Bricolagem

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O termo bricolagem (português brasileiro) ou bricolage/bricolagem (português europeu)[1] têm ambas origem que vem do francês bricolage, é usado nas atividades em que você mesmo realiza para seu próprio uso ou consumo, evitando deste modo, o emprego de um serviço profissional.

Origem[editar | editar código-fonte]

O conceito surgiu nos Estados Unidos, na década de 1950, com a sugestão "do it yourself" ("faça você mesmo"). Isso ocorreu devido ao encarecimento da mão-de-obra e se desenvolveu com a grande visão dos empresários em perceber este nicho, criando produtos fáceis de serem usados, utilizando embalagens com pouca quantidade e todos com manuais explicativos.

Antropologia[editar | editar código-fonte]

Em antropologia bricolagem é a união de vários elementos para formação de um único e individualizado. Um exemplo são as culturas do novo mundo: a bricolagem de várias culturas (norte-americana, européia, asiática...) para a formação de uma própria e identitária.

Em seu livro 'O Pensamento Selvagem' (1962, tradução para o português em 1976), o antropólogo francês Claude Lévi-Strauss usou o termo bricolagem para descrever uma ação espontânea, além de estender o termo para incluir padrões característicos do pensamento mitológico, o qual não obedece ao rigor do pensamento científico. A razão é que, já que o pensamento mitológico é gerado pela imaginação humana, é baseado na experiência pessoal, sendo gerado pelo surgimento de coisas pre-existentes na mente do imaginador. [2] Desse modo, a mitologia descreve o mundo através de narrativas. Num mundo onde há poucas ferramentas linguísticas, se faz necessária a utilização de metáforas e narrativas. Na falta de uma palavra para o "ato sexual", por exemplo, os gregos antigos precisaram lançar mão de toda uma história fantástica para enfim poder dizer "coisas de afrodite".

Negócios[editar | editar código-fonte]

Organização e Gestão[editar | editar código-fonte]

Karl Weick Identifica que são necessárias as seguintes directrizes para uma boa organização ligada ao mundo da Bricolage.[3]

  • Conhecimento Profundo dos Materiais
  • Observação e Escuta cuidadas
  • Acreditar nas nossas Ideias
  • Auto-correcção das estruturas, mas com uma segunda opinião.

Dia-a-Dia[editar | editar código-fonte]

A vida em si é uma bricolage de bricolagens, ou sejam nunca sabemos o que vai acontecer no dia seguinte. Devemos usar qualquer utensílio ou ferramenta disponível para sobreviver, o que basicamente define a Bricolage, pelas palavras de Levi-Strauss.

Utensílios para Casa

Um clip de papel é um utensílio que pode ser visto quase em toda a parte. Apesar de ser suposto ser usado unicamente para prender papeis, tem-se tornado em esculturas, ou até numa ferramenta para gravar/raspar coisas. Podemos juntar vários e fazer o tipo de um cadeado ou corrente. Por isso, o clip é um belo exemplo de Bricolage.

Cozinhar

Cozinhar é um bom exemplo de Bricolage no dia-a-dia. Um cozinheiro amador improvisa novas receitas quando algum dos ingredientes falha ou é escasso.

Comida

A Lima ou o limão são um exemplo de bricolage com comida. Normalmente são usados para cozinhar e dar sabor a alguns cozinhados, mas são também usados para limpar. Algumas pessoas usam-nos para limpar as panelas e frigideiras, sendo também um ingrediente activo em produtos de limpeza para casas de banho e superfícies vidradas. Outro uso interessante é em produtos de para manutenção capilar.

Referências

  1. Dicionário em português europeu
  2. LÉVI-STRAUSS, Claude. O pensamento selvagem. Trad. Maria Celeste da Costa e Souza e Almir de Oliveira Aguiar. São Paulo: Nacional, 1976.
  3. Karl Weick, "Redesenho Organizacional como Improvisação", reimpresso em Fazendo sentido da Organização

Ver também[editar | editar código-fonte]