Geotropismo

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Geotropismo é um tipo de tropismo que ocorre quando uma planta é colocada horizontalmente, as zonas do caule e da raiz voltadas para baixo recebem maior quantidade de auxinas do que as zonas superiores.[editar | editar código-fonte]

A elevada concentração de auxinas favorece o crescimento do caule e inibe o crescimento da raiz. Em consequência, a região do caule voltada para baixo alonga-se mais rapidamente que a região superior, dirigindo-se a curvatura do caule para a parte superior. Diz-se que o caule tem gravitropismo negativo(-).

No caso da raiz, a zona inferior cresce mais lentamente que a zona superior, o que faz com que nesse órgão apareça uma curva de crescimento dirigida para baixo, designando-se este tipo de movimento por gravitropismo positivo(+).

Recomendado: Crescimento de órgão vegetal resultante do efeito da gravidade. É positivo quando segue a direção da gravidade (crescimento das raízes) e negativo quando é oposto (crescimento dos ramos).

Plagiotropismo[editar | editar código-fonte]

Plagiotropismo é a orientação de uma planta no que se refere a sua curvatura do crescimento de forma a que seu eixo tenha um ângulo diferente de 90 graus em relação à linha da força gravitacional.[1] É um crescimento estimulado por forças gravitacionais, ou seja, um exemplo de gravitropismo ou geotropismo.[1] É um tipo de crescimento comum em raízes secundárias.[2]

Diagravitropismo[editar | editar código-fonte]

Diagravitropismo é uma espécie de geotropismo na qual o crescimento da planta é orientado de forma a que seu eixo forme um ângulo reto em relação ao campo gravitacional. Esse tipo de crescimento é comum em rizomas e estolões.[1]

Gravitropismo (geotropismo): mecanismos de percepção da gravidade[editar | editar código-fonte]

Como a ação da gravidade atua sobre todo o corpo da planta, há hipóteses de mecanismos de resposta baseados em corpos em queda ou sedimentação. A maior probabilidade, neste sentido, é a ação dos amiloplastos (compartimentos que contêm amido) presentes nas raízes das plantas e também na bainha amilóide, nas partes aéreas. Esta hipótese é chamada de estatólito-amido, sistema que ocorre em células denominadas estatócitos. As moléculas de amido contidas em estatólitos (plastídeos especializados na percepção da gravidade) pressionam o retículo endoplasmático em orientações que acarretam diferentes respostas da planta. [3]

Papel das Auxinas[editar | editar código-fonte]

Em resposta ao estímulo da gravidade, a auxina produzida pela planta é transportada lateralmente para o lado inferior da parte aérea. A auxina estimula o alongamento dessa região, acelerando seu crescimento, enquanto o outro lado tem seu crescimento reduzido. Isso gera um crescimento diferencial, fazendo com que a planta se curve em direção contrária ao estímulo gravitacional, causando um geotropismo negativo. Já na raiz, a auxina acaba gerando uma inibição no crescimento da região inferior, causado por uma concentração supraótima, fazendo com que o órgão curve para baixo, em direção ao estímulo da gravidade. [3]

Referências

  1. a b c Thain, Hickman; M., M.. Dictionary of Biology. [S.l.: s.n.], 2004. 551-552 p. ISBN 978-0-141-01396-1
  2. Maria do Carmo de C. D. Costa. Fisiologia dos movimentos.
  3. a b TAIZ, L, ZEIGER, E. Fisiologia Vegetal. Porto Alegre: Artmed, 4ª Ed., 2009
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