António Fernandes de Sá

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António Fernandes de Sá (Avintes, Vila Nova de Gaia, 7 de novembro de 1874 - Porto, 26 de novembro de 1959) foi um escultor e professor português[1].

Vida e obra[editar | editar código-fonte]

Inscreveu-se na Escola de Belas Artes do Porto, em 1888, onde frequentou os cursos de Arquitetura, Pintura e Desenho Histórico.

Em 1896 vai para Paris, depois de ter concorrido ao pensionato do Estado no estrangeiro, na classe de Escultura. Classificou-se em primeiro lugar com a obra O Atirador do Arco.

O Rapto de Ganimedes nos jardins de Teófilo Braga, na Praça da República (Porto). Em 2010 a estátua foi deslocada para os jardins da Cordoaria.

Na capital francesa frequentou a Academia Julien, a École des Beaux-Arts, a Académie Colarossi, foi admitido no Salon (1898) e participou na Exposição Universal de Paris (1900). Confraternizou com os artistas franceses e sofreu as influências de alguns deles, como Auguste Rodin, Denys Puech e Alexandre Falguière.

O seu grupo escultural O Rapto de Ganimedes — que representa o formoso rapaz da mitologia grega sendo transportado ao Olimpo pelo deus Zeus em forma de águia — está inspirado em La Sirène, de Puech. A obra mereceu uma menção honrosa no Salon de 1898, a medalha de bronze na Exposição Universal de 1900, e foi premiado em 1902 pela Sociedade Nacional de Belas-Artes.

As suas principais obras são:

  • O Atirador do Arco
  • O Rapto de Ganimedes
  • Beija-flor
  • Busto de António Cano
  • Busto Desafio
  • O Beijo Materno
  • A Cabeça de Velha
  • A Vaga
  • Camões após o Naufrágio
  • Busto do Marquês de Pombal
  • Virgem de Lurdes
  • Busto de Clemente Menéres[1]


Referências

  1. a b António Fernandes de Sá no site da Universidade do Porto.