Caim e Abel

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Caim conduzindo Abel à morte,
quadro de James Tissot.

A história de Caim e Abel é narrada no livro de Gênesis. Este teria sido o primeiro homicídio da história da humanidade. Abel era pastor de ovelhas e Caim lavrador.

Narrativa[editar | editar código-fonte]

Adão e Eva, após serem expulsos do jardim do Éden, tiveram um filho, chamado Caim, e, posteriormente, tiveram Abel. Os dois irmãos cresceram juntos, até Caim ter decidido tomar como sua a função de lavrador. Ele rapidamente obteve um alto status, e tornou-se a elite da sociedade da época, tomando um diferente caminho do que de seu irmão. Abel haveria tornado-se um cuidador de um rebanho.

Em determinada ocasião, Caim e o seu irmão mais novo Abel apresentaram ofertas a Deus. Caim apresentou frutos do solo e Abel ofereceu primícias do seu rebanho (Uma ovelha). (Gênesis 4:3, 4). A oferta de Abel teria agradado a Deus, enquanto que a de Caim não, caindo-lhe o semblante.

Deus diz a Caim, apos ver o seu semblante caído por ter sua oferta rejeitada: "Se procederes bem, não é certo que serás aceito?" (Gn 4.7).

Possuído por ciúmes, Caim armou uma emboscada para seu irmão. Sugeriu a Abel que ambos fossem ao campo e, lá chegando, Caim matou seu irmão;

Respondendo ainda com arrogância ao ser interpelado por Deus, o Criador sentenciou-o ao banimento do solo, além de ser condenado à condição de errante pelo mundo, que parte em busca de um futuro indefinido em um deserto de homens. Caim lamentou a severidade da sua punição e mostrou ansiedade quanto à possibilidade de o assassinato de Abel ser vingado nele, mas, ainda assim, não expressou nenhum arrependimento. O Criador "estabeleceu um sinal para Caim", o signo protetor que designa a criatura de Deus, a marca do filho de Adão, para impedir que fosse morto, mas o registo não diz que esse sinal ou marca fosse colocado de algum modo no próprio Caim. Deus disse ainda que quem o matasse seria "castigado sete vezes".

Após ter matado Abel, Caim teria partido para a "terra da Fuga (Nod ou Node), ao leste do Éden", levando consigo a sua esposa, cujo nome não é mencionado na Bíblia.

Rejeição ao Sacrifício[editar | editar código-fonte]

A Bíblia não diz claramente o motivo ao qual o sacríficio de Caim foi rejeitado, mas tradicionalmente existem algumas interpretações bíblicas que tentam explicar o fato.

Algumas fontes indicam que o sacrifício de Caim não teria agradado a Deus, pois os sacrificios a Deus deveriam ter derramamento de sangue. Assim como Adão e Eva, ao cometer o pecado original tentam esconder-se com folhas, mais isto não esconde o pecado à Deus, que ao ver mata um cordeiro e os veste com pele de animal.[1]

Outras fontes dizem que o sacrifício de Abel foi oferecido com fé, em face da declaração bíblica de que "Pela fé Abel ofereceu a Deus um sacrifício verdadeiro comparado ao de Caim. Pela fé ele foi reconhecido como justo, quando Deus aprovou as suas ofertas." (Hebreus 11:4), um sacrifício total.

Entretanto, a hipótese mais forte de todas é a que o sacrifício de Caim não teria um ensinamento profético. Já o de Abel apontava diretamente para a profecia que se cumpriria no novo testamento, onde o cordeiro eterno seria sacrificado para a salvação da humanidade referindo-se diretamente a Jesus Cristo.

Referências

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