Pistola-metralhadora

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Pistola-metralhadora Lewis HiltonBergmann
Carabina metralhadora Sten
Pistola-metralhadora Uzi
Pistola-metralhadora MP5
Pistola-metralhadora P90

Pistola-metralhadora, submetralhadora ou metralhadora de mão, é uma arma semi-automática ou automática de tamanho reduzido para uso de mão, sem fixação por tripé, utilizando um calibre usual das pistolas, como o 9 mm e o .40 S&W. A utilização mais adequada é em tiro instintivo a pequenas distâncias, visto que sua precisão é prejudicada pela elevada cadência de tiro.

A denominação "pistola-metralhadora" é mais comum em Portugal e as denominações metralhadora de mão (terminologia militar) ou submetralhadora (mídia) no Brasil. No passado, algumas variantes deste tipo de armas eram denominadas "carabinas metralhadoras", "mosquetes automáticos" ou "mosquetes-metralhadores".

História[editar | editar código-fonte]

As primeiras armas deste tipo surgiram na Primeira Guerra Mundial para uso em operações de assalto e varrimento de trincheiras.

A partir da década de 1930, um novo tipo de armamento surgiu nos arsenais ao redor do mundo: a metralhadora de mão, pistola-metralhadora ou submetralhadora. Os alemães criaram as revolucionárias Maschinenpistole (pistolas-metralhadoras), cujo maior expoente foi a MP40 Schmeisser. Os EUA também desenvolveram a submachine gun (submetralhadora) Thompson. Criada para a polícia e não para o exército, os gângsteres da época logo se interessaram por ela. A Thompson ficou imortalizada ao lado de figuras como Al Capone. E ainda ganhou o apelido de "Tommy Gun".

Quando estourou a Segunda Guerra Mundial, a Inglaterra precisava, e urgentemente, de alguma arma que pudesse competir com as Schmeissers alemãs. A solução foi importar Thompsons dos EUA. Tal iniciativa, entretanto, se mostrou ineficaz. A Thompson era cara e os ingleses não conseguiam importá-las na quantidade necessária. A solução foi criar uma submetralhadora própria.

A solução para os britânicos foi a machine-carbine (carabina-metralhadora) Sten. Apesar de feia, rústica e usando uma montagem de qualidade no mínimo duvidosa (a Sten constumava desmontar quando caía no chão), ela funcionava, e acima de tudo, era barata. Foram criadas várias versões, incluindo uma com silenciador.

O exército britânico ainda usava de outra metralhadora portátil: a metralhadora ligeira Bren. Criada na cidade checa de Brno, e aperfeiçoada na manufatureira inglesa Enfield (o nome da arma era a junção das duas primeiras letras desses dois nomes), a Bren não era exatamente uma submetralhadora, mas era uma metralhadora portátil, equiparável à BAR estadunidense.

Mesmo após o final da guerra, as pistolas-metralhadoras continuaram fazendo sucesso. Diversos tipos foram criados nos últimos 60 anos. Entre elas, tem-se as alemãs MP5 e UMP5; a israelense Uzi; a belga FN P90; a austríaca Steyr TMP; a estadunidense Ingram MAC-11; e muitas outras.

As pistolas-metralhadoras são usadas tanto pelos exércitos como pela polícia. No caso do exército são utilizadas em ações de operações especiais, já que podem ser usadas onde outros armamentos seriam inviáveis. No caso das polícias, são um armamento leve e fácil de ser portado, e com melhor utilização urbana doque os fuzis de assalto.

A primeira geração de pistolas-metralhadoras tinha por características um grande cuidado em sua fabricação, com amplo emprego de usinagem, e por utilizarem coronhas de madeira. Exemplos: Thompson e Bergmann MP18.

Durante a Segunda Guerra Mundial, para redução de custos e maior rapidez na fabricação, surgiu a segunda geração de pistolas-metralhadoras, com peças estampadas em vez de usinadas e coronhas rebatíveis para facilitar o transporte. Exemplos: MP40, Sten, M3 Grease Gun.

A terceira geração de pistolas-metralhadoras caracteriza-se pela culatra envolver boa parte da porção traseira do cano. Isso as torna mais compactas e, por terem mais massa na parte dianteira e pelo fato de a mão de apoio ficar mais próxima à boca do cano, são mais controláveis ao atirar. Exemplos: Uzi, Beretta M12 e Ingram MAC.

A quarta geração caracteriza-se pelo sistema de "ferrolho fechado", idêntico ao de uma pistola semi-automática, com o que obtém-se no tiro semi-automático maior precisão. Actualmente a pistola-metralhadora é utilizada sobretudo para combate no interior de edifícios e para auto-protecção de alguns tipos de forças militares (tripulações de blindados, polícia militar, forças especiais, etc.) e por forças policiais. Você pode reparar que muitas dessas Submetralhadoras aparecem em jogos, como Call of Duty, Medal of Honor e F.E.A.R.

Pistolas metralhadoras, submetralhadoras e carabinas metralhadoras[editar | editar código-fonte]

Em certos países, sobretudo nos EUA, as armas automáticas compactas são, ocasionalmente, subdivididas, conforme o seu tamanho, em pistolas metralhadoras (machine pistols), submetralhadoras (submachine guns) ou carabinas metralhadoras (machine carbines). Quando é feita esta divisão, o termo "pistola metralhadora" refere-se às armas mais pequenas (normalmente do tamanho de pistolas convencionais com o carregador inserido no punho), sendo a denominação "carabina metralhadora" empregada na Grã-Bretanha e "submetralhadora" nos Estados Unidos para as armas de maior tamanho. A Itália e o Brasil, antes da Segunda Guerra Mundial, utilizaram também os termos, hoje em desuso, "mosquete automático" ou "mosquete-metralhador" para definir esta classe de armamento.

Em Portugal essa distinção nunca é feita, sendo todas as armas automáticas compactas denominadas "pistolas-metralhadoras".

No Brasil todas essas armas são chamadas de "submetralhadora" ou "metralhadora de mão", sendo reservado o termo "pistola-metralhadora" apenas para armas automáticas com dimensões próximas às de uma pistola convencional, como a norte-americana Ingram MAC-10, alemã Mauser Schnellfeuer, a russa Steckin, a israelense Micro-UZI e a italiana Beretta 93R.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]