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Óstraco

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Óstraco de Címon, estadista ateniense, onde se lê o seu nome (Κίμων ο Μιλτιάδου)

Óstraco ou óstracon (em grego: όστρακον, ostrakon, plural όστρακα, ostraka) é um fragmento de cerâmica (ou pedra), normalmente quebrado de um vaso. Essas peças eram usadas para documentar procedimentos oficiais, mensagens curtas, notas e avisos. Era um material mais barato que papiro ou couro. Graças à sua durabilidade, um grande número de peças foram preservadas.[1]

Em Atenas, na Grécia Antiga, o fragmento de cerâmica era usado para votar a punição para o ostracismo.[2]

Os óstracos existentes podem ser encontrados em várias regiões do Oriente Próximo, especialmente na região do Levante. Uma centena de óstracos foram descobertos na cidade israelita de Samaria.[3]

Embora relacionados aos locais no Egito que tiveram um período de dominação romana, os fragmentos foram encontrados em vários outros lugares, como: Dura Europo (Síria), Masada (Israel), Bu Njem (atualmente Golaia, na Líbia), Jerba e Cartago (Tunísia).[4]

Os mais conhecidos óstracos encontrados na Palestina são as Cartas de Laquis, que compreendem 21 óstracos encontrados no sítio de Tel Duveir, entre 1932 e 1938. Todos datam do fim do período de ocupação judaíta, em Laquis, antes de sua destruição pelas mãos de Nabucodonosor II, em 586 a.C.[5]

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Referências

  1. Scott Hahn. Catholic Bible Dictionary. Doubleday Religious Publishing Group; 2009. ISBN 978-0-385-53008-8. p. 666.
  2. Simon Hornblower; Antony Spawforth; Esther Eidinow. The Oxford Classical Dictionary. Oxford University Press; 2012. ISBN 978-0-19-954556-8. p. 1053.
  3. Chris A. Rollston. Writing and Literacy in the World of Ancient Israel: Epigraphic Evidence from the Iron Age. Society of Biblical Lit; 2010. ISBN 978-1-58983-107-0. p. 66–67.
  4. J. Theodore Peña. Roman Pottery in the Archaeological Record. Cambridge University Press; 2007. ISBN 978-1-139-46427-7. p. 160.
  5. John D. Currid. Doing Archaeology in the Land of the Bible: A Basic Guide. Baker Academic; 1999. ISBN 978-0-8010-2213-5. p. 83.
  6. Eduardo Carlos Bianca Bittar. Curso de filosofia aristotélica. Manole; 2003. ISBN 978-85-204-1607-5. p. 1206.
  7. Sara Forsdyke. Exile, Ostracism, and Democracy: The Politics of Expulsion in Ancient Greece. Princeton University Press; 2009. ISBN 1-4008-2686-1. p. 176.