42 a.C.

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SÉCULOS: Século II a.C.Século I a.C.Século I
DÉCADAS: 90 a.C.80 a.C.70 a.C.60 a.C.50 a.C.
40 a.C.30 a.C.20 a.C.10 a.C.0 a.C.0
ANOS: 47 a.C.46 a.C.45 a.C.44 a.C.43 a.C.
42 a.C.41 a.C.40 a.C.39 a.C.38 a.C.37 a.C.

Eventos[editar | editar código-fonte]

  • Lépido e Lúcio Munácio Planco, cônsules romanos.[1]
  • Guerras Civis:
    • Bruto, depois de segurar sua situação na Macedônia, volta para a Ásia, onde alista um grande exército, e uma frota na Bitínia e em Cízico.[2]
    • Cássio planejou atacar o Egito, quando soube que Cleópatra havia se aliado a César e Antônio com sua grande frota. Porém, ele foi chamado por Bruto para a Ásia e desistiu do plano.[2]
    • Cássio deixa seu irmão com as forças na Síria e ataca, de surpresa, Ariobarzanes, capturando dinheiro e provisões. Retornando para a Síria, ele fica com pena dos tarsenses, e os liberta, isentando-os de tributo.[2]
    • Após Cássio ter deixado a Síria, ocorre uma revolta em Jerusalém. Félix, deixado por Cássio com soldados, vinga a morte de Malichus e ataca Fasael, irmão de Herodes. Herodes, que estava com Fábio, governador de Damasco, tentou ajudar seu irmão, mas ficou doente. Fasael, porém, resistiu a Félix, e forçou um acordo. Fasael irritou-se com Hircano, a quem ele havia dado vários benefícios mas, mesmo assim, havia ajudado Félix e o irmão de Malachus a tomarem algumas cidadelas.[2]
    • Bruto e Cássio se encontram em Esmirna, e ficam muito felizes e confidentes com sua sorte, pois eles haviam fugido da Itália pobres e sem armas, e agora tinham uma frota e um exército.[2]
    • Bruto pretendia atacar a Macedônia, mas a estratégia que prevaleceu foi de Cássio: atacar os que favoreciam os triúnviros, como Rodes e a Lícia.[2]
    • Enquanto isto, Sexto Pompeio controlava a Sicília.[2]
    • Cássio, apesar do conselho de seus amigos, entrega um terço de suas posses a Bruto, para que este preparasse uma frota.[2]
    • Quase todos aliados de Roma na Ásia se alinham com Bruto e Cássio, com exceção de Ariobarzanes, Rodes e a Lícia, que também não os atacam. Bruto e Cássio planejam atacá-los primeiro, para forçá-los a se aliar com eles.[2]
    • Herodes, assim que se recuperou da doença, atacou o irmão de Malachus e retomou todas as cidades.[2]
    • Os tarsenos, que haviam resistido a Cássio, são beneficiados pelos triúnviros.[2]
    • Cleópatra consegue, com ajuda de Dolabela, que o filho que ela disse [Nota 1] que teve com Júlio César, Ptolemeu, fosse coroado rei do Egito.[2]
    • Náucrates, um orador da Lícia, conclama as cidades à revolta. Bruto esmaga a revolta, recaptura as cidades, e as trata com clemência, mas eles desprezam sua clemência e boa vontade.[2]
    • Uma das cidades que Bruto captura é Xanto, onde havia um tempo a Sarpedon.[2]
    • O porto lício de Patara se rende a Bruto, e é tratada com generosidade. [2]
    • Bruto escreve para Rodes dizendo que havia dominado a revolta da Lícia, e que Rodes deveria escolher se quer ser tratada como Xanto ou como Patara. Rodes responde que prefere ficar neutra no conflito.[2]
    • Cássio avisa a Rodes que eles haviam rompido o acordo, e que seriam atacados. Alexandre e Mnaseas lembram ao povo que eles haviam resistido a Mitrídates e, antes deste, a Demétrio, com frotas bem maiores que a de Bruto e Cássio. Alexandre é nomeado Prytanis e Mnaseas almirante.[2]
    • Alexandre e Mnaseas atacam os romanos em Mindo, perdem dois navios e retornam a Rodes, com o resto da frota bastante avariada.[2]
    • Cássio ataca Rodes por terra e mar, e a captura. Eles o chamam de rei e tirano, mas Cássio diz que não é nem rei nem tirano, sendo, porém, um matador e vingador contra reis e tiranos.[2]
    • Cássio julga Rodes, e depois os pilha, exceto apenas a carruagem do Sol, deixando-os com nada além de suas vidas. L. Varo é deixado como governador de Rodes.[2]
    • Ariobarzanes, que havia sido capturado, é executado por Cássio.[2]
    • Cleópatra tenta levar sua frota para o Mar Jônio, mas é impedida por uma tempestade e retorna, doente, para o Egito.[2]
    • Teodoro, o retórico, acusado de ter morto Pompeio, é executado por Bruto.[2]
    • Bruto e Cássio se encontram em Sárdis e desfazem as suspeitas que havia sido criada entre eles por eles terem muitos amigos e tropas.[2]
    • Labieno, o Moço, filho de Tito Labieno, é enviado por Bruto e Cássio como embaixador aos partas, para pedir ajuda a Orodes. O rei dos partas não queria ajudá-los, mas também não ousava negar ajuda.[2]
    • Quando Cássio e Bruto estão se preparando para partir da Ásia para a Europa, Bruto tem uma visão terrível.[2]
    • Antígono, filho de Aristóbulo e sobrinho de Hircano, invade a Judeia, com ajuda de Ptolemeu, filho de Meneu, Fábio, governador de Damasco que ele havia subornado com dinheiro, e Marion, tirano de Tiro, que o seguiu por odiar Herodes. Herodes derrota Antígono, e é honrado por Hircano com uma coroa. Herodes havia se casado com Mariane, que era neta de Hircano e de Aristóbulo.[2]
    • Cássio e Bruto tem 80.000 soldados. Bruto tem 4.000 cavaleiros da França e Lusitânia, e 2.000 da Trácia, Ilíria, Pártia e Tessália. Cássio tem 2.000 cavaleiros da Espanha e França, e 4.000 cavaleiros-arqueiros da Arábia, Média e Pártia. Os reis aliados e os tetrarcas da Galácia trouxeram 5.000 cavaleiros além dos soldados de infantaria.[2]
    • Antônio e César tinham o mesmo número de soldados. Contra os 20.000 cavaleiros de Bruto e Cássio, Antônio e César tinham 13.000 cavaleiros.[2]
    • Cássio não quis atacar de imediato os inimigos, para que eles ficassem com fome, porque Cássio e Bruto recebiam provisões da Ásia, mas seus inimigos não tinham recursos, já que o Egito estava passando por uma fome, e Sexto Pompeio não deixava que nada viesse da Espanha ou África.[2]
    • 3 de Outubro - Primeira batalha de Philippi: resultado indecisivo
      • A ala comandada por Bruto derrota o inimigo e captura o campo de César. A ala de Cássio é derrotada, e Antônio captura seu campo. Cássio perde 8.000 homens, ou, segundo Masala Corrino, que estava no campo de Bruto e se rendeu para César, o dobro.[2]
      • Cássio se retira para um morro e, acreditanto que todo exército fora destruído, se mata.[2]
    • No mesmo dia da batalha, um exército que vinha para ajudar César é derrotado por Murcus e Enobarbo, no Mar Jônio. Bruto só soube disto 20 dias depois.[2]
    • Vários generais deserdam o lado de Bruto e se passam para o lado de César e Antônio.[2]
    • Temendo uma revolta geral, Bruto decide jogar toda sua sorte em outra batalha.[2]
    • 23 de Outubro - Segunda batalha de Philippi: Bruto é derrotado, e foge para as montanhas.[2]
    • No dia seguinte, Bruto faz seu amigo Strabo Aegetas, com quem ele havia estudado retórica, matá-lo.[2]
    • Bruto e Cássio foram mortos pelas mesmas espadas que eles usaram para matar Júlio César.[2]
    • Hortênsio, acusado por Antônio de ser o assassino de seu irmão Caio, é executado sobre o túmulo de Bruto.[2]
    • Otaviano envia a cabeça de Bruto a Roma, para ser colocada sob a estátua de Júlio César, porém uma tempestade atinge o navio e ela cai no mar.[2]
    • Os últimos aliados de Bruto e Cássio juntam suas forças e se unem a Sexto Pompeio, que dobra suas forças.[2]
    • Otaviano volta à Itália, e fica doente, ao ponto de alguns pensarem que ele morreu. Antônio fica na Ásia para recuperar as províncias rebeladas.[2]

Nascimentos[editar | editar código-fonte]

Falecimentos[editar | editar código-fonte]

Curiosidade[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. A paternidade de Ptolemeu César tem sido alvo de controvérsias por mais de dois mil anos.

Referências

  1. Dião Cássio, História romana, Livro XLVII, 16.1 [em linha]
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t u v w x y z aa ab ac ad ae af ag ah ai aj ak al am an ao ap aq James Ussher, The Annals of the World [em linha]