Uzza

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Uzza (em árabe عزى), na Arábia pré-islâmica, era uma das três filhas do deus supremo. É possível encontrar seu nome transliterado também como Ozza, ou ainda com anteposição do artigo árabe al-. A palavra pertence a mesma raiz de izza ("glória") e significa "Poderosa". Também é possível encontrar a acepção "a mais querida" para seu nome, segundo Jairath Al-Saleh em seu livro "Cidades fabulosas, príncipes e gênios da mitologia árabe" (1990/28)[1] .

Al Masjid Al-Haram na cidade sagrada saudita de Meca, antes protegida por suas três deusas-chefes irmãs (Al-‘Uzzá, Al-lat e Manat), hoje o local é centro de atração de peregrinos muçulmanos.

As irmãs dessa deidade eram as deusas Al-Zuhara e Al-lat. No geral, Uzza pe associada a Al-Zuhara (deusa do amor e da beleza), contudo se acredita que é mais ligada a Al-lat, já que, às vezes, Uzza e Al-lat conformavam uma trindade junto com Manah, também conhecido como Manat, ou o deus Hubal. Assim, era comum cultuar Uzza e Al-lat juntos.

Uzza, Al-lat e Manat eram as três deusas protetoras de Meca. Além disso, Uzza era a deusa principal da tribo dos kuraischitas, era também deidade da tribo de Kenauah e deusa de parte da tribo de Salim.

Quando iam lutar, os clãs dos kuraischitas levavam réplicas de Al-lat e Uzza para lhes dar coragem e aumentar a devoção dos guerreiros.

Deusa Tríplice da tradição pré-islâmica: Al-Lat, Uzza e Manat

Aparentemente se tratava de uma deusa cruel, que só era acalmada com o derramamento de sangue, seja humano ou animal.

Uzza aparece citada como sinônimo de beleza na poesia pré-islâmica.

Seu santuário principal estava num lugar chamado Najla, situado a leste a caminho da cidade de Taif. Também na cidade de Meca, Uzza tinha um templo, onde era adornada de pedras preciosas e eram oferecidos presentes de ouro e prata.

Construção antiga em Petra, provável local de origem do culto à deusa.

O culto à Uzza parece proceder de Petra, onde havia uma versão dos nabateus para essa deusa da fertilidade presente em várias mitologias (Vênus, Afrodite, Isis). Segundo alguns autores, a tribo Ghatafan a adorava sob esse nome a acácia ou a ameixeira espinhosa do Egito (Prunus spinosa).

O primeiro que utilizou essa árvore para usos religiosos foi Dhalem. Ele construiu um pequeno templo chamado Boss de modo que era reproduzido um som diferente a cada pessoa que entrasse o templo. No oitavo ano da Hégira, Khaled, filho de Walid, destruiu e queimou por ordem de Maomé o templo e a árvore sagrada.

Destruição do templo[editar | editar código-fonte]

Após a vitória do profeta Maomé sobre a tribo dos kuraischitas, tanto Al-lat como Uzza foram destruídas. Conta-se que Khalid, considerado grande herói muçulmano, ao ir destruir o templo, primeiro cortou as três palmeiras que estavam como oferenda à deusa. Quando golpeou a última delas com a espada, apareceu diante dele um demônio feminino negro de cabelo emaranhado e rangendo os dentes, que lhe ameaçou. O sacerdote encarregado da custódia do templo correu para ajudar sua deusa, porém aparentemente Khalid era muito forte e matou o demônio e o sacerdote. Então, ele quebrou a efígie e reduziu o templo a ruínas de modo que o poder da deusa na Terra foi destruído para todo o sempre.

Suas irmãs no islão[editar | editar código-fonte]

As três deusas irmãs foram admitidas durante um breve período no islamismo como divindades menores intercessoras ante Deus, segundo alguns famosos versículos do Alcorão. No entanto, Maomé recolheu imediatamente esses versículos alegando que não tinha sido revelados por Alá, mas inspirado por Satanás. Trata-se dos "versículos satânicos".

Referências[editar | editar código-fonte]

Referências citadas

  1. Jairat Al-Saleh. In: Editora Anaya. Ciudades fabulosas, príncipes y yinn de la mitología árabe. quarta edição. ed. [S.l.: s.n.]. ISBN 84-207-3616-3.

Referências gerais[editar | editar código-fonte]

  • Este artigo foi inicialmente traduzido do artigo da Wikipédia em espanhol, cujo título é «Uzza», especificamente desta versão.