Quinta-coluna

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Quinta-coluna é uma expressão usada para se referir a grupos clandestinos que atuam, dentro de um país ou região prestes a entrar em guerra (ou já em guerra) com outro, ajudando o inimigo, espionando e fazendo propaganda subversiva, ou, no caso de uma guerra civil, atuando em prol da facção rival. Por extensão, o termo é usado para designar todo aquele que atua dentro de um grupo, praticando ação subversiva ou traiçoeira, em favor de um grupo rival.

O quinta-colunismo não se dá no plano puramente militar mas também por meio da sabotagem ou da difusão de boatos, "atacando de dentro" ou procurando desmobilizar uma eventual reação à agressão externa.

Origem da expressão[editar | editar código-fonte]

A expressão nasceu durante a guerra civil espanhola (1936-1939) para designar a comunidade de madrilenhos simpatizantes do general Francisco Franco.

Segundo alguns, o criador da expressão teria sido o general Queipo de Llano, quando, em 1936, Franco, líder do golpe fascista contra a república, preparava-se para marchar sobre Madri com quatro colunas. Na ocasião, Queipo de Llano lhe teria dito : "A quinta-coluna está esperando para saudar-nos dentro da cidade," referindo-se às facções que, embora formalmente vinculadas ao campo legalista, preparavam-se para a agir em favor do Alzamiento Nacional, na capital. [1]

Já de acordo com Antenor Nascentes[2] e outros,[3] o criador da expressão teria sido o general Emilio Mola, quando este avançava em direção a Madri com quatro colunas expedicionárias (uma que avançava desde Toledo, outra que vinha pela estrada de Extremadura, outra pela Carretera de la Sierra, em Granada, e uma outra que vinha de Sigüenza, em Castilla-La Mancha). Ao ser entrevistado por jornalistas, Mola teria declarado que esperava vencer porque, além daquelas quatro colunas, contava com uma quinta - os partidários de Franco infiltrados na comunidade madrilenha.

Outros, como o jornalista Mikhail Koltsov, do Pravda, enviado pessoal de Stalin à Espanha, afirmam que foi o general José Enrique Varela quem cunhou a expressão.[4]

Referências

  1. O PT e o governo precisam de uma faxina. Por Breno Altman.
  2. Dicionário Houaiss. Verbete: "quinta-coluna".
  3. Cubarte. El término quinta columna ha recibido afeites en la última edición (2001) del Diccionario (I parte). 15 de maio de 2010 ]
  4. Mijail Koltsov: Diario de la guerra de España, Barcelona, 2009, ed. Planeta, p. 208

Ver também[editar | editar código-fonte]

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