Arnaldo Matos

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Arnaldo Matias de Matos (Santa Cruz, Madeira, 24 de fevereiro de 1939) é um ex-político Português que foi um dirigente histórico do partido do PCTP-MRPP nos anos de 1970, sendo hoje o único dos quatro fundadores do então MRPP ainda vivo.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Começou por ser conhecido pelas camadas de jovens operários e estudantes militantes e simpatizantes do PCTP/MRPP no pós-25 de Abril, por ser “delegado do Comité Lenine”, que era o Comité Central do MRPP. Logo após a legalização do movimento, em 18 de Fevereiro de 1975, Arnaldo Matos foi preso pela primeira vez em Mirandela, pelo COPCON, e foi a partir dessa data que todo o Partido ficou a saber o seu nome. “Libertação imediata do camarada Arnaldo Matos!”, gritaram então alguns militantes e simpatizantes no Rossio (Lisboa).

Deixou o partido em 1982, justificando com a razão de que na altura "a contra-revolução ganhou", passando por isso a considerar o papel do partido na nova sociedade inútil, e apesar de ainda ser crítico do actual sistema socio-político é oposto à esquerda actual (que considera ser "uma merda"[1] ) e os sindicatos (cujas abordagens teóricas e na prática considera gastas).[2] Apesar disso, continua a falar em comícios do PCTP/MRPP e a estar associado ao partido, embora formalmente desligado dele e afastado da esquerda tradicional.

Em Dezembro de 2015, Arnaldo Matos disse que os Ataques de novembro de 2015 em Paris foram “acto legítimo de guerra” e que não foi feito por “islamitas, mas por jihadistas, isto é, combatentes dos povos explorados e oprimidos pelo imperialismo, nomeadamente francês”.[3]

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. censura de citação não sic
  2. Lília Bernardes (2/5/2004). «Entrevista: Arnaldo Matos, Advogado e ex-líder do PCTP/MRPP». Diário de Notícias. Consultado em 24/12/2011. 
  3. «Arnaldo Matos acusa “grupelho” de Garcia Pereira de vandalizar sede do MRPP». 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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