Ruibarbo

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Rheum rhabarbarum

Rheum rhabarbarum
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Caryophyllales
Família: Polygonaceae
Género: Rheum
Espécie: R. rhabarbarum
Nome binomial
Rheum rhabarbarum
L.

O ruibarbo (Rheum tanguticum var tanguticum; Rheum palmatum L.) é uma planta comestível mais utilizada como fitoterápico. O nome é uma combinação do grego rha e de barbarum; rha refere-se tanto à planta como ao rio Volga, de onde supostamente é originária.[1] Caracterizada por apresentar um caule grosso, folhas grandes (30–40 cm de comprimento), dispostas em grupos basais, cordadas e palmadamente bilobulares.

As flores têm tonalidades que variam entre o vermelho amarelado e o verde-esbranquiçado, agrupadas ao tamanho de um talo alto, e que aparecem durante o verão. Originária da Ásia, tem sido usado como planta medicinal há milhares de anos, principalmente na medicina chinesa. Como alimento começou a ser utilizado por volta do século XIII, quando chegou à Grã-Bretanha. Ainda hoje é na Grã-Bretanha que se produz e consome a maior parte do ruibarbo.

Só os talos são comestíveis. As folhas não devem ser consumidas, pois têm forte concentração de ácido oxálico, nefrotóxico e corrosivo.

Propriedades e indicações terapêuticas[editar | editar código-fonte]

Digestivo, estimulante do fígado, estomáquico, laxante em doses superiores a 2g e antidiarreico em doses de até 300 mg (raízes). Indicado para atonia gástrica acompanhada de prisão de ventre. Diminui a absorção de ferro. Essa droga associada ao ácido acetil salicílico (AAS)pode tratar gengivite e estomatite.

Segundo alguns especialistas não é recomendável para quem tenha cálculo renal ou gota devido a seu alto teor de oxalato (devido aos 10% de taninos presentes). Na culinária pode ser usado em sobremesas.

Rota da Seda[editar | editar código-fonte]

O Ruibarbo também era muito utilizado e vendido pelos viajantes da rota da seda.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. McGee, Harold. On Food and Cooking: The Science and Lore of the Kitchen. New York, NY: Scribner, 2004. p 366
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