Elasmotherium sibiricum

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Como ler uma caixa taxonómicaRinoceronte-de-chifre-grande
Pintura de Heinrich Harder

Pintura de Heinrich Harder
Estado de conservação
Pré-histórica
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Perissodactyla
Superfamília: Rhinocerotoidea
Família: Rhinocerotidae
Género: Elasmotherium
Espécie: E. sibiricum
Nome binomial
Elasmotherium sibiricum
J. Fischer, 1809
Wikispecies
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O Elasmotherium ou rinoceronte-de-chifre-grande viveu há 200 mil anos durante o Pleistoceno. Era um parente próximo dos atuais rinocerontes porém era três vezes maior, seu chifre podia chegar a quase 2 metros de comprimento.

Descrição[editar | editar código-fonte]

Seu nome científico é Elasmotherium sibiricum, e foi extinto há aproximadamente 1,6 milhões de anos. Era um rinoceronte gigante, com dois metros de altura, seis metros de comprimento e um chifre único em sua testa com dois metros de altura. O animal devia pesar em torno de cinco toneladas. As patas traseiras eram mais longas que as dianteiras, para facilitar os possíveis golpes.

Viveu junto de mamutes, tigre-dentes-de-sabre, ursos e outros animais pleistocênicos, provavelmente um Elasmotherium adulto não deveria temer muito os predadores de sua época.

Habitat[editar | editar código-fonte]

Em regiões de neve, florestas boreais nevadas e pequenas montanhas da Europa oriental e Ásia, principalmente Ucrânia, Moldávia, China e sul da Rússia.

História e lendas[editar | editar código-fonte]

Apesar de provavelmente ter sido extinto na pré-história, de acordo com a enciclopédia sueca Nordisk familjebok, publicada de 1876 a 1957, e com o cientista Willy Ley, o animal pode ter sobrevivido o suficiente para ser lembrado em mitos do povo russo como um touro com um único chifre na testa.

Acredita-se que o Elasmotherium deu origem ao mito moderno do Unicórnio, como descrito por testemunhas na China e Pérsia.

Ahmad ibn Fadlan, viajante muçulmano cujos escritos são considerados uma fonte confiável, diz ter passado por locais onde homens caçavam o animal. Fadlan, inclusive, afirma ter visto potes feitos com chifres do unicórnio.

Em 1663, perto de uma caverna na Alemanha, foi encontrado o esqueleto de um animal que, especulava-se, seria um unicórnio. As ossadas encontradas na Alemanha eram possivelmente de mamute com outros animais, montados por humanos de forma equivocada.

A caveira estava intacta e com um chifre único no meio, preso com firmeza. Cerca de 100 anos depois, uma ossada semelhante foi encontrada perto da mesma caverna. Os dois esqueletos foram analisados por Gottfried Leibniz, sábio da época, que declarou que (a partir das evidências encontradas) passara a acreditar na existência de unicórnios.

Ver também[editar | editar código-fonte]