Antena (biologia)
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Em zoologia, chamam-se antenas a órgãos sensoriais de muitos artrópodes, com a forma de apêndices localizados na cabeça.
Nos crustáceos, elas são birramadas e presentes nos dois primeiros segmentos da cabeça, o par menor é conhecido como antênulas. Todas as outras classes de artrópodes, exceto pelos quelicerados que não as possuem, apresentam um único par de antenas birramados.
Função
[editar | editar código]As antenas são segmentadas pelo menos na base. São órgãos sensoriais, embora a natureza sensorial exata não seja a mesma em todos os grupos, e nem sempre esta é clara. As funções sensoriais podem variar e incluem tato, movimentação do ar, calor, vibração (som) e principalmente olfação (odor ou sabor). Nos insetos as antenas possuem receptores olfativos (ou quimioreceptores) que detectam moléculas de odor, incluindo feromonas.[1]
Anatomia
[editar | editar código]Os três segmentos básicos de uma antena típica de insetos são o escapo, pedicelo e o flagelo,[1] que muitas vezes compreende diversos artículos chamados flagelômeros, de grande importância taxonômica. Flagelômeros verdadeiros possuem membrana articular entre eles, porém em muitos insetos o flagelo é inteiramente ou parcialmente composto de uma série flexível de annuli, que não são flagelômeros verdadeiros.

Existem vários tipos de antenas de insetos, como por exemplo:
- filiforme – toda ela da mesma espessura, como em gafanhotos por exemplo;
- setiforme – diminuindo em espessura da base para o ápice, como nas baratas;
- claviforme – engrossando da base para o ápice, como em algumas borboletas;
- moniliforme – artículos arredondados, como em cupins e em alguns besouros;
- serreada – com pequenos prolongamentos laterais, em fileira, como em besouros elaterídeos e alguns machos de louva-a-deus;
- bi-serreada – quando em duas fileiras;
- pectinada – com longos prolongamentos laterais, em fileira, como em vaga-lumes;
- bi-pectinada – quando em duas fileiras, como em muitas mariposas;
- capitada – com o ápice engrossado, como nos besouros;
- lamelada – com prolongamentos foliáceos nos artículos, como em besouros escarabeídeos;
- geniculada – em cotovelo, com o primeiro segmento longo e os demais pequenos, formando ângulo com o primeiro, como nas formigas;
- plumosa – com inúmeros prolongamentos laterais, ao redor da antena, como em machos de mosquitos.
Referências
[editar | editar código]- ↑ a b MORAES, M. C. B.; LAUMANN, R. A.; PAULA, D. P.; PAREJA, M.; SILVA, C. C. A.; VIEIRA, H. G.; NAIME, J. de M.; BORGES, M. (2008). «Eletroantenografia: a antena do inseto como um biossensor.». Consultado em 16 de setembro de 2025