Crítica (filosofia)

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O termo crítica provém do grego kritikē (κριτική), que significa (a arte de) "discernir", "separar", "julgar". É um acto do espírito que preserva o que merece ser afirmado e põe em dúvida a pretensão daquilo que pode ir além do seu domínio de aplicação e, portanto, não merece ser afirmado (Dicionário Etmológico Online).

Kant[editar | editar código-fonte]

No domínio da filosofia, Kant usa o termo para designar a reflexão da validade e dos limites do ser humano ou de um conjunto de elaborações filosóficas. Na filosofia moderna designa uma análise sistemática sobre as condições e consequências de um conceito, de uma teoria ou disciplina, ou uma tentativa de compreender seus limites e a validade. Um ponto de vista crítico seria o contrário de um ponto de vista dogmático.

A crítica é um julgamento de mérito: tal julgamento é estético, se contempla uma obra de arte; lógico, se contempla um raciocínio; intelectual, se contempla um conceito, uma teoria ou um experimento; moral, se contempla uma conduta.

Esse julgamento de mérito é fruto de uma actividade da razão, esse poder de distinguir o verdadeiro do falso, que age como uma espécie de tribunal. Ele pode tomar por objecto a própria razão, pelo exercício da crítica da razão, separando, distinguindo o domínio dentro do qual a razão pode ser exercida daquele em que ela delira a cada vez que pretende conhecer o absoluto, aquilo que tem sua razão de ser em si mesmo e a que não corresponde nada de sensível.

Pertencendo à ordem de um acto de espírito que duvida antes de afirmar, a crítica pertence, então, à ordem da liberdade de espírito.

Referências[editar | editar código-fonte]