Ali ibn Yahya

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Alī ibn Yaḥyā al-Armanī
Nacionalidade Califado Abássida
Etnia Armênia
Ocupação General e governador

'Alī ibn Yaḥyā al-Armanī (lit. "Ali, filho de Iáia, da Armênia"; 863) foi um famoso comandante militar muçulmano do Califado Abássida de meados do século IX de ascendência armênia. Aparece em 940, quando substitui Malik ibn Kaydur como governador do Egito. Depois, foi nomeado governador da zona fronteiriça com o Império Bizantino na Cilícia e nesta competência realizou uma série de raides de verão em solo bizantino, assim como supervisionou uma troca de prisioneiros. Em 862, foi nomeado governador Armênia e Azerbaijão e foi morto em combate com os bizantinos um ano depois.

Vida[editar | editar código-fonte]

Ali aparece pela primeira vez em 840, quando foi enviado ao Egito como governador, substituindo Malik ibn Kaydur.[1] Depois, foi nomeado comandante (uale ou emir) dos territórios fronteiriços do Califado Abássida na Cilícia (al-thughur ash-Sha'miya), confrontando o Império Bizantino, com Tarso como sua base. Ele é o primeiro governador conhecido de Tarso a ser exercido autoridade amplamente autônoma, tomando vantagem do declínio do poder do governo central do Califado Abássida.[2] Ali manteve o posto ao meno de 238 A.H. (852/853) até outubro/novembro de 862.[3] Como governante dos domínios fronteiriços, Ali realizou várias expedições militares de verão (ṣawāʿif) através dos Montes Tauro na Anatólia bizantina: raides de verão liderados por Ali são registrados nos anos 852/853, 853/854, 859/860 e 860/861, enquanto ele também esteve presente na troca de prisioneiros de 856.[4] [5]

Em outubro/novembro de 862, ele foi nomeado governador da Armênia e Azerbaijão,[6] e em outubro/novembro do ano seguinte, foi morto em batalha com os bizantinos junto de 400 de seus homens.[7] Vindo na esteira da morte do emir de Melitene, Ambros, na batalha de Lalacão em setembro, as notícias da morte de Ali provocaram revoltas entre a população de Bagdá, Samarra e outras cidades, que ficaram irritadas com a impotência do governo.[8] Muhammad, filho de Ali, mais tarde também serviu como governador de Tardo, de 871/872 a 872/873 ou 873/874.[3] Segundo o relato do século X de al-Mas'udi (Murûj adh-dhahab, VIII.74–75), sua reputação era tamanha que ele estava entre os "muçulmanos ilustres" cujos retratos estavam exibidos nas igrejas bizantinas em reconhecimento do valor deles.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Desconhecido
Último citado: Nasr
Governador de Tarso
Por 852/853 - outubro/novembro de 862
Sucedido por
Desconhecido
Próximo citado: Muhammad

Referências

  1. Gordon 2001, p. 207 (Nota #25)
  2. Hild 1990, p. 48–50
  3. a b Stern 1960, p. 219
  4. Stern 1960, p. 219 (nota 12)
  5. Hild 1990, p. 50
  6. Saliba 1985, p. 7
  7. Saliba 1985, p. 9–10
  8. Saliba 1985, p. 10–11

Bibliografias[editar | editar código-fonte]

  • Canard, Marius (sections I, II(a), III); Cahen, Claude (section II(b)); Deny, J. (section II(c)). The Encyclopedia of Islam, New Edition, Volume I: A–B. Leida e Nova Iorque: BRILL, 1986. Capítulo: Armīniya. , ISBN 90-04-08114-3
  • Gordon, Matthew. The breaking of a thousand swords: a history of the Turkish military of Samarra, A.H. 200–275/815–889 C.E.. [S.l.]: State University of New York Press, 2001. ISBN 978-0-7914-4795-6
  • Hild, Friedrich; Hellenkemper, Hansgerd. Tabula Imperii Byzantini, Band 5: Kilikien und Isaurien (em alemão). Viena: Verlag der Österreichischen Akademie der Wissenschaften, 1990. ISBN 3-7001-1811-2
  • Saliba, George. The History of al-Ṭabarī, Volume XXXV: The Crisis of the ʿAbbāsid Caliphate. The Caliphates of al-Musta'in and al-Mu'tazz, A.D. 862–869/A.H. 248–255. Albany, Nova Iorque: State University of New York Press, 1985. ISBN 0-87395-883-7
  • Stern, S. M.. (1960). "The Coins of Thamal and of Other Governors of Tarsus". Journal of the American Oriental Society 80 (3): 217–225. DOI:10.2307/596170.