Neverwhere

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Neverwhere
Informação geral
Formato Série
Género Fantasia urbana
Duração 30 minutos
País de origem United Kingdom
Produção
Elenco Gary Bakewell
Laura Fraser
Hywel Bennett
Clive Russell
Paterson Joseph
Trevor Peacock
Elizabeth Marmur
Tanya Moodie
Peter Capaldi
Exibição
Emissora de
televisão original
BBC Two
Transmissão original 12 Setembro 1996 (1996-09-12) – 17 Outubro 1996 (1996-10-17)
N.º de episódios 6

Neverwhere é uma série de televisão de fantasia urbana, iniciada por Neil Gaiman. Estreou em 1996 no canal inglês BBC Two. A série situa-se em “Londres de Baixo” [ing: London Below], um reino mágico que coexiste com “Londres de Cima” [ing: London Above]. Foi criada por Neil Gaiman e Lenny Henry, e realizada por Dewi Humphreys. Mais tarde, Gaiman lançou um livro. Tanto a série como o romance foram parcialmente inspirados pelo livro Free Live Free de Gene Wolfe[1]

Enredo[editar | editar código-fonte]

Richard Mayhew, um escocês que vive em Londres, encontra uma rapariga ferida, chamada Door, no chão. Ignorando os protestos da sua mulher, decide ajudá-la, o que faz com que ele deixe de existir nos olhos das pessoas normais e passe apenas a ser real para os habitantes de “Londres de Baixo”, cuja existência é ignorada pelas pessoas de “Londres de Cima”. Perde a casa, o emprego, e quase a sua cabeça enquanto viaja em “Londres de Baixo” na tentativa de encontrar respostas, descobrir uma maneira de voltar para cima, e ainda ajudar Door a sobreviver quando é perseguida por assassinos contratados.

Em “Londres de Baixo”, as habituais designações de sítios em Londres ganham outros significados, por exemplo: a rua Knightsbridge transforma-se em “Night’s Bridge”, uma ponte em pedra, cuja escuridão tem efeitos devastadores sobre a vida humana; no distrito Angel, Islington vive, de facto, um anjo. “Londres de Baixo” é um mundo paralelo que existe nos e abaixo dos esgotos. É habitado pelos sem-abrigo, mas também por personagens de outros tempos (tais como legionários romanos e monges da Idade Média), e ainda por personagens fictícias e fantásticas.

Personagens[editar | editar código-fonte]

  • Richard Mayhew - Empresário jovem; descobre o mundo de Londres de Baixo quando leva Door ao apartamento dele para a ajudar a recuperar das lesões. Foi interpretado na série por Gary Bakewell.
  • Door – Uma jovem de Londres de Baixo; toda a sua família rica foi assassinada pouco antes do início da história. Possui a habilidade inata da sua família de “abrir” coisas (e não só portas). Foi interpretada na série por Laura Fraser.
  • Marquis de Carabas – O Marquês é arrogante, astuto, e muito convencido de si próprio. Apesar de vigarista, é fiel à sua amiga Door e à família dela. Esta personagem baseia-se no Gato das Botas, considerado por Gaiman o ponto de partida da personagem quando imaginou um possível dono para ele. Foi interpretado na série por Paterson Joseph.
  • Mr. Croup – O mais falador do duo de assassinos. É baixo, gordo, e fala de forma pomposa e verbosa. Tal como o seu colega, o Mr. Vandemar, parece ser capaz de se movimentar de um sítio para o outro com grande rapidez, apesar de ser de aparência desajeitada. É o crânio do duo e aparenta ‘puxar os cordelinhos’. Tem, pelos vistos, um gosto (no próprio sentido da palavra) por porcelana. É frequentemente comparado a uma raposa. Foi interpretado na série por Hywel Bennett.
  • Mr. Vandemar – De pouca inteligência, alto e magricela, é como se fosse o pólo oposto de Croup. Não fala muito, e o pouco que diz costuma ser lacónico e brusco. É bastante animalesco e as únicas coisas de que parece tirar prazer são matar e destruir (gosta de praticar golfe com sapos vivos). Além disso, tem uma fraqueza por animais vivos. As imagens descritivas comparam-no a um cão de caça ou lobo, que inclusivamente num certo ponto da história chega a uivar quando alcança a sua vítima. Foi interpretado na série Clive Russell.
  • Old Bailey – Um velho amigo do Marquês; faz companhia aos pombos em cima de telhados e usa roupa feita de penas. Visto que já há muito ficou a dever um favor ao Marquês, está encarregue de guardar uma porção da vida deste. Foi interpretado na série por Trevor Peacock.
  • Hunter – Como guerreira de Londres de Baixo, os seus feitos são lendários. A obsessão de toda a sua vida é abater a Grande Besta de Londres. As imagens utilizadas comparam-na a uma leoa. Foi interpretada na série por Tanya Moodie.
  • O Anjo Islington - Um anjo de carne e osso que vive nos esgotos de Londres de Baixo. O seu dever consiste em vigiar Londres de Baixo, apesar de ter falhado a sua tarefa anterior (ou talvez por causa disso mesmo) de proteger a cidade de Atlântida. Foi interpretado na série por Peter Capaldi.
  • Lamia e as Raparigas de Veludo - Mulheres sedutoras que se parecem com vampiras, vestem veludo preto e "sugam o calor” das vítimas. Lamia foi interpretada na série por Tamsin Greig.

Episódios[editar | editar código-fonte]

Neverwhere estreou na BBC Two no dia 12 de Setembro de 1996. Houve, no total, seis episódios de meia hora:

  1. Door
  2. Knightsbridge
  3. Earl's Court to Islington
  4. Blackfriars
  5. Down Street
  6. As Above, So Below

Elenco Principal[editar | editar código-fonte]

Contexto[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

A ideia para a história surgiu de uma conversa entre Gaiman e Henry sobre uma possível série de televisão. Henry sugeriu uma história que incluísse tribos de sem-abrigo em Londres. Inicialmente, Gaiman hesitou em aceitar esta ideia, pois receou que uma representação dos sem-abrigo como ‘fixes’ pudesse levar os jovens a imitar as personagens, mas acabou por chegar à conclusão que tal poderia ser evitado se a história se afastasse do mundo real.[2]

Problemas visuais[editar | editar código-fonte]

Neverwhere foi alvo de alguma crítica no que toca aos aspectos visuais. Um dos principais problemas prende-se com o plano inicial de filmar em vídeo (por motivos de orçamento) para depois “filmarizar” a metragem de modo a criar a impressão de que fora gravado em filme. [3] Por este motivo, iluminou-se e gravou-se o programa de forma própria a uma produção de filme. Porém, mais tarde, desistiu-se deste plano.

Para além do que alguns consideram um aspecto antiquado de vídeo “não filmarizado”,[3] a iluminação utilizada pareceu demasiado brilhante e não apropriada em termos mais clínicos. O próprio Gaiman comentou que a perda de qualidade, resultante das múltiplas cópias de VHS, acabou por melhorar a apresentação visual neste aspecto. [3]

DVDs[editar | editar código-fonte]

Os seis episódios foram lançados nos EUA e no Canadá num conjunto de dois DVDs a 9 de Setembro de 2005, [carece de fontes?] em colaboração com A&E Network. Apesar dos DVDs serem frequentemente classificadas como região 1, alguns dos dicos pertencem na realidade à região zero [carece de fontes?] Em 23 de Abril de 2007, a BBC lançou a série em DVD. O tema de abertura e a música dos créditos foram os mesmos na transmissão original da BBC. O tema de abertura na versão da Região 2 do DVD consiste numa série de sons abstractos, enquanto a música final manteve-se igual ao original. A música para a série foi composta por Brian Eno.

Adaptações[editar | editar código-fonte]

Romance[editar | editar código-fonte]

Neil Gaiman adaptou a série de televisão para a forma de um romance, que foi lançado em 1996 durante a transmissão da série na televisão. Ao mesmo tempo, lançou ainda um áudio-livro em CD e cassete. Mais tarde, o texto foi reescrito para o mercado americano (o editor de Gaiman insistiu que os americanos não iriam compreender certas referências a Londres). Uma terceira versão está actualmente disponível, combinando elementos das duas primeiras versões do romance.

Banda desenhada[editar | editar código-fonte]

Uma série limitada de banda desenhada com nove volumes teve o seu início em Junho de 2005. Foi escrita por Mike Carey (que já tinha colaborado na produção de Lucifer, um spin-off do The Sandman de Gaiman), com desenhos de Glenn Fabry.[4]

Trata-se de uma adaptação mais inspirada pelo romance do que propriamente pela série de televisão. Por este motivo, a maior parte das personagens e cenários não correspondem ao que se vê na série. A banda desenhada foi publicada por Vertigo da DC Comics, tal como a antologia publicada em Fevereiro de 2007 (ISBN 1-4012-1007-4).

Palco[editar | editar código-fonte]

Em 2006, Cardinal Rep encenou uma adaptação para o palco em Savannah, Georgia.[5] [6]

Em 2008, o Actors Gymnasium de Evanston, Illinois, criou e encenou uma segunda adaptação para o palco.[1]

Em 2010, o Teatro Lifeline de Chicago, Illinois, encenou uma adaptação,cujo programa de sete semanas teve tanto sucesso que se decidiu prolongá-lo por mais quatro semanas. [7] Neil Gaiman e Lenny Henry, o produtor da série original da BBC, assistiram à peça durante o prolongamento.[2]

Em Dezembro de 2010, a Croi8 Productions encenou a adaptação do Teatro Lifeline em Galway, na Irlanda. [3]

Na Primavera de 2011, a Northwest Academy de Portland, Oregon irá encenar uma produção predominantemente interpretada por actores de uma escola secundária.

Filme[editar | editar código-fonte]

Foi escrito um guião para uma versão em filme, [8] e contratou-se a Weinstein Company para a realização do mesmo. Ainda não se contratou um realizador. A IMDB lista o filme como "em desenvolvimento". [9]

Continuações[editar | editar código-fonte]

Desde o lançamento original, têm circulado rumores sobre uma possível longa-metragem e continuação da história original.

Neil Gaiman confirmou que uma continuação do livro, intitulada The Seven Sisters, é uma possibilidade. Gaiman comenta na sua colecção de contos Fragile Things, acerca de uma história em formato de novela, narrada no mundo de "Neverwhere", intitulada How The Marquis Got His Coat Back, referindo que ainda está por acabar.

Veja também[editar | editar código-fonte]

  • Midnight Nation,um romance gráfico em que o protagonista faz uma viagem parecida..
  • King Rat, um romance de China Mieville, publicado em 1998, que integra uma segunda cidade por baixo de Londres.
  • Un Lun Dun, outro romance de China Mieville, publicado em 2007, que retrata uma versão alternativa de Londres a que só certos indivíduos têm acesso. Nos agradecimentos, Mievelle refere-se a Neverwhere como inspiração.
  • Mind the Gap: A Novel of the Hidden Cities, um romance Tim Lebbon e Christopher Golden, publicado em 2008, que inclui uma versão subterrânea e invisível de Londres, assim como um protagonista que foge de assassinos perigosos.
  • Nightside, uma série de livros de Simon R. Green, também inclui uma versão subterrânea, escura e invisível de Londres na qual o protagonista está a ser perseguido.
  • A Madness of Angels de Kate Griffin, é uma fantasia urbana principalmente situada em Londres.

Notas[editar | editar código-fonte]

  1. "In a letter from the author included in the study guide, Gaiman revealed that he got the idea for Neverwhere after reading, “Free, Live Free,” a Gene Wolfe book set in Chicago." http://www.suntimes.com/news/metro/4097439-418/city-subway-will-never-seem-the-same-again-after-reading-daleys-final-one-book-pick.html
  2. Entrevista acerca do lançamento de "Neverwhere" em VHS no Reino Unido
  3. a b c DVD Bits - notícias de DVDs de Região 1 e Região 4, revisões críticas, recursos, hardware
  4. Predefinição:Comicbookdb
  5. Stages of existence: Three local theatre companies move into what they hope are permanent spaces, por Linda Sickler
  6. "Oops and nudity" blog de Neil Gaiman, 9 June 2006
  7. http://www.lifelinetheatre.com
  8. "Last Orders" o blog Neil Gaiman, 17 April 2008
  9. "Neverwhere (2009)" IMDB, 17 April 2008

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Predefinição:Neil Gaiman