Ben-Hur: A Tale of the Christ

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Ben-Hur: A Tale of the Christ
Ben-Hur - Uma Narrativa de Cristo (PT)
Ben-Hur (BR)
 Estados Unidos
1925 • P&B • 143 min 
Direção Fred Niblo
Codireção Charles Brabin
B. Reeves Eason (2ª unidade)
Roteiro June Mathis
Elenco Ramón Novarro
Francis X. Bushman
May McAvoy
Betty Bronson
Claire McDowell
Kathleen Key
Género Épico / Aventura / Drama / Romance
Idioma mudo
Página no IMDb (em inglês)

Ben Hur: A Tale of the Christ (br: Ben Hur / pt Ben-Hur - Uma Narrativa de Cristo) foi a segunda adaptação para o cinema do romance de Lew Wallace. Dirigido por Fred Niblo, roteiro escrito por June Mathis, com Ramón Novarro, Francis X. Bushman, May McAvoy, Betty Bronson, Claire McDowell e Kathleen Key.

Produção[editar | editar código-fonte]

Esquecido por muitos anos, esse filme de Fred Niblo foi restaurado em fins da década de 1980, surpreendendo as gerações mais recentes por seus efeitos especiais (obra de J. Arnold Gillespie) e pela exuberância majestosa de algumas seqüências (como a batalha entre galeras e a corrida de quadrigas no circo), muito avançadas para a época em que foi produzido.

Considere-se também a audácia de exibir moças despidas da cintura para cima, jogando pétalas de flor sobre Quinto Arrio, em seu cortejo triunfal, além de outras cenas sensuais, que seriam impensáveis, alguns anos mais tarde, com a implantação do Código Hays[1] .

Embora se trate de um filme em preto-e-branco, várias sequências foram coloridas à mão e, em algumas delas, usou-se um sistema que, futuramente, daria origem ao Technicolor, mas que, naquele momento, resumia-se a pigmentos vermelhos e verdes.

Durante as filmagens, Niblo utilizou diferente tipos de planos, inclusive movimentos de câmera mediante "Travelling", considerados muito arriscados pelos cineastas de seu tempo. Para filmar a corrida de quadrigas, ele instalou 42 câmeras no cenário (com seus respectivos operadores) e consumiu 56 mil metros de celuloide. Também recrutou 4 mil extras [2] , que se misturaram a milhares de bonecos, para compor a platéia do circo.

A história por trás desse filme tornou-se folclórica em Hollywood, por força das várias mudanças ocorridas durante as filmagens, dentre outras as substituições do ator George Walsh (que fora contrato para o papel principal) e do diretor Charles Brabin (substituído por Fred Nibio).

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Ao contrário da premiada versão de 1959, esta procura se manter fiel ao romance de Lew Wallace. Sua trama central gira em torno da disputa entre dois homens: o aristocrata judeu Judá Ben Hur, e seu amigo de infância, o romano Messala - que se torna o ambicioso comandante da guarnição militar de Jerusalém. Messala quer que o amigo lhe revele os nomes dos que conspiram contra o domínio romano na Judeia, mas Ben Hur - que parece conhecê-los, ainda que não se envolva, politicamente, com eles - nega-se a ser um delator. A desforra do romano vem dias depois, quando ocorre um acidente durante a chegada do governador (praefectus), Valério Grato. Acusado de atentar contra a vida de Grato, Judá é preso, juntamente com sua família. Seu destino será o de passar o resto de seus dias preso ao banco de remador, em uma galera romana.

Todavia, por salvar a vida do cônsul Quinto Árrio, durante uma batalha naval, Ben Hur readquire sua liberdade e volta à Judeia, tendo um único propósito: vingar-se de Messala. O ajuste de contas se dá numa corrida de quadrigas, onde os soberbos cavalos árabes do sheik Ilderim, conquistam uma vitória espetacular. Antes disso, ele conhece e se envolve com a sensual (e traiçoeira) egípcia, Iras.

Mas a satisfação de Ben Hur é conspurcada ao saber que suas mãe e irmã, mantidas presas numa úmida prisão romana, contraíram lepra (Hanseníase) e estão condenadas a viver na caverna dos leprosos. Então, seu ódio se volta contra todos os romanos, e ele se torna um nacionalista revolucionário, como os Zelotas. Na convicção de que Jesus (cuja pregação atraía um número crescente de seguidores) é o Messias davídico, que veio para acabar com o domínio estrangeiro e instalar o "Reino de Deus" em uma Judéia purificada, ele usa sua riqueza para treinar e equipar (secretamente) uma tropa, pronta para apoiar o "rei dos judeus", quando chegar o momento. Ocorre que, antes disso, Jesus é preso e crucificado.

O filme termina quando a mãe e a irmã de Ben Hur recuperam, milagrosamente, a saúde, e ele se entrega ao amor sincero de Ester, filha de seu fiel servidor, Simônides. Obviamente, todos eles se tornam cristãos.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Código de auto-regulamentação de ética, criado em 1930, estabelecendo o que deve e o que não deve ser mostrado nos filmes americanos.
  2. Entre os extras que viriam a se tornar atores e atrizes famosos, estavam: Gary Cooper, Joan Crawford, Douglas Fairbanks, Clark Gable, Janet Gaynor, John Gilbert, Harold Lloyd, Mary Pickford,John Barrymore e Clarence Brown.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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