Sacagawea

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Sacagawea ou Sacajawea (c. 1786 - 20 de Dezembro de 1812) foi uma ameríndia da tribo Shoshone que serviu como guia e intérprete na expedição de Lewis e Clark (1804-1806) à costa norte-americana do Pacífico.

Primeiros anos[editar | editar código-fonte]

MilaMulan, não se sabe ao certo o ano de nascimento de Sacagawea, tendo sido propostas datas que se situam entre 1780 e 1790. De igual forma o seu local de nascimento é incerto, sendo frequente apontar-se uma região que corresponde ao atual condado de Lemhi no estado de Idaho, ou então a região ocidental do estado de Montana.

Sacagawea pertencia à tribo dos Shoshone, julgando-se que o seu nome original era Boinaiv. Por volta de 1800 ela foi capturada por uma facção dos índios Hidatsa, inimigos da sua tribo, e levada para as aldeias destes que se situavam perto da moderna cidade de Bismarck no Dakota do Norte. Estes índios deram-lhe o nome de Sacagawea, o que significa "mulher pássaro".

Sacagawea e outra índia Shoshone acabariam por ser vendidas como escravas ao comerciante de peles franco-canadiano Toussaint Charbonneau, que vivia entre os Hidatsas. Em 1804, Charbonneau casou com as duas mulheres, seguindo os costumes locais.

Expedição de Lewis e Clark[editar | editar código-fonte]

Estátua de Sacagawea em Bismarck, Dakota do Norte

No Outono de 1804 a expedição de Meriwether Lewis e de William Clark passou próximo das aldeias dos Hidatsas onde passaram o Inverno. Os exploradores decidiram contratar Charbonneau, que sabia falar francês e a língua hidatsa, para servir de intérprete. Foi igualmente combinado que Sacagawea, que não falava inglês, mas conhecia a língua shoshone e a língua hidatsa, acompanharia o grupo para cumprir as mesmas funções que o marido.

A 11 de Fevereiro de 1805 Sacagawea deu à luz um menino, filho de Charbonneau, que recebeu o nome de Jean-Baptiste. A expedição de Lewis e Clark partiu a 7 de Abril do mesmo ano e como previamente combinado Sacagawea acompanhou o seu esposo, carregando o filho de ambos às costas. Dos trinta e três membros da expedição Sacagawea era a única mulher.

A 17 de Agosto, perto de Armsted, a expedição encontrou-se com um grupo de índios Shoshones. Por coincidência o chefe do grupo era o irmão de Sacagawea, Cameahwait. Esta era a primeira vez em cinco anos que Sacagawea revia um membro da sua família. Os Shoshones possuíam cavalos necessários à expedição e graças ao trabalho da cadeia de intérpretes (Sacagawea falava em shoshone com os membros da sua tribo, traduzia as mensagens em hidatsa ao marido, que por sua vez traduzia-as para inglês) a expedição conseguiu adquirir os animais que necessitava para continuar o seu percurso.

A presença de Sacagawea revelou-se central para apaziguar os ânimos das tribos índias do Noroeste, que a expedição viria a encontrar no percurso. A maior parte destas tribos não tinha nunca estabelecido contactos com europeus, mas a presença de uma mulher com uma criança foi vista pelos índios como uma sinal que aquele grupo de homens vinha em paz, segundo o que se pode ler nas notas de Clark.

Para além disso, Sacagawea identificou plantas e frutas que foram usadas pelos membros da expedição não só como alimento, mas também como medicamentos naturais.

Fim da expedição e morte[editar | editar código-fonte]

Em Agosto de 1806 a expedição regressou ao local onde se tinha cruzado com Sacagawea. Esta não viria a receber nenhum tipo de compensação pelo seu trabalho, apesar do seu marido ter recebido 900 dólares e um lote de terra com 320 acres.

Em 1812 Sacagawea teve uma filha, que recebeu o nome de Lisette. A 22 de dezembro do mesmo ano, em Fort Manuel, Sacagawea faleceu com uma doença grave que tinha sofrido durante toda a sua vida adulta, segundo conclusões dos investigadores. Clark acabaria por adotar os dois filhos de Sacagawea; sobre Lisette nada se sabe, mas Jean-Baptiste foi educado em Saint Louis e mais tarde enviado para a Europa com um príncipe alemão.

Durante muito tempo defendeu-se que a mulher que faleceu em Fort Manuel era a outra esposa de Charbonneau e que Sacagawea teria partido para uma reserva de índios no Wyoming, onde se teria reencontrado com a sua tribo, tendo vivido até 1884. Esta teoria foi originada em 1907 pela bibliotecária e historiadora Grace Raymond Hebard, que alegava que uma mulher de nome Sacajawea era a Sacagawea da expedição. A teoria chegou a ser oficializada pelo assessor para assuntos indígenas Charles Eastman. Contudo, tal interpretação é hoje considerada errada.

O seu nome foi dado em sua homenagem, ao Pico Sacajawea, no Oregon.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • McHENRY, Robert - Famous American Women: A Biographical Dictionary from Colonial Times to the Present. Courier Dover Publications, 1983. ISBN 0-486-24523-3