Supermarine Spitfire

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Nota: Se procura filme estadunidense de 1934 com Katharine Hepburn, consulte Spitfire (filme).


Supermarine Spitfire
Exemplar do Supermarine Spitfire no Rotterdam Airport Airshow (Holanda, 1985)
Descrição
Fabricante Supermarine Division of Vickers-Armstrong/Grã-Bretanha

Outros:Castle Bromwick/Grã-Bretanha; Cunliffe Owen Aircraft/Grã-Bretanha; Westland Aircraft Ltd/Grã-Bretanha;Packard/USA

Primeiro vôo 5 de março de 1936
Entrada em serviço
Missão Caça
Tripulação 1
Dimensões
Comprimento 9,12 (Versão Mk la) m
Envergadura 11,22 (Versão Mk la) m
Altura 2,69 (Versão Mk la) m
Área (asas) 22,26( Versão Mk la) m²
Peso
Tara kg
Peso total 2296 (Versão Mk la) kg
Peso bruto máximo 2812 (Versão Mk la) kg
Propulsão
Motores 1 x Rolls-Royce Merlin II de 12 cilindros em V (versão Mk la)
Força (por motor) 1030 hp kN
Performance
Velocidade
máxima
582 (Versão Mk la) km/h (Mach: )
Alcance bélico km
Alcance 630 (Versão Mk la) km
Tecto
máximo
9720 (Versão Mk la) m
Relação de subida m/min
Armamento
Metralhadoras {{{metralhadoras}}}
Mísseis/
Bombas
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O Supermarine Spitfire foi o avião de caça britânico mais famoso da Segunda Guerra Mundial e também o único caça aliado que operou durante todo o conflito.

Índice

[editar] História

Projetado em 1936 por Reginald Mitchell (criador, na década de 1920, do também famoso Supermarine S6), entrou em serviço em agosto de 1938, na versão Mk I.

A fama deste caça afirmou-se com a Batalha da Inglaterra, onde a sua performace nas média e baixa altitudes (nas quais foram travados os principais combates) superou a do então principal caça alemão, o Messerschmitt Bf 109. Embora no computo final da batalha se verifique que foram abatidos mais caças britânicos do que alemães, as perdas de aviões abatidos no total, contando-se os bombardeiros, impostas pela Royal Air Force à Luftwaffe, através dos Spitfire e Hawker Hurricane, frustrou os planos de Adolf Hitler de obrigar a Grã-Bretanha a assinar a paz segundo os seus termos.

No final de 1941, quando os nazistas já estavam focados no seu principal objetivo, a invasão da então União Soviética, foi introduzido o primeiro caça que igualava o Spitfire em performance nas baixas altitudes e o superava nas médias e altas: o alemão Focke-Wulf Fw 190. Por esta época o Spitfire começou a ser produzido sob licença tanto nos Estados Unidos da América quanto na União Soviética. No segundo trimestre de 1942, em combates aéreos sobre Papua-Nova Guiné e o norte da Austrália, constatou-se que este caça também estava superado pelo Mitsubishi A6M Zero japonês.

Por essa razão, ao longo de 1943 e no início de 1944, foi gradualmente substituído por outras aeronaves de caça com maior autonomia de vôo, como o estadunidense Republic P-47 Thunderbolt, o russo Yakovlev Yak-9 e principalmente o anglo-americano P-51 Mustang e, em operações de ataque ar-terra, tanto pelo já citado P-47 quanto pelo seu conterrâneo Hawker Tempest. Nas funções de caça-bombardeiro e de apoio às forças terrestres (tanto na Europa quanto no Oriente), foi utilizado até ao final do conflito, quando já se encontrava definitivamente obsoleto em relação aos principais caças da época.

A produção do Spitfire cessou em 1948. Ao todo, foram construídas 20.351 unidades, em mais de quarenta versões, que podem ser divididas em três grandes categorias:

  • equipados com motor Merlin;
  • equipados com motor Griffon;
  • versão naval (Seafire).

Entre as versões mais conhecidas, destacam-se:

  • Mk V, de 1941, a mais usada;
  • Mk XXII, de 1943, a primeira equipada com motores Griffon;
  • Mk XVI, de 1943, para ataque ao solo;
  • Mk XIX, de 1944, de reconhecimento fotográfico e a mais veloz das versões desarmadas.

Além da Royal Air Force, foi utilizado também como avião de caça pela forças aéreas da França, África do Sul, Bélgica, Canadá e Portugal.

Atualmente restam menos de cinquenta exemplares espalhados pelo mundo, entre museus aeroespaciais e colecionadores particulares. Um destes raros exemplares pertence ao Museu Asas de um Sonho, instituição privada pertencente à companhia aérea brasileira TAM.


[editar] Emprego na Força Aérea Portuguesa

A partir de 1942 foram adquiridas pela Aeronáutica Militar cento e doze aeronaves. Com a independência da Força Aérea foram transferidas para o novo Ramo. Foram abatidos em 1955.

[editar] Bibliografia

Um Spitfire (à direita) perseguindo uma bomba voadora V-1 (menor, à esquerda) e tentando desviá-la da rota com a ponta da sua asa.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas


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