Usuário(a):Aurius/O Tesouro de Eça de Queiroz

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POR: MANUEL MACHADO


O Tesouro é um conto de Eça de Queiroz , publicado em 1902. Nele, o autor reflecte sobre a natureza humana e a sua relação com a riqueza material.

Nota: Pressagio - prognostico do futuro/pressentimento.

Resumo[editar | editar código-fonte]

O conto baseia-se na vida de três irmãos de Medranhos (Rui, Guanes e Rostabal) que vivem no Reino das Astúrias, podendo ser considerados os mais famintos e miseráveis fidalgos do reino. Estes passavam os dias no Paço de Medranhos junto à lareira, que há muito que não se acendia. À noite,devoravam pedaços de pão esfregados em alho, indo depois deitar-se no estábulo para aproveitar o calor das suas três éguas. Certo dia, enquanto passeavam na mata de Roquelanes, acharam ,numa cova de rocha, um velho cofre de ferro com uma inscrição árabe e este tinha três chaves e as suas respectivas três fechaduras. Os irmãos ficaram obcecados por retomarem as suas vidas de bem-estar, luxo e ostentação, o que fez com que ficassem enfurecidos e começassem a duvidar uns dos outros. Rui decide que o tesouro será repartido igualmente. Assim, decidiram que Guanes irá a vila mais próxima (Retortilho) e que traria comida e alforges para carregar o tesouro. Enquanto isso, Rui tenta persuadir/manipular o seu irmão Rostabal a matar Guanes , porque este fazia troça dele e iria gastar o dinheiro mal gasto, e assim teriam que dividir o tesouro só por dois. E assim se passou, Guanes é morto e à primeira oportunidade Rui mata Rostabal, ficando assim o Tesouro só para ele. Enquanto Rui "saboreava" esta vitória sobre os seus irmãos e imaginando como seria ser o novo Senhor de Medranhos (intitulando-se D.Rui), repara que o seu irmão só trouxera duas garrafas de vinho para três irmãos, mas levado pela sofreguidão não se importa. Começa a beber o vinho e a comer o que o irmão trouxera, e quando carregava o ouro para os alforges começa a sentir um mau estar, como se uma chama se acendesse dentro dele e quanto mais ele a tentava apagar mais a sentia. Rui, irónicamente, tenta pedir ajuda aos seus irmãos mortos, e tenta sugar a frescura da água mas está revelasse como metal derretido, queimando-o. Assim todos os irmãos morrem e o tesouro continua na mata de Roquelanes.

Simbologia[editar | editar código-fonte]

  • Número 3 - Simboliza a união e o equilíbrio, aparecendo na Santíssima Trindade, nos três poderes (jurídico, executivo, legislativo), em Os três mosqueteiros, etc, sendo recorrente sua presença na literatura e nas artes.
  • Corvos - Os corvos são entendidos como sinal de
Cquote1.svg Olé! Olé!

Sale la cruz de la iglésia/ Vestida de negro luto...

Cquote2.svg
Cquote1.svg Olé! Olé!

Sale la cruz de la inglésia, Toda vestida de negro ...

Cquote2.svg

A letra desta cantiga tem referencias de morte como "luto", "negro", "cruz". ~~

Caracterização[editar | editar código-fonte]

  • Guanes - Leve, pele negra, pescoço de grou, viciado no jogo, bêbado, bravio, desconfiado, bruto, ganancioso, doente, calculistas, sem escrúpulos.
  • Rostabal - Alto, cabelo longo, barbudo, olhos raiados, forte, destro/hábil, bravio, ignorante, influenciável, cruel, o mais velho dos de medranhos.
  • Rui - Gordo, ruivo, avisado, irónico , manipulador/persuasivo, bravio, ardiloso, ganancioso, sonhador.


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