Lima Barreto

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Lima Barreto
Afonso Henriques de Lima Barreto
Lima Barreto, 1917.
Nacionalidade  brasileiro
Data de nascimento 20 de maio de 1881
Local de nascimento Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg Brasil
Data de falecimento 1 de novembro de 1922 (41 anos)
Local de falecimento Rio de Janeiro, Rio de Janeiro
 Brasil
Género(s) Romance
Conto
Crônica
Ocupação escritor
Período de atividade 1902 - 1922
Movimento Pré-modernismo
Magnum opus Triste Fim de Policarpo Quaresma

Afonso Henriques de Lima Barreto, melhor conhecido como Lima Barreto, nascido no Rio de Janeiro em 13 de maio de 1881, foi jornalista e um dos mais importantes escritores brasileiros.

Era filho de João Henriques de Lima Barreto era negro nascido de escravos e de Amália Augusta era filha de escravos agregada da família Pereira Carvalho. O seu pai foi tipógrafo. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o periódico "A Semana Ilustrada". A sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1ª à 4ª séries. Ela faleceu quando ele tinha apenas 6 anos e João Henriques trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal. João Henriques era monarquista, ligado ao visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas do fim do período imperial no Brasil, bem como as remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância tenham vindo a exercer influência sobre a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano. Faleceu aos 41 anos. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1881.

Era filho de João Henriques de Lima Barreto, filho de uma antiga escrava e de um madeireiro português[1] , e de Amália Augusta, filha de escrava e agregada da família Pereira Carvalho[2] . O seu pai foi tipógrafo. Aprendeu a profissão no Imperial Instituto Artístico, que imprimia o periódico "A Semana Ilustrada". A sua mãe foi educada com esmero, sendo professora da 1ª à 4ª séries. Ela faleceu quando ele tinha apenas 7 anos e João Henriques trabalhou muito para sustentar os quatro filhos do casal. João Henriques era monarquista, ligado ao visconde de Ouro Preto, padrinho do futuro escritor. Talvez as lembranças saudosistas do fim do período imperial no Brasil, bem como as remotas lembranças da Abolição da Escravatura na infância tenham vindo a exercer influência sobre a visão crítica de Lima Barreto sobre o regime republicano. Faleceu aos 41 anos. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista no Rio de Janeiro.

Características[editar | editar código-fonte]

Busto de Lima Barreto no Rio de Janeiro.

Afonso Henriques de Lima Barreto foi o crítico mais agudo da época da República Velha no Brasil, rompendo com o nacionalismo ufanista e pondo a nu a roupagem da República, que manteve os privilégios de famílias aristocráticas e dos militares.

Em sua obra, de temática social, privilegiou os pobres, os boêmios e os arruinados. Foi severamente criticado por escritores contemporâneos por seu estilo despojado e coloquial, que acabou influenciando os escritores modernistas. : fiel ao modelo do romance realista e naturalista resgatando as tradições cômicas, carnavalescas e picarescas da cultura popular, ao mesmo tempo em que manteve.

Também queria que a sua literatura fosse militante. Escrever tinha finalidade de criticar o mundo circundante para despertar alternativas renovadoras dos costumes e de práticas que, na sociedade, privilegiavam pessoas e grupos. Para ele, o escritor tinha uma função social.

Obras[editar | editar código-fonte]

Homenagens[editar | editar código-fonte]

O escritor foi homenageado, no Carnaval carioca de 1982, pela Escola de Samba GRES Unidos da Tijuca, com o samba-enredo "Lima Barreto, mulato pobre mas livre".

Notas

  1. Barbosa, Francisco de Assis. A Vida de Lima Barreto. 8.ª ed. ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 2002. p. 38.
  2. Barbosa, Francisco de Assis. A Vida de Lima Barreto. 8.ª ed. ed. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 2002. p. 42.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARRETO, Lima, Prosa seleta. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2001.
  • BARBOSA, Francisco de Assis. A vida de Lima Barreto. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 2002.
  • DIAS, André. Lima Barreto e Dostoiévski: Vozes Dissonantes". Niterói: EDUFF, 2012. 230 p.
  • MENDONÇA, Bernardo. Lima Barreto por Lima Barreto: um roteiro. In: BARRETO, Lima. Um longo sonho do futuro. Rio de Janeiro: Graphia, 1993.
  • PRADO, Antonio Arnoni. Lima Barreto: o crítico e a crise. Rio de Janeiro: Cátedra, 1976.
  • HIDALGO, Luciana. Literatura da urgência: Lima Barreto no domínio da loucura. São Paulo: Annablume, 2008.
  • CAMPATO JR, João Adalberto. Lima Barreto: Retórica e Literatura Militante nas Recordações do Escrivão Isaías Caminha. Curitiba: CRV, 2013.
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