Sturmgewehr 44

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Sturmgewehr 44
Sturmgewehr 44.jpg

StG44

Tipo Fuzil de assalto
Local de origem Alemanha
História operacional
Em serviço Julho 1944 - Maio 1945
Histórico de produção
Criador Gustloff
Data de criação 1943
Período de
produção
1944 - 1945
Quantidade
produzida
425.977
Variantes MKb42(H), MP43, MP43/1, MP44 e StG44
Especificações
Peso 5,22 kg
Comprimento 940 mm
Comprimento 
do cano
419 mm

Calibre 7,92 x 33 mm (7,92 mm Kurtz)
Ação Actuação a gás
Cadência de tiro 500-600 tpm
Velocidade de saída 685 m/s
Alcance efetivo 300 m
Sistema de suprimento carregador curvo de 30 munições escalonadas
Mira alça e ponto de mira




A Sturmgewehr 44 (StG44) foi a primeira arma explicitamente chamada de fuzil de assalto (Sturmgewehr). Entrou em serviço no Exército Alemão durante a Segunda Guerra Mundial. Inicialmente, a arma era classificada como pistola-metralhadora (machinenpistole), recebendo a denominação MP44. As suas versões anteriores receberam as denominações MP43/1, MP43 e MKb42(H).

Em 1946 Mikhail Kalashnikov examinou uma StG44 capturada e usou funcionalidades chave do design na produção da espingarda de assalto AK-47.

Índice

[editar] História

A Sturmgewehr 44 tem origem na MKb42(H) - Machinenkarabiner 42 (Haenel), arma classificada como carabina-metralhadora, desenvolvida pela Alemanha Nazi nas etapas iniciais da Segunda Guerra Mundial.

No início da guerra, o exército Alemão considerava a espingarda como apenas uma arma de "suporte", sendo a arma primária da infantaria, a metralhadora. Num típico pelotão os soldados carregavam consideravelmente mais munições para a sua MG34 do que para as suas próprias espingardas. Contudo a metralhadora provou ser demasiado grande para ser operada durante a batalha, significando que os soldados precisavam de usar as suas espingardas enquanto avançavam. Enquanto isso, os defensores não tinham limitações no uso das suas metralhadoras devido a encontrarem-se em posições fixas.

Ao utilizar as suas tácticas blitzkrieg (guerra relâmpago) de rápida ofensiva, o Exército Alemão viu-se sem armas eficazes para um avanço rápido e para responder às espingardas com maior cadência de tiro dos aliados. Por este motivo foi aumentado o uso de pistolas-metralhadoras como a MP28, a MP38 e a MP40, formando unidades conhecidas como tropas de assalto que podiam produzir um grande volume de fogo enquanto avançavam. Infelizmente o uso de munições de pistolas fazia com que as pistolas-metralhadoras tivessem um alcance demasiado curto, tornando as tropas de assalto apenas eficazes em zonas urbanas.

O problema voltou a se notar mais uma vez durante a invasão da União Soviética. O Exército Vermelho tinha estado, anteriormente à invasão, a substituir as suas velhas espingardas de repetição por espingardas semi-automáticas mais sofisticadas. Números cada vez maiores de espingardas Tokarev SVT-38 e SVT-40 estavam a ser distribuídas às unidades do Exército Vermelho, quando a invasão teve início, embora estas armas mais avançadas estivessem restringidas a unidades de elites e a oficiais, devido à sua baixa produção inicial. Além das Tokarev SVT-38 e SVT-40, as forças soviéticas estavam equipadas com pistolas-metralhadoras ainda mais avançadas que as alemãs, dando-lhes uma superioridade em poder de fogo. Além disso nas forças soviéticas, as pistolas-metralhadoras eram distribuídas numa escala maior que nas forças alemãs, com algumas das suas companhias de infantaria terem a totalidade dos seus elementos armados com as poderosas PPSh-41.[1]

A experiência dos soviéticos com estes grandes volumes de armas automáticas obrigaram os comandantes alemães a reconsiderar as suas necessidades de armas. O Exército Alemão tinha já estado a tentar introduzir a sua própria arma semi-automática, sendo a mais notável a Gewehr 41, mas estas espingardas revelaram problemas no campo de batalha e a sua produção era insuficiente para as necessidades alemãs.

Os alemães também verificaram que a maioria dos combates de infantaria ocorriam a uma distância inferior a 500 metros. Porém para a realização desse projeto, os alemães viram que teriam que fabricar um novo cartucho de potência reduzida. O resultado foi a munição 7,92 x 33 mm Kurtz (curto). Esse cartucho permitiu a criação de uma arma leve, de recuo reduzido, que pudesse disparar em modo automático por longos períodos de tempo sem a necessidade de efetuar nenhuma troca de cano. Assim estava aberto o caminho para a criação do StG44.

O StG 44 foi fabricado inicialmente pela empresan Walther e depois pela Mauser. No começo do seu projeto, Hitler foi contra a sua fabricação, porém os engenheiros alemães sabiam que tinham diante de si uma excelente arma, por isso desobedeceram ao Fuhrer e iniciaram sua produção com a sigla MP44 (MP era a sigla das pistolas-metralhadoras). Quando uma unidade de infantaria foi isolada na Frente Oriental, lhe foi lançado de pará-quedas um enorme suprimento de StG 44, e a unidade saiu abrindo caminho lutando até a frente principal. Isto carreou fama para a arma e logo se fizeram exigências para que ela fosse distribuída para todo exército. Perante isso, os projetistas tiveram que pedir novamente a autorização de Hitler para que a arma fosse produzida em massa. Desta vez, Hitler, com bastante entusiasmo concordou que a produção da arma fosse iniciada com prioridade absoluta em 1943, com a designação de MP43. A versão saída em 1944 recebeu a designação MP44. Segundo a lenda, Hitler ficou tão impressionado com a MP44 que a baptizou de "Sturmgewehr" (Espingarda de Assalto), sendo a mesma redesignada oficialmente de StG44.

Uma simples companhia armada com StG44 tinha um poder de fogo devastador sobre o inimigo, por isso essa arma tornou-se muito temida pela infantaria aliada que a enfrentava. A StG 44 foi muito usado nas estágios finais da guerra e principalmente na ofensiva de inverno de Hitler no setor das Ardennas.

[editar] Pós-guerra

A StG 44 é geralmente aceite como sendo a primeira espingarda de assalto do mundo, e o seu efeito no desenho de armas de fogo no pós-guerra mostrou abrangente, tendo inclusive servido como base para a criação da AK-47 de Mikhail Kalashnikov e da M16 norte-americana.

Referências

  1. Weeks, John, World War II Small Arms, Galahad Books, 1979

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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