Grafo simétrico
| Famílias de grafos definidos por seus automorfismos | ||||
| distância-transitivo | ![]() |
distância-regular | ![]() |
fortemente regular |
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| simétrico (arco-transitivo) | ![]() |
t-transitivo, t ≥ 2 | ||
(se conectado) |
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| transitivo nos vértices e nas arestas | ![]() |
aresta-transitivo e regular | ![]() |
aresta-transitivo |
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| vértice-transitivo | ![]() |
regular | ||
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| grafo de Cayley | anti-simétrico | assimétrico | ||
No campo da matemática da teoria dos grafos, um grafo G é simétrico (ou arco-transitivo) se, dados quaisquer dois pares de vértices ligados u1—v1 e u2—v2 de G , há um automorfismo
- f : V(G) → V(G)
tal que
- f(u1) = u2 and f(v1) = v2.1
Em outras palavras, um grafo é simétrico se seu grupo de automorfismo age transitivamente em pares ordenados de vértices ligados (isto é, sobre as arestas consideradas como tendo um sentido).2 Tal grafo é chamado às vezes também 1-arco-transitivo2 ou flag-transitivo.3
Por definição (ignorando u1 e u2), um grafo simétrico sem vértices isolados deve também ser vértice-transitivo.1 Como a definição acima mapeia uma aresta a outra, um grafo simétrico também deve ser aresta-transitivo. Contudo, um grafo aresta-transitivo não precisa ser simétrico, uma vez que a—b pode mapear a c—d, mas não a d—c. Grafos simétricos, por exemplo, aão aresta-transitivos e regulares, mas não vértice-transitivos.
Todo grafo simétrico conexo deve, portanto, ser tanto vértice-transitivo quanto aresta-transitivo, e o inverso é verdadeiro para grafos de grau ímpar.3 No entanto, para graus pares, existem grafos conectados que são vértice-transitivos e aresta-transitivos, mas não simétricos.4 Tais grafos são denominados meio-transitivos.5 O menor grafo conexo meio-transitiva é o grafo de Holt, com grau 4 e 27 vértices.1 6 De forma confusa, alguns autores usam o termo "grafo simétrico" para significar um grafo que é vértice-transitivo e aresta-transitivo, ao invés de um grafo arco-transitivo. Tal definição inclui grafos meio-transitivos, que são excluídos pela definição acima.
Um grafo distância-transitivo é aquele em que em vez de considerar pares de vértices ligados (i.e. vértices a uma distância de um), a definição abrange dois pares de vértices, cada um à mesma distância. Tais grafos são automaticamente simétricos, por definição.1
Um t-arco é definido como uma sequência de t+1 vértices ligados, com quaisquer vértices repetidos estando a mais de 2 passos distante. Um grafo t-transitivo é um grafo tal que o grupo de automorfismo atua transitivamente nos t-arcos, mas não nos (t+1)-arcos. Uma vez que os 1-arcos são simplesmente arestas, qualquer grafo simétrico de grau 3 ou superior tem que ser t-transitivo para algum t, e o valor de t pode ser usado para além disso classificar grafos simétricos. O cubo é 2-transitivo, por exemplo.1
Exemplos [editar]
Combinando a condição de simetria com a restrição de que os grafos sejam cúbicos (ou seja, todos os vértices tem grau 3) resulta abolutamente uma forte condição, e tais grafos são raros o bastante para serem citados. O censo de Foster e suas extensões fornecem tais listas.7 O censo de Foster foi iniciado na década de 1930 por Ronald M. Foster enquanto ele era um contratado pela Bell Labs,8 e em 1988 (quando Foster estava com 92 anos de idade1 ) o então censo de Foster corrente (listando todos os grafos cúbicos simétricos até 512 vértices) foi publicado em forma de livro.9
Referências
- ↑ a b c d e f BIGGS, Norman. Algebraic Graph Theory. 2ª ed. Cambridge: Cambridge University Press, 1993. ISBN 0-521-45897-8
- ↑ a b GODSIL, Chris; ROYLE, Gordon. Algebraic Graph Theory. New York: Springer, 2001. isbn 0-387-95220-9
- ↑ a b BABAI, L.; GRAHAM, R. (ed.); GROETSCHEL, M.(ed.); LOVASZ, L.(ed.). Handbook of Combinatorics. [S.l.]: Elsevier, 1996.
- ↑ BOUWER, Z.. (1970). "Vertex and Edge Transitive, But Not 1-Transitive Graphs". Canad. Math. Bull. 13: 231–237.
- ↑ GROSS, J.L.; YELLEN, J.. Handbook of Graph Theory. [S.l.]: CRC Press, 2004. p. 491. ISBN 1584880902
- ↑ HOLT, Derek F.. (1981). "A graph which is edge transitive but not arc transitive". Journal of Graph Theory 5 (2): 201–204. DOI:10.1002/jgt.3190050210..
- ↑ Marston Conder, Trivalent symmetric graphs on up to 768 vertices, J. Combin. Math. Combin. Comput, vol. 20, pp. 41–63
- ↑ Foster, R. M. "Geometrical Circuits of Electrical Networks." Transactions of the American Institute of Electrical Engineers 51, 309–317, 1932.
- ↑ "The Foster Census: R.M. Foster's Census of Connected Symmetric Trivalent Graphs", by Ronald M. Foster, I.Z. Bouwer, W.W. Chernoff, B. Monson and Z. Star (1988) ISBN 0919611192



