Enfisema

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Enfisema
Pulmão humano corado mostando um estágio de enfisema. As hemácias são vermelhas, os núcleos celulares são azuis-roxos e outros tecidos celulares e extracelulares são rosas.
Classificação e recursos externos
CID-10 J43
CID-9 492
DiseasesDB 4190
MedlinePlus 000136
eMedicine med/654
Star of life caution.svg Aviso médico

Enfisema é uma doença pulmonar obstrutiva crônica caracterizada pela dilatação excessiva dos alvéolos pulmonares, o que causa a perda de capacidade respiratória e uma oxigenação insuficiente. Ela geralmente é causada pela exposição a produtos químicos tóxicos ou exposição prolongada ao fumo de tabaco. Caracteriza-se pela hipertrofia e hiperplasia das paredes das mucosas.

A DPOC pode ser descrita como uma doença "guarda-chuva", uma vez que contempla a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Os alvéolos (sacos aéreos) do pulmão estão danificados e sobrecarregados, o que resulta em aprisionamento do ar nos pulmões, limitando o espaço para a troca de ar. A inflamação que ocorre nos pulmões acontece também em outras partes do organismo como por exemplo o coração, e por isso atualmente a DPOC também é considerada uma doença sistêmica.

Patogênese[editar | editar código-fonte]

Produtos químicos liberados durante a resposta (por exemplo, elastase) pode eventualmente causar o septo alveolar a se desintegrar. Inflamatória, esta condição, conhecida como ruptura do septo, leva a deformações significativas da arquitetura pulmonar [1] [2] (video) que têm importantes conseqüências funcionais. O evento chave mecânica conseqüente à ruptura septal é que a cavidade resultante é maior do que a soma dos dois espaços alveolares (ver figura lado);

Uma rede elástica distendida sobre a superfície finita pode oferecer uma bidimensional modelo útil para compreender as conseqüências pura mecânica de ruptura septal. Em vermelho é o espaço extra da cavidade novo após a ruptura septal devido ao recolhimento elástico pulmonar re-arranjo, necessariamente, às expensas do espaço das malhas saudável circundante (alvéolos) (VIDEO) [3]

de fato por causa da falta de apoio mecânico dos septos quebrado o recolhimento elástico do pulmão aumenta ainda mais este novo espaço, necessariamente, às custas do restante do parênquima saudável. Em outras palavras, como conseqüência imediata e espontânea de ruptura septal, o pulmão elástica recoil redefine expansão do parênquima saudável em um nível inferior, em proporção à quantidade de interrupções septal.

Sinais e sintomas[editar | editar código-fonte]

O enfisema é caracterizado pela perda da elasticidade do tecido pulmonar, destruição das estruturas e dos capilares que, respectivamente, suportam e nutrem os alvéolos. O resultado é que as pequenas vias aéreas colabam durante a exalação do ar, levando a uma forma obstrutiva de doença pulmonar: o ar entra nos pulmões e não sai. Os sintomas incluem a falta de ar, hipoventilação, e peito expandido. Assim que o enfisema avança, podem-se observar deformidades nas unhas, decorrentes da hipóxia, baixa concentração de oxigênio.

As pessoas que sofrem de enfisema podem hiperventilar para manter os níveis sanguíneos de oxigênio adequados. A hiperventilação explica o porquê de os pacientes com enfisema não aparentarem cianose, coloração azul-arroxeada da pele.

Achados e Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

O diagnóstico de Enfisema está intimamente relacionado ao da DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica), entretanto ao que se refere o Enfisema, pode-se utilizar a oximetria de pulso, a gasometria arterial, e os sinais e sintomas relacionados a hipoxemia.

Prognóstico e tratamento[editar | editar código-fonte]

O enfisema é uma condição degenerativa irreversível, embora possa haver uma pequena recuperação da função pulmonar. A medida mais importante que pode ser tomada para diminuir a progressão do enfisema é a interrupção do tabagismo por parte do paciente e a diminuição à exposição a cigarros. A reabilitação pulmonar também pode ser muito útil para melhorar a qualidade de vida do paciente. O enfisema também é tratado auxiliando a respiração com anticolinérgicos, broncodilatadores e medicação esteróide (inalada ou oral). Além disso a suplementação de oxigênio também é necessária. Em situações mais graves, pode levar à morte.

Tratamento médico e cuidados de enfermagem[editar | editar código-fonte]

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  • broncodilatadores (aminofilina, efedrina).
  • fluidificantes (xaropes, iodeto de potássio).
  • antibioticoterapia (penicilina, ampicilina, tetracielinas).
  • oxigenoterapia.
  • inalação.
  • sedativos.
  • corticosteróide.
  • sinais vitais.
  • higiene bucal e corporal.
  • anotar aceitação alimentar.
  • auxiliar, se necessário, na deambulação.
  • ambiente calmo e arejado.
  • orientar a expelir secreções, anotar na papeleta aspecto das secreções e qualquer alteração do quadro.
  • medicar conforme prescrição médica.

Associações[editar | editar código-fonte]

O enfisema é geralmente associado à bronquite ou bronquite crônica.

Referências

  1. S. Nazari : Mechanical Events In Physiopathology Of Idiopathic Pulmonary Emphysema: A Theoretical Analysis. The Internet Journal of Thoracic and Cardiovascular Surgery. 2002 Volume 5 Number 2
  2. Nazari S.The surgical physiopathology of essential pulmonary emphysema and volume-reduction intervention. Minerva Chir. 1998 Nov;53(11):899-918. PMID: 9973794
  3. Min Chir 1998,53: 899-918. (vídeo)
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