Efeito halo

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Efeito halo é a possibilidade de que a avaliação de um item ou indivíduo possa, sob um algum viés, interferir no julgamento sobre outros importantes fatores, contaminando o resultado geral. Por exemplo, nos processos de avaliação de desempenho o efeito halo é a interferência causada devido à simpatia ou antipatia que o avaliador tem pela pessoa que está sendo avaliada.[1]

Normalmente o efeito halo é considerado o mais sério e o mais difundido de todos os erros de avaliação. [2]

Em 1920, Thorndike descreveu o que designou por "efeito de halo", ou seja, criada uma primeira impressão global sobre uma pessoa, temos a tendência para captar as características que vão confirmar essa mesma impressão. A primeira impressão vai afectar as nossas avaliações em relação à pessoa observada. Um exemplo, o chefe considera um funcionário competente por nunca chegar atrasado.

As primeiras impressões importam[editar | editar código-fonte]

Este fenômeno foi investigado pelo psicólogo Edward Thorndlike, em 1920. Muito resumidamente, Thorndlike concluiu que "depois de criada uma primeira impressão global sobre uma pessoa, temos a tendência para captar as características que vão confirmar essa mesma impressão". Trabalhos de investigação posteriores sobre esse fenômeno revelaram que somos altamente influenciáveis pelas primeiras impressões, isso quer dizer que, se temos uma boa primeira impressão sobre alguém, muito dificilmente no futuro a veremos de maneira negativa. Um exemplo disso é que, se avaliarmos uma pessoa como sincera em uma primeira impressão, temos tendência a lhe associar outras características positivas, como simpatia.

O Efeito de halo no mundo empresarial[editar | editar código-fonte]

O efeito de halo tem se tornado um modelo de negócios e, como tal, se tornou bem conhecido no mundo empresarial. Os especialistas de marketing tiram vantagens do efeito de halo para vender produtos e serviços. Utilizam associações a marcas ou nomes bem conhecidos, para que seus produtos tenham uma boa primeira impressão. Quando uma "celebridade" fala sobre determinado produto, de uma determinada marca, as nossas avaliações relativamente positivas sobre à celebridade podem refletir nas percepções sobre o produto e nos levar a comprar, ou pelo menos nos informarmos melhor sobre. O efeito de halo se faz sentir também no coxtexto de recrutamento, Melvin Scorcher e James Brant, dois consultores, escreveram na Harvard Business Review, um artigo onde revelaram que: "Na nossa experiência, CEOs, presidentes e outras pessoas de topo caem muitas vezes na armadilha de tomar decisões sobre candidatos com base em informações distorcidas... são frequentemente vítimas do efeito de halo, supervalorizando certos atributos enquanto subestimam outros." Nos processos de avaliação de desempenho também existe, frequentemente, a interferência do efeito de halo uma vez que a percepção que o avaliador tem sobre o avaliado pode afetar o resultado final da avaliação. Se a percepção for boa, a avaliação do desempenho provavelmente será mais alta do que caso a percepção fosse má.

[3]

  1. ROSENZWEIG, Phil. The Halo Effect... and the Eight Other Business Delusions That Deceive Managers. Free Press, 2007 (ISBN 978-0-7432-9125-5)
  2. http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/etiqueta-financeira/2015/01/29/efeito-halo-mentes-aprisionadas-pelo-marketing-empobrecem-contas-bancarias/
  3. Ana Serafim (Psicóloga do trabalho e das organizações), Artigo, http://www.portal-gestao.com/item/7093-o-efeito-de-halo.html