Henriques

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Origem Portugal

No final do século XV, os judeus compunham entre 10% e 15% da população de Portugal — somando os cerca de 50 mil locais e os quase 120 mil que cruzaram a fronteira em 1492, quando os Reis Católicos Fernando e Isabela expulsaram toda a população judaica da Espanha. Nos primeiros dois séculos depois do Descobrimento, o Brasil recebeu boa parte dessa população, os chamados cristãos-novos (ou “marranos”, pelo apelido pejorativo da época), convertidos ao cristianismo à força, por decreto de Dom Manuel I, em 1497. Um em cada três portugueses que imigraram para a colônia era cristão-novo.

Também é o Apelido de família real em Portugal - D. Jose Henriques de Borgonha conhecido em Portugal, geralmente, por Conde D. Henrique(1066 — Astorga, 24 de Abril de 1112) foi conde de Portucale desde1093 até à sua morte.

D. Afonso I de Portugal, mais conhecido por D. Afonso Henriques (Guimarães,Coimbra ou Viseu, ca. 1109 — Coimbra, 6 de Dezembro de 1185

A origem do nome é bem diversificada,  mas desde 1454 que existia em Portugal uma medalha de ouro de 22 quilates, chamado Henriques.

Como identificar, então, quem era marrano? A mais importante pista está justamente nos arquivos da Inquisição. Aproximadamente 40 mil julgamentos resistiram ao tempo, 95% deles referentes a crimes de judaísmo. Anita Novinsky encontrou exatos 1.819 sobrenomes de cristãos-novos detidos, só no século XVIII, no chamado “Livro dos Culpados”. Os sobrenomes mais comuns dos detidos eram Rodrigues (citado 137 vezes), Nunes (120), Henriques (68), Mendes (66), Correia (51), Lopes (51), Costa, (49), Cardoso (48), Silva (47) e Fonseca (33).

— A Inquisição anotava todos os nomes dos detidos cuidadosamente, como se fosse a Gestapo nazista e mantinha uma relação de bens de cristãos-novos para confisca

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

In Infopédia]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. D. Afonso Henriques

MATTOS, Hebe. Marcas da Escravidão. Biografia, Racialização e Memória do Cativeiro na História do Brasil. Tese (Titular). Niterói: História/UFF, 2004. Cap. 3.2. "A guerra preta: culturas políticas e hierarquias sociais no mundo atlântico", pp. 194-223.

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