino físico (Cingapura).

O treino físico concentra-se em objetivos mecânicos: programas de treino nesta área desenvolvem habilidades ou músculos específicos, frequentemente visando atingir um máximo num determinado espaço de tempo. Alguns programas de treino físico visam incrementar a aptidão física geral e combater o sedentarismo[3]

No uso militar, treino significa obter a capacidade de realizar e sobreviver em combate, e aprender as muitas habilidades necessárias em tempos de guerra. Isto inclui o uso de várias armas, técnicas de sobrevivência e como sobreviver à captura pelo inimigo, entre outros.

Por razões psicológicas ou fisiológicas, as pessoas podem optar por treinar técnicas de relaxamento ou de treino autógeno, com o objetivo de aumentar sua capacidade de relaxar ou de lidar com o estresse.[4]

Monge e discípulo (Sichuan, China, 2005).

Religião e espiritualidade[editar | editar código-fonte]

Treino, em sentido religioso e espiritual, pode significar purificar a mente, coração, entendimento e ações para atingir objetivos espirituais tais como a proximidade com Deus ou a libertação do sofrimento. Entre os exemplos, estão o treino espiritual institucionalizado do budismo, Seicho-No-Ie ou o discipulado cristão.

Retroalimentação de inteligência artificial[editar | editar código-fonte]

Pesquisadores também têm desenvolvido métodos de treino para dispositivos de inteligência artificial. Algoritmos evolutivos, incluindo programação genética e outros métodos de aprendizagem de máquina, usam um sistema de retroalimentação baseado em "funções de aptidão" para permitir que programas de computador determinem quão bem uma entidade realiza uma tarefa. O método constrói uma série de programas, conhecidos como uma "população" de programas, e então testam-nos automaticamente para "aptidão", observando quão bem realizam a tarefa pretendida. O sistema automaticamente gera novos programas baseados nos membros de melhor desempenho na população. Estes novos membros substituem programas que tiveram desempenho pior. O procedimento é repetido até que se obtenha uma performance ótima.[5] [6]

Em robótica, tais sistemas podem continuar em execução em tempo real, depois de um treino inicial, permitindo que robots adaptem-se à novas situações e mudanças em si mesmos, como, por exemplo, devido ao desgaste ou dano. Pesquisadores também têm desenvolvido robôs que podem imitar comportamentos humanos simples, como ponto de partida para treino.[7]

Referências

  1. Aline Brandão (2006). Treino versus Educação Continuada Revista TI. Visitado em 2009-05-15.
  2. Marcos Antonio Martins Lima (2007). T&D, Investimento ou Custo? RH Portal. Visitado em 2009-05-15.
  3. Dr. Milton Godoy (2003). Benefícios do Treino Físico Revista FITCOR. Visitado em 2009-05-15.
  4. Relaxation training may cut hypertension medication among elderly (em inglês) Thaindian News.
  5. Wolfgang Banzhaf, Peter Nordin, Robert E. Keller e Frank D. Francone. Genetic Programming: An Introduction (1998). Analiza Rocha de Marins, Inc.
  6. Programação genética. Visitado em 2009-05-15.
  7. HR-2 Robot can mimic simple human behavior (em inglês).

Ver também[editar | editar código-fonte]