Theatre of Blood

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Theatre of Blood
Matar ou não matar... (PT)
As sete máscaras da morte (BR)
 Reino Unido
1973 • cor • 104 min 
Direção Douglas Hickox
Roteiro Anthony Greville-Bell (roteiro),
Stanley Mann & John Kohn (ideia)
Elenco Vincent Price
Diana Rigg,
Ian Hendry
Género Horror
Humor negro
Idioma Inglês
Página no IMDb (em inglês)

Theatre of Blood (br.: As sete máscaras da morte / pt.: Matar ou não matar...) é um filme britânico de 1973 do gênero "Horror" com humor negro, dirigido por Douglas Hickox. As locações foram em Londres.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Edward Kendall Sheridan Lionheart se considera o maior intérprete teatral de Shakespeare da atualidade. Dado como morto, ele começa a assassinar um grupo de críticos que o arruinara ao humilhá-lo quando da entrega do conceituado prêmio do "Círculo de Críticos", pois preferiram como "melhor ator do ano" um iniciante. Ajudado por um bando de mendigos bêbados e usando as ruinas de um teatro londrino como esconderijo, ele desenvolve seus planos enquanto o Inspetor Boot e seus policiais tentam de todas as maneiras pararem seus crimes. Os assassinatos trazem referências às peças de Shakespeare, como segue:

  1. A primeira vítima é assassinada no dia 15 de março (os Idos de março), retalhada pelo grupo de mendigos, numa evocação da morte de Júlio César.
  2. A segunda cujo nome é Hector, é morta por uma lança e com o corpo arrastado por um cavalo, conforme a morte do troiano Heitor por Aquiles que faz parte da peça Troilo e Créssida.
  3. O mercador de Veneza não possui cenas de assassinatos, mas Lionheart "reescreve" a cena em que o judeu Shylock cobra um quilo de carne por sua dívida, e arranca o coração de um dos críticos.
  4. Uma vítima é morta ao ser atraida à uma degustação de vinhos, em referência a morte de George Plantagenet, Primeiro Duque de Clarence na peça Ricardo III
  5. Um dos críticos é decapitado e sua esposa encontra a cabeça, em referência a cena em que Imogen vê Cloten na peça Cymbeline.
  6. Numa cena de quase-canibalismo, o crítico afeminado Meredith Merridew come seus "filhos" (seus amados cachorros) numa alusão à cena com a Rainha Tamora na peça Titus Andronicus.
  7. Um dos críticos é levado a matar sua esposa num ataque de ciúmes, conforme a cena do assassinato em Otelo; e vai passar o resto da vida na prisão.
  8. A única mulher entre os críticos (interpretada por Coral Browne), é eletrocutada num salão de beleza, em referência a morte na fogueira de Joana D'Arc na peça Henrique VI, parte 1.
  9. O último atentado refere-se ao cegamento do Conde de Gloucester em Rei Lear.

Um duelo de floretes entre Lionheart e o presidente dos críticos, Peregrine Devlin, é simulado como uma tentativa de assassinato em referência à cena da morte de Tebaldo em Romeu e Julieta.

Adaptação teatral[editar | editar código-fonte]

O filme foi adaptado para o teatro pela companhia britânica Improbable, com Jim Broadbent como Edward Lionheart e Rachael Stirling como a filha Edwina, com o nome mudado para Miranda. A peça traz outras diferenças em relação ao filme pois a ação se passa toda num teatro abandonado. As mortes foram reduzidas e os personagens de policiais foram removidos. As mortes baseadas em Otelo e Cymbeline foram omitidas, presumindo-se devido a ocorrerem fora do teatro. A adaptação foi em Londres no Teatro Nacional entre maio e setembro de 2005 e recebeu críticas mistas.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]