Fluxo de caixa do acionista

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O Fluxo de Caixa do Acionista (FCA) visa avaliar os recursos aplicados pelos investidores na empresa. Segundo Damodaran o FCA é o fluxo de caixa existente após o pagamento de despesas operacionais, das obrigações tributárias, das necessidades de investimento, do principal, de juros e de quaisquer outros desembolsos de capital necessários à manutenção da taxa de crescimento dos fluxos de caixa projetados, descontado pelo custo do capital próprio (Ke).

Gerar caixa para pagamento das despesas de juros e pagamento da Dívida Nominal é a diferença básica no cálculo do FCA de uma empresa não-alavancada (Modelos 1 e 2) para uma empresa alavancada (Modelos I e II).

Cálculo do FCA para uma empresa não-alavancada (modelo 1)[editar | editar código-fonte]

Receitas
(Revenue) (-) Custos Operacionais

(-) Despesas de Depreciação

(+) Despesas de Amortização

(=) Lucro Operacional
(Operating profit) (=) Lucro Antes do Imposto de Renda (LAIR)
(EBITDA) (-) Imposto de Renda

(=) Lucro Líquido
(Net Income) (-) Despesas de Depreciação

(\pm) Variação do Capital de Giro Não-Monetário (*)

(\pm) Variação de Investimentos (Variação de Máquinas) (**)

(=) Fluxo de Caixa do Acionista (FCA) ou Free Cashflow to Equity (FCFE)

(*) Se o período 2 (X2) maior que período 1 (X1) representa um aumento no Capital de Giro (CG), portanto, uma Saída de Caixa, a diferença será negativa; do contrário, a diferença será positiva, revelando diminuição do CG, por conseguinte, uma Entrada de Caixa.

(**) Se o período 2 (X2) menor que período 1 (X1) representa imobilização de recursos (Investimentos), portanto, uma Saída de Caixa, a diferença será negativa; do contrário, a diferença será positiva, revelando baixa de imobilizado (desinvestimentos), por conseguinte, uma Entrada de Caixa.

Cálculo do FCA para uma empresa não-alavancada (modelo 2)[editar | editar código-fonte]

Receitas

(-) Despesas sapo

(=) Lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA)

(-) Depreciação e Amortização

(=) Lucro antes do pagamento de juros e impostos (EBIT)

(-) Impostos

(=) Lucro Líquido

(+) Depreciação e Amortização

(-) Desembolsos de Capital

(-) Variação do Capital de Giro

(=) Fluxo de Caixa do Acionista (FCA) ou Free Cashflow to Equity (FCFE)

Por esses modelos, o FCA é apurado após a cobertura das necessidades financeiras da empresa, portanto, se trata de um fluxo de caixa residual.

Cálculo do FCA para uma empresa alavancada (modelo I)[editar | editar código-fonte]

Receitas

(-) Despesas Operacionais

(=) Lucro antes do pagamento de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA)

(-) Depreciação e Amortização

(=) Lucro antes do pagamento de juros e impostos (EBIT)

(-) Despesas Financeiras (Juros)

(=) Lucro antes dos Impostos
(-) Impostos

(=) Lucro Líquido

(+) Depreciação e Amortização

(-) Desembolsos de Capital

(-) Dividendos Preferenciais (empresas com ações preferenciais)

(-) Pagamento da Dívida Nominal

(-) Variação do Capital de Giro

(+) Novas Emissões de Dívida (Entradas de Caixa)

(=) Fluxo de Caixa do Acionista (FCA) ou Free Cashflow to Equity (FCFE)

Cálculo do FCA para uma empresa alavancada (modelo II)[editar | editar código-fonte]

Receitas

(-) Custos Operacionais

(+) Despesas de Depreciação

(-) Despesas de Amortização

(=) Lucro Operacional
(EBITDA) (-) Despesas Financeiras (Juros, comissoes e outras despesas bancarias)

(=) Lucro Antes do Imposto de Renda (LAIR)
(EBIT) (-) Imposto de Renda
(Imposto sobre a Sociedade = IRC + derrama em Portugal) (=) Lucro Líquido
(Net Income) (+) Despesas de Depreciação

(\pm) Variação da Dívida (*)

(\pm) Variação do Capital de Giro Não-Monetário (**)

(\pm) Variação de Investimentos (Variação de Máquinas) (***)

(=) Fluxo de Caixa do Acionista (FCA) ou Free Cashflow to Equity (FCFE)

(*) Quando o período 2 (X2) maior que período 1 (X1) representa contratação de Novas Dívidas (Entradas de Caixa), a diferença será positiva; do contrário a diferença será negativa revelando pagamento da Dívida Nominal (Saída de Caixa).

(**) Se o período 2 (X2) maior que período 1 (X1) representa um aumento no Capital de Giro (CG), portanto, uma Saída de Caixa, a diferença será negativa; do contrário, a diferença será positiva, revelando diminuição do CG, por conseguinte, uma Saída de Caixa.

(***) Se o período 2 (X2) maior que período 1 (X1) representa imobilização de recursos (Investimentos), portanto, uma Saída de Caixa, a diferença será negativa; do contrário, a diferença será positiva, revelando baixa de imobilizado (desinvestimentos), por conseguinte, uma Entrada de Caixa.

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Damodaran, Aswath. Avaliação de Investimentos. Rio de janeiro: Qualitymark, 1997. ISBN
  • Damodaran, Aswath. Finanças Corporativas Aplicadas: Manual do Usuário. Tradução: Jorge Ritter. Porto Alegre: Bookman, 2002. ISBN
  • Damodaran, Aswath. A Face Oculta da Avaliação. São Paulo: Makron Books, 2002. ISBN
  • Damodaran, Aswath. Finanças corporativas: teoria e prática. Porto Alegre: Bookman, 2004. ISBN