Libertino

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Em sua concepção moderna, o termo libertino refere-se aos pensadores e literatos europeus que se abstraíam dos princípios morais do seu período, principalmente aqueles relacionados à moral sexual.

A ideia de libertinagem manifestou-se com força no final do século XVIII principalmente através da literatura, notadamente na França, que produziu os autores mais importantes do gênero, como Restif de La Bretonne, Choderlos de Laclos e o Marquês de Sade. O gênero literário libertino, embora se expresse mais carregadamente através do sexo livre, tem como fundo o questionamento moral que abalava as estruturas do pensamento europeu da época; a Revolução Francesa triunfava e o catolicismo perdia cada vez mais espaço político e filosófico; o libertino, então, ao eleger como objetivo da sua vida o seu prazer pessoal, escolher romper com toda a estrutura moral à sua volta.

Não se trata, no entanto, de uma escola de pensamento ou coisa parecida, uma vez que os diversos autores do gênero tem visões de mundo diversas. Alguns autores, como Sade, tratavam de temas violentos, dentro de uma filosofia em que a busca do prazer pessoal envolvem a aniquilação do outro. Já Restif de La Bretonne, por exemplo, pregava o amor livre e pacífico, dentro de uma amoralidade que não cedia a tabus como o incesto, um dos temas preferidos.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Choderlos de Laclos - As Relações Perigosas.
  • Marquês de Sade - Os Crimes do Amor, 120 Dias de Sodoma, Justine.
  • Restif de La Bretonne - Anti-Justine ou As Delícias do Amor.
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