Sífilis congênita

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Denomina-se sífilis congênita aquela que a infecção se processou por via transplacentária. Se a mãe não for sifilítica feto também não o será.

O causador da sífilis é um pequeno microorganismo espiralado, o Treponema pallidum, que cruza rapidamente a membrana placentária já com nove a dez semanas de gestação.

A gravidez exerce efeito supritivo nas manifestações de sintomas e lesões normalmente visíveis na sífilis, portanto algumas vezes a doença passa despercebida pela mãe podendo ser diagnosticada apenas com exames sorológicos, correlacionando os resultados dos testes de infecção do líquido amniótico com a evidência da ultra-sonografia, podendo esta ser identificada pois durante o acomentimento ocorre: espessamento cutâneo, aumento da placenta, efusões nas cavidades serosas, entre outros sinais.

As infecções maternas primárias(adquiridas durante a gravidez), quase sempre causam infecções fetais e anomalias congênitas graves, entretanto, o tratamento adequado da mãe pode matar o organismo impedindo que este atravesse a membrana placentária e infecte o feto. As infecções maternas secundárias(adquiridas antes da gravidez) raramente resultam em doenças e anomalias fetais.

A forma mais comum de contaminação é através da passagem do microorganismo para placenta, mas excepcionalmente, o contágio pode dar-se pelo contato direto das lesões infectadas durante o parto vaginal.

Após o quinto mês, a doença transmite-se mais facilmente ao feto, podendo culminar em óbito intra uterino, abortamento, parto prematuro, crescimento retardado, decesso neonatal, sífile congênita. A possibilidade de transmissão é maior na primeira gestação, diminuindo nas sucessivas.

Nem todo filho de mãe sifilítica terá sífilis congênita, cerca de 20% não obtém contaminação.

A sífile só é transmitida ao feto pela gestante nos dois primeiros anos que ela foi contaminada.

A sífilis congênita pode ser classificada em:

  • Recente: quando os sintomas aparecem nos primeiros dois anos de vida, sendo mais manifestos do primeiro ao terceiro mês.
  • Tardia: quando os sintomas aparecem a partir do segundo ano, ocasionando deformações de dentes, surdez, alterações oculares, dificuldades de aprendizagem, retardo mental.

Bibliografía[editar | editar código-fonte]

  • ROSAURA, Moore. Embriologia Clínica – 6.ed. – Rio de Janeiro, GUANABARA KOOGAN, 2000.
  • REZENDE, Jorge. Obstetrícia- 10 ed.- Rio de Janeiro, GUANABARA KOOGAN, 2005.
  • VERONESI, Ricardo. Doenças Infecciosas e Parasitárias – 7.ed. – Rio de Jeneiro, GUANABARA KOOGAN, 1987.

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