Henriques

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Origem Portugal[editar | editar código-fonte]

Apelido muito nobre e antigo, patronímico do nome próprio Henrique, o que terá feito nascer várias famílias. A principal é a que provém de D. Henrique II, filho natural D. Afonso XI, Rei de Castela, e de D. Leonor Nunes de Gusmão, filha de D. Pedro Nunes de Gusmão e de sua mulher D. Joana Ponce de Leão. D. Henrique II veio a ter vários filhos de D. Brites Fernandes de Angulo, filha de D.Pedro Afonso de Angulo, Alcaide-mor de Córdova, e de sua mullher D. Sancha Iñigues de Cárcamo, sendo um deles D. Fernando Henriques, nascido no ano de 1365 e casado com D. Leonor Sarmento, filha de D. Diogo Peres Sarmento, Senhor de Vilamaior e Salinas, e de sua mulher D. Mécia de Castro. Deste matrimónio nasceu outro D. Fernando Henriques, que veio para Portugal e foi tratado por neto del-rei. Teve o senhorio das Alcáçovas, doado por el-Rei D. Duarte com o consentimento do Infante D. Henrique, para o seu casamento com D.Branca de Melo. D. Afonso V confirmou-lhe essa doação em 24-VIII-1439, fazendo nova doação a sua mulher, em 5-II-1453, na qual declarava D. Fernando era seu primo, neto do Rei D. Henrique II de Castela. D. Fernando Henriques, além de ser o primeiro senhor das Alcáçovas, foi Conselheiro e Aposentador-mor de D. João II, dele descendendo os Henriques de Lencastre, feitos Condes das Alcáçovas.Outro ramo, o dos Gorjão Henriques, do Bobarral, Senhores da Quinta da Abrigada, procede de Luís Henriques, que foi Monteiro-Mor de D.João I. Outros ainda, como os Henriques de Azevedo, foram feitos Viscondes de S.Sebastião.

É o Apelido de família real em Portugal - D. Jose Henriques de Borgonha conhecido em Portugal, geralmente, por Conde D. Henrique(1066 — Astorga, 24 de Abril de 1112) foi conde de Portucale desde1093 até à sua morte.

D. Afonso I de Portugal, mais conhecido por D. Afonso Henriques (Guimarães,Coimbra ou Viseu, ca. 1109 — Coimbra, 6 de Dezembro de 1185

Dom Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal, ou seja, aquele infante que, em dado momento do séc. XII, decidiu intitular-se a si próprio rei e obteve pouco a pouco, habilmente, o reconhecimento da independência do condado que governava e que, até então, dependia do reino de Leão – Afonso Henriques, filho de Henrique de Borgonha e de Teresa, por sua vez filha bastarda de Afonso VI, o famoso rei de Leão e de Castela que reconquistou Toledo aos mouros – é um personagem cuja história e feitos impressionaram visivelmente a imaginação dos seus contemporâneos e sobretudo a imaginação das gerações que se seguiram.

A origem do nome é bem diversificada,  mas desde 1454 que existia em Portugal uma medalha de ouro de 22 quilates, chamado Henriques.

Judeos[editar | editar código-fonte]

No final do século XV, os judeus compunham entre 10% e 15% da população de Portugal — somando os cerca de 50 mil locais e os quase 120 mil que cruzaram a fronteira em 1492, quando os Reis Católicos Fernando e Isabela expulsaram toda a população judaica da Espanha. Nos primeiros dois séculos depois do Descobrimento, o Brasil recebeu boa parte dessa população, os chamados cristãos-novos (ou “marranos”, pelo apelido pejorativo da época), convertidos ao cristianismo à força, por decreto de Dom Manuel I, em 1497. Um em cada três portugueses que imigraram para a colônia era cristão-novo.

Como identificar, então, quem era marrano? A mais importante pista está justamente nos arquivos da Inquisição. Aproximadamente 40 mil julgamentos resistiram ao tempo, 95% deles referentes a crimes de judaísmo. Anita Novinsky encontrou exatos 1.819 sobrenomes de cristãos-novos detidos, só no século XVIII, no chamado “Livro dos Culpados”. Os sobrenomes mais comuns dos detidos eram , Nunes (120), Henriques (68), Mendes (66), Correia (51), Lopes (51), Costa, (49), Cardoso (48), Silva (47) e Fonseca (33).

— A Inquisição anotava todos os nomes dos detidos cuidadosamente, como se fosse a Gestapo nazista e mantinha uma relação de bens de cristãos-novos para confisca

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

In Infopédia]. Porto: Porto Editora, 2003-2014. D. Afonso Henriques

MATTOS, Hebe. Marcas da Escravidão. Biografia, Racialização e Memória do Cativeiro na História do Brasil. Tese (Titular). Niterói: História/UFF, 2004. Cap. 3.2. "A guerra preta: culturas políticas e hierarquias sociais no mundo atlântico", pp. 194-223.

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