Saray-Jük

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Saray-Jük ou Saraychyq era uma cidade medieval na fronteira entre a Europa e a Ásia entre os séculos X a XVI. Localizada na embocadura do rio Ural (antigo Yaik), no atual Cazaquistão, Oblysy de Atyrau, próxima a vila de Sarayshyq, 50 quilômetros abaixo de Atyrau. Pela cidade passava uma importante rota comercial entre a Europa e a China.

História[editar | editar código-fonte]

Acreditava-se até recentemente que Saray-Jük foi fundada por Batu Khan na década de 1240, porém escavações revelaram que a cidade foi fundada provavelmente no X ou XI. Ao longo do XIII a cidade se tornou um importante centro de comércio. Em 1334 o viajante árabe Ibn-Battuta passou pela cidade. Saray-Jük veio a ser afetada pelo período de anarquia no qual a Horda de Ouro passou, e em 1395 foi arrasada por Tamerlão. Entre os anos 1430 e 1440 a cidade foi reconstruída, tornando-se a capital da Horda Nogai. Depois tornou-se domínio dos dos khans cazaques. Em 1580 a cidade foi destruída por cossacos não-controlados pelo governo russo.

Acredita-se que em Saray-Jük 7 khans se encontrem enterrados: da Horda de Ouro Sartak, Berke, Toktakia, Mongka Temur (provavelmente), o cazaque Kasym e da Horda Nogai Ismail e Uraz.

Apogeu[editar | editar código-fonte]

Saray-Jük era uma das maiores cidades da Horda de Ouro, um centro de aglomeração metropolitana: as ruínas do subúrbio Aqtöbe (Colina Branca em cazaque), localizada próximo a Atyrau foram preservadas até o século XX.

A cidade tinha encanamento de água de cerâmica, e também se desenvolveram cerâmica e metalurgia. Populações vizinhas eram agrícolas ou pesqueiras. Em sua passagem pela cidade Ibn-Battuta menciona sobre barcas ao estilo de Bagdá ao longo do canal Uly-sû. As vizinhas da cidade eram um local popular entre a nobreza da Horda de Ouro.

Ruínas[editar | editar código-fonte]

As ruínas das construções, oficinas estão situadas às margens do Rio Ural. Em 1999 foi estabelecido pelas autoridades cazaques um complexo memorial.