Conceição de Macabu

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Município de Conceição de Macabu
Igreja Matriz Vista do Alto

Igreja Matriz Vista do Alto
Bandeira de Conceição de Macabu
Brasão de Conceição de Macabu
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 15 de março de 1952 (62 anos)
Gentílico macabuense
Prefeito(a) Lídia Mercedez Oliveira Soares (Tedi) (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Conceição de Macabu
Localização de Conceição de Macabu no Rio de Janeiro
Conceição de Macabu está localizado em: Brasil
Conceição de Macabu
Localização de Conceição de Macabu no Brasil
22° 05' 06" S 41° 52' 04" O22° 05' 06" S 41° 52' 04" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Norte Fluminense IBGE/2008[1]
Microrregião Macaé IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Campos dos Goytacazes, Carapebus, Macaé, Quissamã, Santa Maria Madalena e Trajano de Moraes
Distância até a capital 226 km
Características geográficas
Área 348,328 km² [2]
População 26 623 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 76,43 hab./km²
Altitude 39 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,738 (65º) – alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 145 076,192 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 7 075,16 IBGE/2008[5]
Página oficial

Conceição de Macabu é um município brasileiro localizado entre a serra e o mar na região norte do estado do Rio de Janeiro. Um terço de seu território é constituído de serras de altitudes que oscilam de 300 a 989 metros; os outros dois terços alternam-se entre planícies aluviais, com altitudes mínimas de até 4 metros, e morros e morrotes, de 100 a 300 metros.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Conceição deriva de Nossa Senhora da Conceição, cuja nomenclatura original era Nossa Senhora da Conceição do Rio Macabu. Essa nomenclatura surgiu oficialmente em 6 de outubro de 1855, quando Conceição de Macabu foi elevado a categoria de freguesia, com o nome de freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Macabu.

Macabu tem origem controversa, podendo ser a corruptela da palavra indígena mak'a'bium, que designava uma palmeira de frutos doces, hoje conhecida como macaubeira; ou, como é mais provável, devido a suas fontes documentais, ter sido um apelido que os Sete Capitães deram ao rio Macabu, quando o encontraram em 7 de janeiro de 1634.

História[editar | editar código-fonte]

Originalmente habitado por tribos indígenas nômades como sacurus, coroados e goitacás, o município foi parte da Capitania de São Tomé até ser doado em sesmaria para os Sete Capitães. Com o fracasso da sesmaria a região foi dividida, cabendo as terras do município aos padres jesuítas, que a partir da Freguesia de Nossa Senhora das Neves e Santa Rita, exploraram o interior catequizando e aldeando os índios sacurus, habitantes do vale do rio Macabu, no vizinho vale do rio Macaé.

Em 1759 os jesuítas são expulsos, nos anos seguintes os desprotegidos indígenas retornam ao vale do Macabu formando os primeiros povoados, que logo foram atingidos pelo progresso oriundo do cultivo do café na região serrana fluminense.

O início das grandes plantações traz grande quantidade de escravos africanos. A região de Macabu composta por serras cobertas de florestas foi rica local de refúgio de escravos fugitivos que formaram o Quilombo de Cruz Sena e Quilombo do Carucango, o maior que existiu na região.

No século XIX, portos fluviais, a estrada Macaé-Cantagalo e o ramal ferroviário oriundo de Conde de Araruama (Quissamã) tornam-se vias de acesso à região contribuindo para o seu povoamento, crescimento econômico e evolução política: freguesia em 1855 e primeira emancipação em 1891-1892. Durante esta época de grande crescimento econômico, ocorreu o caso da Fera de Macabu, uma história de crime erros judiciários a partir do qual se iniciou o fim da pena de morte no Brasil.

Em 1907, surge em Conceição de Macabu a primeira colônia de japoneses do Brasil, liderada por Saburo Kumabe, um ano antes da data oficial de início da imigração japonesa com a chegada do navio Kasato Maru. Infelizmente a colônia fracassou depois de 5 anos por diversos motivos.

O século XX foi marcado pelo grande progresso da primeira metade, marcado pela fundação da Usina Victor Sence e da fazenda Modelo Venceslau Bello (Rego Barros).

O progresso teve reflexos políticos e Conceição de Macabu, quinto distrito de Macaé, uniu-se ao 10º distrito, Macabuzinho, originando um novo município, Conceição de Macabu em 15 de março de 1952. O processo de emancipação foi por plebiscito popular, o primeiro do Brasil e único unânime até hoje.

No entanto, o progresso de outrora é mais do que um passado para o município que, hoje, como outros vizinhos é, praticamente, uma "cidade dormitório", sem empregos de qualidade e com um comércio em declínio, sendo totalmente dependente de Macaé. E a situação deve se agravar nos próximos anos, com a duplicação da BR-101 que trará malefícios aumentando a distância para Macaé e isolando ainda mais a cidade.

Política[editar | editar código-fonte]

Prefeitos[editar | editar código-fonte]

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

O primeiro distrito e sede do município localiza-se em Conceição de Macabu, cidade com aproximadamente 25 700 habitantes, cortada pela rodovia estadual RJ-182. O município possui ainda um segundo distrito, Macabuzinho, distante 19 quilômetros da sede e com população estimada em 900 habitantes. O acesso ao distrito se dá pela rodovia RJ-196.

Existem diversas localidades como Santo Agostinho, Amorosa, São Domingos, Assentamento de Capelinha, Palioca, Piabas, Boa Esperança, Vila Tavares, Santa Catarina e o Curato de Santa Catarina (a maior e mais importante dentre todas).

A sede do município possui diversos bairros, com destaque para Bocaina, Vila Esperança, Eldorado, São Henry, Vila Nova, Paraíso, Usina, Centro, Garapa, Porto, Novo Porto, Rhodia, Balancé, Calçadinha e Vila São José, Tribo, Piteira entre outros.

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

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Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (Populacional 201029 de abril de 2011). Página visitada em 13 de outubro de 2011.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GOMES, Marcelo Abreu. ABC de Macabu - dicionário de topônimos e curiosidades. Conceição de Macabu. Gráfica Macuco, 2004.
  • GOMES, Marcelo Abreu. Macabu - a história até 1900. Conceição de Macabu. Gráfica Macuco, 1997.
  • GOMES, Marcelo Abreu. Geografia Física de Conceição de Macabu. Conceição de Macabu. Gráfica e Editora Poema, 1998.
  • GOMES, Marcelo Abreu. Antes do Kasato Maru…Centenário da Colônia Agrícola Japonesa da Fazenda Santo Antônio. Conceição de Macabu: 2008.
  • TAVARES, Godofredo Guimarães. Imagens da Nossa Terra. Prymil, 2002.