Obará

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Odu Obará Merindilogun candomblé.

Obará é um odu do oráculo de ifá, representado no merindilogun com seis conchas abertas pela natureza e dez fechadas. Nesta caída responde Oxosi, Xango e Logunede. Significa que a pessoa é alegre, generosa, farta e tem o caminho de prosperidade, desde que procure sempre buscar a positividade deste Odu. Liderança e espiritualidade faz parte da sua vida.

Interpretação do Olhador[editar | editar código-fonte]

As pessoas que estão sob essa influência, quase sempre são vítimas de calúnia, problemas com justiça, rompimento com casos amorosos, perda de emprego ou de qualquer outra oportunidade boa, isto é, se ele se apresentar 3 vezes consecutivas, através de ebó, poderá a qualquer momento receber auxílio inesperado, portanto deverá pegar as oportunidades por melhor que se apresentem.

As pessoas regidas por esse ODÚ, possuem grandes idéias e passam boa parte de sua vida tentando realizá-las e dificilmente encontram meios de como começar, algumas vezes, ou na maioria fracassam por não pedirem ajuda, porém todo o sofrimento não é duradouro, e as pessoas acabam vencendo pela força de vontade, devido a possuírem espírito de luta e não se entregarem facilmente. São batalhadoras e possuem o privilégio de muita proteção espiritual e também dos outros odus, que se dobram a ÒBÁRÁ. Se, numa situação difícil, procurarem o auxílio de um amigo, serão prontamente atendidos.

Se cair 3 vezes seguidas, é sinal de perdas totais.

Se 3 ou 4 vezes, também passa a suspeitar de ligação com Abiku porém essa situação não quer dizer que o consulente seja Abiku, mas que tenha contato: (pai, mãe, filho, esposa, marido, irmão etc.

Tipo de ebó mais comum[editar | editar código-fonte]

Um akunko, uma adie, seis abaninhos de palha, seis obís, seis acaçás, um pedaço de corda do tamanho da pessoa, um alguidar grande, mel, oti, epô, seis velas. Passa-se tudo na pessoa e sacrificam-se para exu. Colocam-se tudo dentro do alguidar (o akunko por cima da adie), arruma-se as demais coisas em volta e a corda ao redor de tudo (dentro do alguidá). Cobre-se com mel, epô e oti e acendesse as velas em volta. Este ebó pode ser feito e arriado nos pés de uma palmeira ou ser colocado numa pedra em lugar alto, dentro de uma mata, na volta dar um amalá para xango, axoxô para ossosi e omolocum para logunedé com feijão torrado, além de comida para exu e oxalá.

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Referências[editar | editar código-fonte]

Jogo de búzios - Um encontro com o Desconhecido - José Beniste.