Fuzil de assalto

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Fuzil de assalto AK-47

Um fuzil de assalto como conhecido no Brasil como metralhadora/"NINA", vide literatura bélica brasileira, e/ou ainda, espingarda de assalto como conhecido em Portugal é uma arma leve dos modernos exércitos mundiais - 1970 em diante, que se tornou o armamento obrigatório e de dotação individual para defesa-nacional dos combatentes de infantaria soldados e marinheiros nas defesas de bases e navios. Este tipo de arma constitui uma subvariante da espingarda automática ou fuzil automático que são hoje considerados ultrapassados, tecnologicamente e que se caracteriza por utilizar uma munição menos potente, porém muito mais mortífera.

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

Nascido nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial, o fuzil de assalto passou por uma grande evolução a partir de 1970, ao adaptar-se aos mais diversos usos na guerra moderna. Ele surgiu quando estrategistas e engenheiros militares alemães perceberam que — diferentemente da Primeira Guerra Mundial, que foi travada com exércitos inteiros em linhas estáticas, ou seja, combates em trincheiras e com disparos a longas distâncias — a Segunda Guerra não permitia o estacionamento de tropas devido à grande mobilidade dos veículos blindados apoiados pela artilharia e infantaria.

Em fins de 1944, os alemães apareceram nos campos de batalha com uma nova e revolucionária arma: o casamento entre o poder e a precisão do fuzil com o fogo automático da metralhadora, o Sturmgewehr 44 (Fuzil de Assalto, nome usado até hoje), o termo foi cunhado por Adolf Hitler[1] .

Os fuzis de assalto representam um salto enorme no campo bélico, pois são armas tão poderosas, que até hoje são a principal arma de todos os exércitos do mundo. Ele surgiu em circunstâncias nas quais o infante combatia a curtas distâncias, sendo que muitas vezes o embate ocorria em áreas urbanas, ou seja, em um campo de batalha que não havia sido explorado até o momento ou tido a devida atenção; diferentemente do combate em campo aberto, não havia o apoio instantâneo do fogo das metralhadoras, as quais necessitavam ser montadas. Além disso, o encontro com o inimigo era inesperado. Esse panorama fez com que armas fossem modificadas para se adaptarem a essa nova realidade, e as metralhadoras exemplificam tal mudança: receberam bipés e coronhas, ficando os tripés e outros reparos para outras situações; também nesse novo cenário de guerra as submetralhadoras tornaram-se uma das melhores armas a serem empregadas devido ao seu poder de fogo, grande capacidade de munição e portabilidade, tendo como destaques a alemã MP-40, americana Thompson e a inglesa Sten; também se destacaram armas como a Carabina M1 e os fuzis BAR e M1 Garand que possuíam um maior poder de fogo e velocidade de tiro quando comparadas com os fuzis de repetição.

Contudo essas armas ainda não eram consideradas ideais: os fuzis eram grandes e pesados e seu uso nas áreas urbanas e de selva era difícil, enquanto que as submetralhadoras tinham uma boa portabilidade, mas calçavam um tipo de munição que não possuía um poder de parada apropriado, nem eram adequadas para combates a médias distâncias. Foi justamente para suprir as qualidades dessas armas que nasceu o fuzil de assalto, inicialmente o FG-42 (FG de Fallschirmjägergewehr - Fuzil para pára-quedistas) o qual tinha uma boa portabilidade, porém o calibre 7,92x57mm tornava o tiro automático preciso quase impraticável. Ele foi seguido pelos MP-43 e MP-44 (MP de MachinenPistole – Submetralhadora) tendo finalmente surgido o Stg. 44 (“Stg.” de SturmGewehr – Fuzil de Assalto), o qual é considerado de fato o primeiro fuzil de assalto, pois tinha como características a portabilidade, a grande capacidade de munição, o funcionamento automático e semi-automático e um calibre intermediário, o 7,92x33mm.

Em 1947, com a invenção do fuzil russo Avtomat Kalashnikov AK-47, o fuzil de assalto mais famoso do mundo e uma das armas portáteis mais bem sucedidas entre as já produzidas,[2] é usado até hoje graças ao seu baixo preço e sua devastadora performance. Os EUA, para não ficarem em desvantagem em relação à União Soviética, criaram então seus próprios fuzis de assalto. O primeiro deles foi o Colt AR-10. A este, seguiu-se o revolucionário Colt AR-15, a primeira arma a substituir o ferro e a madeira por alumínio e plástico.

Seguiram-se outros tipos de fuzis de assalto, como o estadunidense M16, o russo AKS-74U, o alemão HK G3, o austríaco Steyr AUG, o israelense IMI Galil e o brasileiro Imbel MD-2. Alguns fuzis se especializaram, como fuzil de precisão Barret M82, e o fuzil-metralhador francês FAMAS 5,56 mm.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Alguns Modelos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. "Machine Carbine Promoted," Tactical and Technical Trends, No. 57, April 1945.
  2. De acordo com o sítio: www.militarypower.com.br - Military Power Review