Der heimliche Aufmarsch gegen die Sowjetunion

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Der heimliche Aufmarsch gegen die Sowjetunion (A marcha secreta contra a União Soviética) é um poema escrito por Erich Weinert.[1] Teve versões em música compostas no outono de 1930 por Vladimir Vogel e Eisler na premissa comum a muitos entre 1929 e 1933 de quê a União Soviética representava a nação do progresso, e como tal precisava ser protegida como o núcleo, como a grande esperança de uma nova sociedade.[1]

Letra[editar | editar código-fonte]

Operários, camponeses, armem-se! Acabem com os exércitos fascistas de ladrões! Coloquem todas as regiões em chamas!
Trecho do texto de Erich Weinert[1]  (em alemão)
Arbeiter, Bauern, nehmt die Gewehre zur Hand! Zerstampft die faschistischen Räuberheere! Setzt alle Länder in Brand!

O vocabulário marcial e a rude ingenuidade da letra são reconhecíveis como Kampfmusik, ou seja, música para ativar e educar as massas para luta revolucionária.[1] O apelo aberto à guerra civil presente na letra possivelmente forma a contradição básica deste movimento revolucionário (bem como o de outros também) por requerer que a oposição ao poder dominante seja através da força ao invés de palavras e que o caminho para uma sociedade humana sem classes seja forrado por cadáveres.[1]

Versões em música[editar | editar código-fonte]

A versão de Eisler é distinguivelmente transparente em sua duração e, sem ser demasiada simples, leva em consideração as capacidades do músico amador.[1] Os versos são submetidos a uma métrica urgente 6/8 que representa a preparação "secreta" da guerra contra a União Soviética.[1] Com a sensação latente da batida dupla da moção conducente de oito notas, uma relação direta é estabelecida com o ritmo da marcha 2/4 do refrão.[1] Assim como uma contra-revolução - "Mobilmachung gegen die Sowjetunion" (Mobilização contra a União Soviética) - e uma revolução - "Arbeiter, Bauern, nehmt die Gewehre" (Trabalhadores, camponeses, armem-se) - são, como no padrão de letra de Winert, colocadas em relação uma com a outra, também o belicista dos estados imperialistas e seus governantes são do mesmo modo subversivamente minados.[1]

A versão de Vogel é formalmente construída em uma forma similar, ou seja, com um intercâmbio de verso ritmicamente falado e refrão cantado, como foi às vezes a prática de tropas agitprop.[1] Em contraste com Eisler, o contraste regular de verso e refrão rompem os arranjos de transparência crescente do verso de abertura com novas configurações do material-fonte ou por enriquecê-lo com variações relacionadas à letra.[1] Esta relação direta da letra com a música é característica da composição de Vogel.[1]

Referências

  1. a b c d e f g h i j k l Austin Clarkson (2003). On the Music of Stefan Wolpe (em inglês) 63-65 pp. Google Books. Página visitada em 28 de fevereiro de 2012. "From 1929 to 1933 the Soviet Union represented for many the country of progress, and as such had to be protected as the nucleus, as the great hope, of a new society. On this premise Eisler and Vladmir Vogel set Erich Weinert's poem Der heimliche Aufmarsch gegen die Sowjetunion [The undercover march against the Soviet Union] in the autumn of 1930. Eisler's version is distinctly transparent throughout and, without being too simple, takes into consideration the capabilities of the amateur musician. The verses are underlaid by an urgent 6/8 meter that depicts the "undercover" preparation for war against the Soviet Union. With the latent two-beat feel of the driving eight-note motion, a direct relation is established to the 2/4 march rhythm of the refrain. Just as counter-revolution - "Mobilmachung gegen die Sowjetunion" [Mobilization against the Soviet Union] - and revolution - "Arbeiter, Bauern, nehmt die Gewehre" [Workers, peasants, arm yourselves] - are, as in Weinert's pattern of lyrics, set in relation to one another, so the war-mongering of the imperialist states and their rulers are in the same manner subversively undermined. Vogel's Heimlicher Aufsmarsch is formally constructed in a similar way, that is, with an interchange of rhythmically spoken verse and sung refrain, as was often the practice of agitprop troupes. By contrast with Eisler, the regular contrast of verse and refrain breaks up the increasingly transparent arrengement of the opening verse with fresh settings of the source material or by enriching it with variations related to the lyrics. This direct relation of lyrics to music is characteristic of Vogel's composition. "Arbeiter, Bauern, nehmt die Gewehre zur Hand! Zerstampft die faschistischen Räuberheere! Setzt alle Länder in Brand!" [Workers, peasants, arm yourselves! Stamp out the fascist armies of robbers! Set all regions on fire!] Everyone who has dealt with Kampfmusik, that is music for activating and educating the masses for revolutionary struggle, will recognize the martial vocabulary and the uncouth artlessness of the lyrics. They may also be amazed and even disgusted by the open appeal for civil war. That opposition to the ruling power must be through force rather than with talk and good words, and that the path to a humane classless society must be lined with corpses possibly forms the basic contradiction of this (as every other) revolutionary movement."

Ligações externas[editar | editar código-fonte]