Albatroz-real-meridional

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Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Procellariiformes
Família: Procellariidae
Género: Diomedea
Espécie: D. epomophora
Nome binomial
Diomedea epomophora
Lesson, 1785
Sinónimos
Diomedea epomophora epomophora

O albatroz-real-meridional (Diomedea epomophora) é uma ave procelariforme pertencente à família Diomedeidae (albatrozes).

Comparado com o albatroz-errante e o albatroz-de-tristão, o albatroz-real-meridional apresenta bico mais largo e robusto, as narinas bulbosas e a borda da maxila negra, sendo semelhante ao albatroz-real-setentrional. Os juvenis deixam o ninho com plumagem similar à dos adultos, com a diferença na face superior das asas que é negra e em um número variável de penas escuras no dorso, aparentando um efeito de manchas finas. Com o passar do tempo, a face superior das asas começa a tornar-se branca, a partir de sua borda anterior, até tornar-se quase totalmente branca em espécimes de elevada idade. A envergadura máxima da espécie é de cerca de 3 m. Os machos são maiores, pesando entre 8,1 e 9,4 kg, enquanto as fêmeas oscilam entre 6,5 e 9,0 kg de peso.

As primeiras posturas, realizadas a cada dois anos, são feitas entre novembro e dezembro e os ovos eclodem entre fevereiro e março. Os juvenis deixam os ninhos após oito meses, entre outubro e novembro. A espécie nidifica apenas nas ilhas neozelandesas Auckland e Campbell, que é usada por mais de 90% da população mundial. Após a reprodução, as aves voam para leste até à costa do Chile e Peru, sendo observados sobre a plataforma continental, onde se alimentam de cefalópodes. Dali as aves contornam o Cabo Horn e são encontradas sobre a plataforma continental da Argentina (incluindo as ilhas Malvinas) e sul do Brasil, onde permanecem antes de migrar através do Atlântico e Pacífico, retornando às áreas de nidificação.

A população de Campbell (99% da população mundial) é estimada em 8.200-8.600 pares reprodutivos mas a espécie é considerada globalmente vulnerável e listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).

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