Largura espectral
Dada uma função matemática no domínio da frequência, para o estudo uma determinada fonte de radiação, no campo da física, bem como em diversos outros como medicina, existe a necessidade de se determinar a amplitude de uma emissão, tanto quanto localizar a sua frequência e a sua faixa de ocorrência.
Para emissões bem definidas como por exemplo radiação laser, a largura espectral é chamada 'linha' pois a sua sintonia é bem específica, cravada para uma frequência única, sendo considerada desprezível para frequências que estão acima ou abaixo desta 'linha de emissão'. O mesmo ocorre para a absorção, quando um corpo material, seja ele uma amostra ou mesmo um tecido biológico estando submetido a uma determinada radiação. As propriedades físicas e químicas dos corpos determinam se haverá ou não alguma interação da radiação sobre o mesmo, e isto tem grande importância no estudo e determinação dos níveis aceitáveis de exposição.
Com relação particular à espectroscopia utilizada na caracterização dos astros celestes ocorre um interesse bem definido no sentido de identificar radiações estelares por meio do estudo das frequências e larguras de faixa na radiação observada para determinação, por exemplo, da ocorrência de certos elementos químicos em determinados astros. Também são estudados os efeitos das radiações solares sobre as chuvas, ventos e demais eventos climáticos na terra, bem como os níveis toleráveis de radiações nocivas aos seres humanos.
Assim, podemos simplificar a largura espectral como a largura de faixa que uma determinada radiação, seja ela luminosa ou qualquer outra natureza, ocupa no espectro ou domínio da frequência.