Sturmgewehr 44

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes fiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde setembro de 2013). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)


Sturmgewehr 44
Sturmgewehr 44.jpg

StG44
Tipo Fuzil de assalto
Local de origem Alemanha Nazi Alemanha Nazi
História operacional
Em serviço Julho 1944Maio 1945
Histórico de produção
Criador Gustloff
Data de criação 1943
Período de
produção
19441945
Quantidade
produzida
425.977
Variantes MKb42(H), MP43, MP43/1, MP44 e StG44
Especificações
Peso 5,22 kg
Comprimento 940 mm
Comprimento 
do cano
419 mm
Calibre 7,92 x 33 mm (7,92 mm Kurtz)
Ação Actuação a gás
Cadência de tiro 500-600 tpm
Velocidade de saída 685 m/s
Alcance efetivo 300 m
Sistema de suprimento carregador curvo de 30 munições escalonadas
Mira alça e ponto de mira

A Sturmgewehr 44 (StG44) foi a primeira arma explicitamente chamada de fuzil de assalto (Sturmgewehr). Entrou em serviço no Exército Alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Inicialmente, a arma era classificada como pistola-metralhadora (machinenpistole), recebendo a denominação MP44. As suas versões anteriores receberam as denominações MP43/1, MP43 e MKb42(H).

Em 1946 Mikhail Kalashnikov examinou uma StG44 capturada e usou funcionalidades chave do design na produção do fuzil de assalto AK-47.

História[editar | editar código-fonte]

A Sturmgewehr 44 tem origem na MKb42(H) - Machinenkarabiner 42 (Haenel), arma classificada como carabina-metralhadora, desenvolvida pela Alemanha Nazi nas etapas iniciais da Segunda Guerra Mundial.

No início da guerra, o exército Alemão considerava o fuzil como apenas uma arma de "suporte", sendo a arma primária da infantaria, a metralhadora. Num típico pelotão os soldados carregavam consideravelmente mais munições para a sua MG34 do que para seus próprios fuzis. Contudo a metralhadora provou ser demasiado grande para ser operada durante a batalha, significando que os soldados precisavam de usar seus fuzis enquanto avançavam. Enquanto isso, os defensores não tinham limitações no uso das suas metralhadoras devido a encontrarem-se em posições fixas.

Ao utilizar as suas tácticas blitzkrieg (guerra relâmpago) de rápida ofensiva, o Exército Alemão viu-se sem armas eficazes para um avanço rápido e para responder aos fuzis com maior cadência de tiro dos aliados. Por este motivo foi aumentado o uso de pistolas-metralhadoras como a MP28, a MP38 e a MP40, formando unidades conhecidas como tropas de assalto que podiam produzir um grande volume de fogo enquanto avançavam. No entanto, o uso de munições de pistolas fazia com que as pistolas-metralhadoras tivessem um alcance demasiado curto, tornando as tropas de assalto apenas eficazes em zonas urbanas.

O problema voltou a se notar mais uma vez durante a invasão da União Soviética. O Exército Vermelho tinha estado, anteriormente à invasão, a substituir seus velhos fuzis de repetição por rifles semi-automáticos mais sofisticadas. Números cada vez maiores de fuzis Tokarev SVT-38 e SVT-40 estavam sendo distribuídas às unidades do Exército Vermelho, quando a invasão teve início, embora estas armas mais avançadas estivessem restritas a unidades de elites e a oficiais, devido à sua baixa produção inicial. Além das Tokarev SVT-38 e SVT-40, as forças soviéticas estavam equipadas com pistolas-metralhadoras ainda mais avançadas que as alemãs, dando-lhes uma superioridade em poder de fogo. Além disso nas forças soviéticas, as pistolas-metralhadoras eram distribuídas numa escala maior que nas forças alemãs, com algumas das suas companhias de infantaria terem a totalidade dos seus elementos armados com as poderosas PPSh-41.[1]

Um soldado alemão com sua StG44.

A experiência dos soviéticos com estes grandes volumes de armas automáticas obrigaram os comandantes alemães a reconsiderar as suas necessidades de armas. O Exército Alemão já tinha tentado introduzir a sua própria arma semi-automática, sendo a mais notável a Gewehr 41, mas estes fuzis revelaram problemas no campo de batalha e a sua produção era insuficiente para as necessidades alemãs.

Os alemães também verificaram que a maioria dos combates de infantaria ocorriam a uma distância inferior a 500 metros. Porém para a realização desse projeto, os alemães viram que teriam que fabricar um novo cartucho de potência reduzida. O resultado foi a munição 7,92 x 33 mm Kurtz (curto). Esse cartucho permitiu a criação de uma arma leve, de recuo reduzido, que pudesse disparar em modo automático por longos períodos de tempo sem a necessidade de efetuar nenhuma troca de cano. Assim estava aberto o caminho para a criação do StG44.

O StG 44 foi fabricado inicialmente pela empresan Walther e depois pela Mauser. No começo do seu projeto, Hitler foi contra a sua fabricação, porém os engenheiros alemães sabiam que tinham diante de si uma excelente arma, por isso desobedeceram ao Fuhrer e iniciaram sua produção com a sigla MP44 (MP era a sigla das pistolas-metralhadoras). Quando uma unidade de infantaria foi isolada na Frente Oriental, lhe foi lançado de pará-quedas um enorme suprimento de StG 44, e a unidade saiu abrindo caminho lutando até a frente principal. Isto carreou fama para a arma e logo se fizeram exigências para que ela fosse distribuída para todo exército. Perante isso, os projetistas tiveram que pedir novamente a autorização de Hitler para que a arma fosse produzida em massa. Desta vez, Hitler, com bastante entusiasmo concordou que a produção da arma fosse iniciada com prioridade absoluta em 1943, com a designação de MP43. A versão saída em 1944 recebeu a designação MP44. Hitler ficou tão impressionado com a MP44 que a batizou de "Sturmgewehr" (Fuzil de Assalto), sendo a mesma redesignada oficialmente de StG44.

Uma simples companhia armada com StG44 tinha um poder de fogo devastador sobre o inimigo, por isso essa arma tornou-se muito temida pela infantaria aliada que a enfrentava. A StG 44 foi muito usado nas estágios finais da guerra e principalmente na ofensiva de inverno de Hitler no setor das Ardennas.

Pós-guerra[editar | editar código-fonte]

A StG 44 é geralmente aceito como sendo o primeiro fuzil de assalto do mundo, e o seu efeito no desenho de armas de fogo no pós-guerra mostrou abrangente, tendo inclusive servido como base para a criação do AK-47 de Mikhail Kalashnikov e do M16 norte-americano.

Em agosto de 1945, o exército vermelho tinha montado 50 StG 44 das peças existentes do conjunto, e tinha começado a inspecionar seu projeto. 10.785 folhas de projetos técnicos foram confiscados pelos soviéticos como parte de sua pesquisa. Em outubro de 1945, Hugo Schmeisser foi forçado a trabalhar para o exército vermelho e instruído a continuar o desenvolvimento de armas novas. O talento de Schmeisser continuou a auxiliar a União Soviética, e, junto com outros desenhadores das armas e suas famílias, foi enviado para a URSS. Em 24 de Outubro de 1946, os especialistas alemães montaram um trem para Izhevsk nas montanhas do sul de Ural. Após a chegada de Hugo Schmeisser em Izhevsk, os sovietes começaram o desenvolvimento de armas novas e etapas da produção de AK-47.

Referências

  1. Weeks, John, World War II Small Arms, Galahad Books, 1979

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Commons Imagens e media no Commons
Ícone de esboço Este artigo sobre tópicos militares é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.