Ápio Cláudio Pulcro (cônsul em 79 a.C.)

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Ápio Cláudio Pulcro.
Ápio Cláudio Pulcro
Cônsul da República Romana
Consulado 79 a.C.
Morte 76 a.C.

Ápio Cláudio Pulcro (m. 76 a.C.; em latim: Appius Claudius Pulcher) foi um político da gente Cláudia da República Romana eleito cônsul em 79 a.C. com Públio Servílio Vácia Isáurico. Sua ascendência é incerta: provavelmente era filho de Ápio Cláudio Pulcro, cônsul em 143 a.C. e censor em 136 a.C., ou neto de Caio Cláudio Pulcro, cônsul em 130 a.C..

Foi um dos aliados do ditador Lúcio Cornélio Sula.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Cláudio Pulcro foi eleito pretor em 89 e 88 a.C.. Depois que Sula partiu para lutar contra Mitrídates VI do Ponto, na Ásia Menor em 86 a.C., foi exilado e obrigado a deixar a Itália pelos populares de Caio Mário e Cina.[1]

Denário de Ápio Cláudio Pulcro (110-111 a.C.). Uma quadriga sobre a inscrição AP·CL·T·N.

Retornou a Roma entre 83 e 82 a.C., depois da morte dos dois e do retorno de Sula com seu exército depois de vencida a guerra no oriente. Em 79 a.C., já com 62 anos de idade, foi eleito cônsul com Públio Servílio Vácia Isáurico[2] e, dois anos depois, com poderes proconsulares para a província da Macedônia, onde conseguiu importantes vitórias contra os trácios que habitavam a região dos montes Ródope. Morreu em 76 a.C., provavelmente exausto pelas dificuldades de seu proconsulado, e, provavelmente, sua morte acelerou a derrocada financeira de sua família.[3] Foi sucedido no governo da província por Caio Escribônio Curião.[4]

Família[editar | editar código-fonte]

Tradicionalmente, acredita-se que Ápio Cláudio Pulcro tenha se casado com Cecília Metela Balerárica Menor, uma tese hoje dia pouco acreditada. É mais provável que tenha sido uma matrona da gente Servília.[5] Seja quem for, teve oito filhos com ela, dos quais seis sobreviveram. Ápio Cláudio Pulcro, cônsul em 54 a.C., Caio Cláudio Pulcro, pretor em 56 a.C., e Públio Cláudio Pulcro, que, depois de ser adotado por uma família plebeia, mudou seu nome para Públio Clódio Pulcro e foi tribuno da plebe. Teve ainda três filhas, Cláudia Pulcra Tércia, mulher de Quinto Márcio Rex, cônsul em 68 a.C., Cláudia Pulcra Quarta, muito mais conhecida como Clódia (ou "Lésbia"), e Cláudia Pulcra Quinta, mulher de Lúcio Licínio Lúculo, cônsul em 74 a.C..

A mudança na escrita do cognome de alguns de seus filhos ("Clódio" e "Clódia") reflete o movimento de alguns dos membros da gente Cláudia em favor do dialeto plebeu do latim, que usava "O", no lugar do dialeto dos patrícios, que utilizava o ditongo "AU".

Ver também[editar | editar código-fonte]

Cônsul da República Romana
SPQR.svg
Precedido por:
Lúcio Cornélio Sula II

com Quinto Cecílio Metelo Pio

Públio Servílio Vácia Isáurico
79 a.C.

com Ápio Cláudio Pulcro

Sucedido por:
Marco Emílio Lépido

com Quinto Lutácio Cátulo


Referências

  1. Fezzi, Il tribuno Clodio, p. 62.
  2. Cícero, pro Planc. 21; Apiano, De bellis civilibus I 103
  3. Marco Terêncio Varrão, De Re Rustica III, 16, 1-2.
  4. Lívio, Ab Urbe Condita Epit. 91; Floro, Epit III 4; Paulo Orósio, Histórias V 23.
  5. Fezzi, Il tribuno Clodio, 16.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • W. J. Tatum, The Patrician Tribune. Publius Clodius Pulcher. Chapel Hill: University of North Carolina Press, 1999 (em inglês)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]