Pau de sebo

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O pau-de-sebo é mastro untado de sebo (gordura animal) que se presta a uma atividade recreativa típica das Festas Juninas. A brincadeira consiste em subir num alto mastro de madeira alta com o objetivo de alcançar um prêmio colocado no topo. Também é denominado cocanha ou mastro de cocanha[1] .

Origem[editar | editar código-fonte]

Oriundo dos costumes do antigo Egito [carece de fontes?], o pau-de-sebo remonta a tradição de edificar postes de pedra, madeira, chamados obeliscos ao deus pagão Baal [carece de fontes?]. Trata-se mais especificamente da representação de um Falo, pois Baal é adorado majoritariamente como o deus da fertilidade. Os postes são erguidos para agradecê-lo por sua proteção e por boas colheitas, bem como para pedir favores.

Esse monumento acabou sendo cristianizado pela igreja católica na Idade Média juntamente com "Festa de São João"[carece de fontes?], Festas juninas ou festas dos santos populares, celebrações relacionadas com a festa pagã do solstício de verão. Os mais antigos obeliscos eram feitos a partir de apenas uma peça de pedra (monólitos). Um dos obeliscos mais famosos atualmente está localizado na Cidade do Vaticano no centro da Praça de São Pedro, foi trazido diretamente de Heliópolis (cidade egípcia) por Calígula.

Os adoradores de baal acreditam que o espírito do deus sol , habita no obelisco[carece de fontes?]. Nas Bíblia, o obelisco é apresentado como colunas ou postes ídolos, como neste fragmento:

"Os filhos de Israel fizeram o que era mau perante YHWH e se esqueceram do Senhor,seu Deus; e renderam culto aos baalins e ao poste-ídolo."(Juízes 3.7)[carece de fontes?].

Descrição[editar | editar código-fonte]

A brincadeira consiste em tentar subir em um tronco reto e liso previamente banhado de sebo ou graxa, ou qualquer outra substância gordurosa, para tentar apanhar um prêmio que se encontra em seu topo. A altura pode chegar a mais de oito metros e são permitidos truques, tal como trabalho em equipe onde um sobe no ombro do outro tentando ganhar altura. O fato é que na maioria das vezes não se consegue o prêmio, mas sim muita sujeira e melação.

É uma diversão para todos que desejem participar, ao contrario de antigamente quando apenas homens poderiam. Ao final da tarde, após consumada a derrota , o prêmio, que geralmente é em importância viva, é distribuído entre os festejantes em forma de "comes e bebes".

Referências

  1. Le Goff, Jacques. Heróis e maravilhas da Idade Média. Petrópolis: Vozes, 2009. 331 pp. p. 145-154. ISBN 978-85-326-3921-9.

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Sapium sebiferum, árvore da família das euforbiáceas nativa da China denominada popularmente "pau de sebo".