Arnaldo Matos

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Arnaldo Matias de Matos (Santa Cruz, Madeira, 24 de fevereiro de 1939) é um político Português que foi dirigente do PCTP-MRPP nos anos de 1970, sendo hoje o único dos quatro fundadores do então MRPP ainda ligado ao partido (Vidaul Ferreira, João Machado e Fernando Rosas foram-se afastando do partido, continuando apenas este último activo partidariamente).

Biografia[editar | editar código-fonte]

Começou por ser conhecido pelas camadas de jovens operários e estudantes militantes e simpatizantes do PCTP/MRPP no pós-25 de Abril, por ser “delegado do Comité Lenine”, que era o Comité Central do MRPP. Logo após a legalização do movimento, em 18 de Fevereiro de 1975, Arnaldo Matos foi preso pela primeira vez em Mirandela, pelo COPCON, e foi a partir dessa data que todo o Partido ficou a saber o seu nome. “Libertação imediata do camarada Arnaldo Matos!”, gritaram então alguns militantes e simpatizantes no Rossio (Lisboa).

Entre 1982 e 2015 deixou o partido, justificando na altura esta decisão com a ideia de que a contra-revolução tinha ganho, passando por isso a considerar o papel do partido na nova sociedade inútil. No entanto, em Maio de 2015, na iniciativa "Vemos, Ouvimos e Lemos”, promovida pela Associação "Amadora, Passado, Presente e Futuro", a cuja direcção preside o Dr. Jacinto Furtado, Arnaldo Matos diz que essa justificação nunca foi por ele dita, revelando a verdadeira razão de abandono do Partido: "Fui-me embora porque, na verdade, eu tinha de tomar conta dos meus filhos e eu não tinha outra forma de ganhar a vida (..) e não se pode ser secretário-geral do partido a tempo parcial." Apesar disso, continuou a falar em comícios do PCTP/MRPP e a estar associado ao partido, embora formalmente desligado dele e afastado da esquerda tradicional.

Em 2015, e apesar de não possuir nenhum cargo no PCTP/MRPP, dá ordem de suspensão a todos os membros do Comité Permanente do Comité Central, o que inclui António Garcia Pereira, a cara mais conhecida do Partido e amigo pessoal de Arnaldo de Matos. Começa uma luta interna que não terminou com a demissão de Garcia Pereira do Partido[1] e que pode ser acompanhada no jornal online "Luta Popular", a ponto de o conhecido político e advogado ter escrito uma série de textos que publicou num site, intitulado "em nome de verdade"[2], a repor precisamente a verdade dos factos.

Até ao momento, e apesar de não fazer parte dos órgãos do Partido, Arnaldo Matos tomou posse do PCTP/MRPP em termos práticos como, aliás, se pode verificar na própria página do jornal.

Em Dezembro de 2015, Arnaldo Matos disse que os Ataques de novembro de 2015 em Paris foram um “acto legítimo de guerra” e que não foram feitos por “islamitas, mas por jihadistas, isto é, combatentes dos povos explorados e oprimidos pelo imperialismo, nomeadamente francês”.[3]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. Garcia Pereira, António (26 de novembro de 2015). «A carta de Garcia». Jornal Tornado. Consultado em 22 de outubro de 2016 
  2. «O meu silêncio - Em nome da verdade». Em nome da verdade. Consultado em 24 de maio de 2018 
  3. «Arnaldo Matos acusa "grupelho" de Garcia Pereira de vandalizar sede do MRPP» 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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