Forcado
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Nota: Para a ferramenta agrícola, veja Forcado (ferramenta).
Os forcados são grupos amadores de vários homens que numa corrida de touros pegam o touro. Quando se executa uma pega, oito homens entram na arena, o primeiro é o forcado da cara; os outros sete ajudam-no a imobilizar o touro, havendo um (o rabejador) que segura no rabo do touro, para provocar o seu desequilibrio e para quando os seus companheiros o largarem este não invista sobre eles.
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[editar] A Origem dos Forcados
Em 1836, no reinado de D. Maria II, foi decretado a proibição da morte dos toiros na arena, para remate da lide dos cavaleiros, passou-se a pegar o toiro.
Foi assim que no século XIX teve formalmente origem a existência dos forcados como conhecemos nos dias de hoje.
Descendem directamente dos antigos Monteiros da Choca, grupo de moços que, com os seus bastões terminando em forquilha ou forcados, defendiam na arena o acesso à escadaria do camarote do Rei, que com o decreto de D. Maria II passaram a ser eles a pegar o toiro, evoluindo o nome de Monteiros da Choca, para Moços de Forcado ou simplesmente Forcados.
A pega já se praticava sem galardões de espectáculo e a sua técnica seguramente já era conhecida mas como tudo sofreu algumas alterações até aos dias de hoje.
Depois da reunião do primeiro elemento com o touro, cabe aos ajudas a tarefa de imobilizar o touro para que a pega se considere realizada.
O rabejador é o responsável por rematar a pega.
[editar] A Pega
A pega do toiro baseia-se numa técnica precisa.
Existem vários tipos de pegas, as mais conhecidas e utilizadas nos nossos dias são a pega de caras e a pega de cernelha.
Na pega de caras, o primeiro elemento, o forcado da cara, tem como objectivo fechar-se na cara do toiro, após se ter agarrado aos cornos ou ao pescoço do touro e amortecido o choque da investida. Não se espera que esse forcado segure o toiro sozinho, apenas se lhe exige que aguente os derrotes com que o touro o tenta lançar fora, até que os restantes sete forcados o ajudem, também sob uma determinada técnica, secundem o seu esforço e imobilizem o touro. Nessa altura a pega é consumada e o touro é libertado.
Também a pega de cernelha obedece a uma técnica. Executada por dois elementos, o cernelheiro e o rabejador, esperam o encabestrar do touro para tentar a sua sorte.
Desta feita a tentativa da pega é feita por um elemento agarrado de lado e outro ao rabo do touro, com o mesmo objectivo, imobilizar o touro.
A estética está sempre presente. O forcado vale pela sua serenidade e sangue frio, mas também pela sua qualidade artística. Não necessita de invulgar força ou robustez, antes terá de desenvolver qualidades psicológicas, pelo que se diz que a pega é uma escola de virtudes.
Quando um forcado caminha na arena em direcção ao toiro, sem outra protecção que a confiança na sua destreza, terá de vencer a luta consigo próprio. O medo está sempre presente e a contrapor tem acima de tudo o apoio dos seus companheiros, a dependência um dos outros fá-los ter entre si uma amizade única que os acompanha pela vida fora.
O cernelheiro e o rabejador esperam o encabestrar do touro para poderem tentar a entrada sem serem vistos.
Depois da entrada, o objectivo da pega de cernelha é o mesmo, imobilizar o touro para que a pega se considere realizada.
[editar] A Formação
Todos os anos dezenas de jovens procuram experimentar a aventura de pegar um toiro, por intermédio dos amigos ou familiares surgem nos treinos cheios de vontade de mostrar a sua valentia, têm um sonho, ser forcado.
É nos treinos e nas ferras que se começa a conhecer o potencial do futuro forcado. A destreza, a garra e o jeito surgem em bruto prontos para serem moldados pega após pega, aconselhar e corrigir é o papel do cabo perante os novos elementos.
A maneira como se inter relacionam é também um factor muito importante, para o Grupo ter êxito em praça, o colectivo tem de ser forte e o novo elemento tem de conhecer a filosofia do forcado para, perante a adversidade conseguir reagir com confiança em si próprio e no Grupo.
Além dos treinos e das ferras, a formação dos novos forcados passa por grupos de futuros forcados amadores, onde o convívio, o lazer e a boa disposição são os factores importantes, mas sempre com o incentivo de os preparar para a nova actividade do Forcado Amador.
[editar] Os Grupos
Existem vários grupos de forcados, sendo 55 Portugueses, 2 Norte-Americanos (Califórnia) e Mexicanos (Cidade do México, Teziutlan Puebla, Mazatlán y Queretaro) Os grupos para alem de serem grupos de forcados, são, também, grupos de amigos, grupos familiares e acima de tudo, uma escola para enfrentar as dificuldades da vida.
Grupo de Forcados Amadores de Santarém Cabos: António Gomes de Abreu 1915/1945; D. Fernando de Mascarenhas 1945/1948; Ricardo Rhodes Sérgio 1948/1969; José Manuel Souto Barreiros 1969/1979; Carlos da Gama Empis 1979/1981; Carlos Grave 1981/1996; Gonçalo da Cunha Ferreira 1996/2002; Pedro Figueiredo (Graciosa) 2002/2008; Diogo Sepúlveda 2008/
Grupo de Forcados Amadores de Montemor-O-Novo Cabos: Américo Chinita de Mira 1955/1956; Joaquim José Capoulas 1956/1971; António José Zuzarte 1971/1979; João Eduardo Cortes 1979/1984; Paulo Vacas de Carvalho 1985/1997; Rodrigo Corrêa de Sá 1997/2007; José Maria Cortes 2007/
Grupo de Forcados Amadores de Lisboa Cabos: Nuno Salvação Barreto 1944/1991; José Luís Gomes 1992/2010; Pedro Maria Gomes 2010/
Grupo de Forcados Amadores de Évora Cabos: João Nunes Patinhas 1963/1989; João Pedro Oliveira 1989/2001; João Pedro Rosado 2001/2008; Bernardo Salgueiro Patinhas 2008/
Grupo de Forcados Amadores do Montijo Cabos: Jacinto Carvalheira 1964/1967; António Sécio 1967/1973; João Pina 1973/1974; Fernando Fernandes 1975/1976; Rogério Amaro 1976/1981; Jorge Beatriz 1882; Rafael Figueiredo 1983/1987; Ricardo Barroso 1988; José L. Figueiredo 1989/1997; Marco Nicolau 1997/1998; David Santiago 1999/
Grupo de Forcados Amadores do Aposento da Chamusca Cabos: Tiago Prestes 1984/2011 Pedro Coelho dos Reis 2011
Grupo de Forcados Amadores de Caldas da Rainha Cabos: Vasco Gonçalves Morgado 1993/2000 Francisco Paiva Calado 2000/2006 Nuno Vinhais 2006/
Grupo de Forcados Amadores de S. Manços Cabos: Francisco Pereira 1965/1972; Joaquim Azeda 1972/1988; Joaquim Carvalho 1988/2000; Rui Piteira 2000/2009; Joaquim Branco 2009/
Grupo de Forcados Amadores da Azambuja Cabos: Fernando Barreto 1967/1971; José António Félix 1971/1976; Francisco Vassalo 1976/1987; Carlos Leonardo 1987/1997; Pedro Núncio 1997/1999; Luís Silva 2000/
Grupo de Forcados Amadores de Coruche Cabos: João Costa Pereira 1971/1973; José Tadeia 1973/1974; António Tabacão 1974/1978; Francisco Tomaz 1978/1985; Alberto Simões 1985/1987; Vitor Tomaz 1978/1989; José Ribeiro da Cunha 1989/1991; Jesuíno Mesquita 1992/2001; Amorim Ribeiro Lopes 2001/
Real Grupo de Forcados Amadores de Moura Fundado em Fevereiro 1971 - Título Real atribuído em Fevereiro de 1991 por S.A.R Dom Duarte de Bragança
Cabos: António Maria Garcia 1971/1973; Francisco Garcia 1974/1975; José Maria Guerreiro 1975/1979; António Costa 1979/1983; José Maria Guerreiro 1983/1996; António Romão Matado 1996/1999; António José Garcia 1999-2006; Pedro Garcia Acabado 2006/actualidade
Grupo de Forcados Amadores de Alcochete Cabos: João Manuel Mimo 1971/1984; António Manuel Cardoso 1984/1995; João Pedro Bolota 1995/2007; Vasco Pinto 2007/
Grupo de Forcados Amadores de Vila Franca de Xira Cabos: Vitor Manuel Santos 1972; José Carlos de Matos 1973/1982; João Dotti 1983/1993; Jorge Faria 1993/1997; Diogo Palha 1997/2001; Vasco Dotti 2002/
Grupo de Forcados Amadores da Chamusca Cabos: António Temóteo 1974/1981; Manuel João Valério 1981/1983; José Eduardo Neto Ferreira 1983/1998; Nuno Gonçalo Quito 1998/2000; Nuno Marques 2000/
Grupo de Forcados Amadores de Tomar Cabos: Manuel Vidal 1974; Manuel Alfaiate Pereira 1975/1979; Jorge Carvalho 1980/1981; José Simões Berto 1982/1983; António Graça 1984/1986; Porfírio Manuel dos Santos 1986/1988; Manuel Serra 1989/1990 e 1993; Francisco Luís Faia 1990/1992; Paulo Graça 1994/1995; Carlos Alberto Fernandes 1996/
Grupo de Forcados Amadores de Cascais Cabos: Francisco Cano 1981/2000; José Luís Zambujeira 2000/2007; Pedro Marques 2007/
Grupo de Forcados Amadores de Redondo Cabos: Fernando Silva 2000/2005; Fernando Casimiro 2005/2006; João "Pepe" Santana 2007/
Grupo de Forcados Amadores de Cuba Cabos: José Horta 2006/
Grupo de Forcados Amadores de Pinhal Novo (http://gfapinhalnovo.blogspot.com/) Cabos: Sandro Patraquim 2006/Actualidade
Grupo de Forcados Amadores de Beja (http://gfabeja.blogspot.com/) Cabos: Manuel Almodôvar 2008/Actualidade
Grupo de Forcados Amadores da Tertúlia Tauromáquica Terceirense (http://www.tertulia-terceirense.pt/index.php) Cabo: Adalberto Belerique
Fonte: groups.msn.com/TauromaquiaPortuguesa
[editar] Fundação/Antiguidade
O conceito de "antiguidade" é muito importante na tauromaquia, pois é essa antiguidade que é considerada na corrida à portuguesa quando actua mais do que um grupo de forcados, sendo que nas cortesias o grupo mais antigo forma à direita e é esse grupo que deve pegar o primeiro toiro.
A data da Fundação nem sempre corresponde à Antiguidade de um grupo de forcados.
A Fundação tem a ver com a primeira apresentação do Grupo em praça e a Antiguidade está relacionada com as actuações sequênciais ao longo dos anos e a passagem de testemunho de cabo para cabo.
Assim, quando um Grupo para por um ou mais anos, a sua Antiguidade perde-se.
Os Grupos em actividade mais antigos em Portugal são os Amadores de Santarém; Amadores de Lisboa; Amadores de Montemor; Amadores de Évora ; Amadores de S.Manços e Amadores de Vila Franca