Colar elizabetano

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Schnoodle - dog cone.jpg

O colar elizabetano ou colar isabelino é um instrumento utilizado no pós-operatório veterinário, restringindo os movimentos do animal impedindo que atrapalhe o processo de recuperação.

Origem[editar | editar código-fonte]

Acredita-se que o colar elizabetano tenha origem na Inglaterra durante o século XVI. Onde camponeses de Greenwich utilizavam o instrumento em animais com grandes feridas a serem tratadas. Baseando-se no mesmo princípio de um aparelho que a rainha Elizabeth, na época uma criança, usava a fim de evitar que roesse as unhas dos pés, hábito impróprio para uma monarca, os camponeses que trabalhavam no palácio adaptaram o aparelho para o uso em animais evitando que lambessem as chagas. Por tal razão ficou conhecido como colar elizabetano.

Utilização[editar | editar código-fonte]

Atualmente é conhecido também por colar isabelino, devido a versão lusa do nome Elizabeth, sendo utilizados ainda os nomes capacete cirúrgico e cone restringente.

A maioria dos colares elizabetanos são constituídos de um pedaço de plástico ou polipropileno em forma de cone e presilhas para fechar, podendo possuir borracha nas extremidades e tiras para passar a coleira. Sendo largamente utilizados no pós-operatório de animais impedindo que eles lambam, arranquem os pontos, ou até mesmo se auto-mutilem, evitando infecções e complicações, mas permitindo ainda que ele se alimente.

O colar é muito incômodo para o paciente, principalmente nos dois primeiros dias, por isso tem-se buscado novas soluções, algumas já estão no mercado, mas possuem um valor exorbitante, sendo até 10 vezes mais caro que o colar elizabetano.

No comércio está disponível em diversos tamanhos a fim adequar-se aos diferentes portes dos pacientes. Variando a numeração indicativa e o preço de acordo com o tamanho, custando em média sete reais.

Há ainda a opção de se fabricar o colar em casa utilizando-se radiografias, baldes, papelão ou o que achar melhor para fazer a adaptação, tomando cuidado sempre para não ferir o pescoço. Tal adaptação é mais aplicada para gatos por ser mais difícil de encontrar colares fabricados que se ajustem perfeitamente ao seu corpo diminuto.

Deve-se seguir as orientações do médico veterinário, obedecendo as instruções e o tempo de uso do colar elizabetano a despeito do incômodo do animal para uma melhor recuperação do paciente.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]