Allegro ma non troppo (livro)

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Disambig grey.svg Nota: Para outros significados de Allegro ma non troppo, veja Allegro ma non troppo (desambiguação).
Allegro ma non troppo
Autor(es) Carlo M. Cipolla
Idioma Italiano
País Itália Itália
Editora Itália Il Mulino
França Balland
Espanha Crítica
Brasil Celta
Lançamento 1988
ISBN 88-15-01980-4

Allegro ma non troppo é o título de um dos livros mais conhecidos do historiador italiano Carlo M. Cipolla, publicado em 1988 pela editora bolonhesa Il Mulino.

Compõe-se de dois ensaios humorísticos distintos, que parodiam as técnicas metodológicas da análise humanística e da historiografia.

O papel das especiarias (e da pimenta em particular) no desenvolvimento econômico da Idade Média[editar | editar código-fonte]

Este longo título, O papel das especiarias (e da pimenta em particular) no desenvolvimento econômico da Idade Média (em italiano Il ruolo delle spezie (e del pepe in particolare) nello sviluppo economico del Medioevo), um breve texto que forma a primeira parte, é onde Cipolla traz algumas histórias fantásticas sobre a importância da pimenta na Idade Média europeia, à qual ele atribui tanto a criação das cruzadas como o desenvolvimento da economia inglesa na Idade Moderna.

As leis fundamentais da estupidez humana[editar | editar código-fonte]

Gráfico ilustrativo do comportamento das pessoas: Inteligentes; Vigaristas; Fúteis; Estúpidas. Em que se mostra que os estúpidos ocupam a parte inferior esquerda do gráfico, em oposição aos inteligentes, que ocupam a parte superior direita do gráfico.

As leis fundamentais da estupidez humana (em italiano Le leggi fondamentali della stupidità umana), é o capítulo no qual classifica a população humana em quatro grandes grupos:

  • Os inteligentes conseguem ter uma acção que resulte em vantagem para si e também para os outros (ainda que menor);
  • Os vigaristas tiram vantagem para si com prejuízo de terceiros;
  • Os crédulos geram vantagem aos outros, causando prejuízo a si próprios;
  • Os estúpidos têm uma acção que resulta em prejuízo para si e para os outros (ainda que menor).

Além disso, enuncia as cinco leis da estupidez, que definem o comportamento da estupidez na humanidade. São elas:

  1. Sempre e inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos que há no mundo.
  2. A probabilidade de que uma determinada pessoa seja estúpida é independente de qualquer outra característica dela mesma.
  3. Uma pessoa é estúpida se ela causa um dano a outra ou a um grupo sem obter nenhum beneficio para si, ou mesmo sofrendo prejuízo.
  4. As pessoas não estúpidas subvalorizam sempre o potencial nocivo das pessoas estúpidas; esquecem constantemente que em qualquer momento e lugar, e em qualquer circunstância, tratar ou associar-se com indivíduos estúpidos constitui inevitalmente um custoso erro.
  5. A pessoa estúpida é o tipo de pessoa mais perigosa que existe.

Traduções[editar | editar código-fonte]

O livro foi traduzido para o espanhol (Crítica), para o francês (Balland), para o galego (Rinoceronte Editora) e para o português (Celta), com o mesmo título.