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Arquétipo: diferenças entre revisões

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Embora todos os arquétipos possam ser considerados como sistemas dinâmicos autônomos, alguns deles evoluíram tão profundamente que se pode justificar seu tratamento como sistemas separados da personalidade. São eles: a [[persona]], a [[anima]] (lê-se "ânima" em português do Brasil), o [[animus]] (lê-se "ânimus" em português do Brasil) e a [[Sombra (psicologia)|sombra]]. Chamamos de instinto aos impulsos fisiológicos percebidos pelos sentidos. Mas, ao mesmo tempo, estes instintos podem também manifestar-se como fantasias e revelar, muitas vezes, a sua presença apenas através de imagens simbólicas. São estas manifestações que revelam a presença dos arquétipos, os quais as dirigem. A sua origem não é conhecida, e eles se repetem em qualquer época e em qualquer lugar do mundo - mesmo onde não é possível explicar a sua transmissão por descendência direta ou por "fecundações cruzadas" resultantes da migração.
Embora todos os arquétipos possam ser considerados como sistemas dinâmicos autônomos, alguns deles evoluíram tão profundamente que se pode justificar seu tratamento como sistemas separados da personalidade. São eles: a [[persona]], a [[anima]] (lê-se "ânima" em português do Brasil), o [[animus]] (lê-se "ânimus" em português do Brasil) e a [[Sombra (psicologia)|sombra]]. Chamamos de instinto aos impulsos fisiológicos percebidos pelos sentidos. Mas, ao mesmo tempo, estes instintos podem também manifestar-se como fantasias e revelar, muitas vezes, a sua presença apenas através de imagens simbólicas. São estas manifestações que revelam a presença dos arquétipos, os quais as dirigem. A sua origem não é conhecida, e eles se repetem em qualquer época e em qualquer lugar do mundo - mesmo onde não é possível explicar a sua transmissão por descendência direta ou por "fecundações cruzadas" resultantes da migração.


Pós-junguianos que também estudam a física (ver [[Física e Psicologia]]) têm argumentado que os arquétipos podem ser também as ideias primordiais que originam as leis materiais da natureza, ou seja, os arquétipos seriam as matrizes das manifestações materiais e energéticas. Esse argumento ganha força à medida que os físicos da corrente realista praticamente desistiram de buscar uma entidade material ou energética fundamental na constituição do universo. Um quark isolado, por exemplo, até hoje não pôde ser encontrado em experimentos de alta-energia, levando os físicos a enfrentarem a possibilidade de que a entidade fundamental da matéria seja unicamente a ''relação'' entre os quarks. Desde que uma relação não é material ou energética, mas tem uma natureza de viés finalista e atua sobre a realidade material e energética, poderia haver uma relação muito próxima entre os arquétipos e a forma de estruturação manifesta nas leis da física. Por isso alguns cientistas concordam que passamos de um paradigma material-mecanicista para um energético, e agora estamos inaugurando um paradigma cujo caráter parece ser mental ou informacional.
Pós-junguianos que também estudam a física (ver [[Física e Psicologia]]) têm argumentado que os arquétipos podem ser também as ideias primordiais que originam as leis materiais da natureza, ou seja, os arquétipos seriam as matrizes das manifestações materiais e energéticas. Esse argumento ganha força à medida que os físicos da corrente realista praticamente desistiram de buscar uma entidade material ou energética fundamental na constituição do universo. Um quark isolado, por exemplo, até hoje não pôde ser encontrado em experimentos de alta-energia, levando os físicos a enfrentarem a possibilidade de que a entidade fundamental da matéria seja unicamente a ''relação'' entre os quarks. Desde que uma relação não é material ou energética, mas tem uma natureza de viés finalista e atua sobre a realidade material e energética, poderia haver uma relação muito próxima entre os arquétipos e a forma de estruturação manifesta nas leis da física. Por isso alguns cientistas concordam que passamos de um paradigma material-mecanicista para um energético, e agora estamos inaugurando um paradigma cujo caráter parece ser mental ou informacional ([[João Bernardes da Rocha Filho|Rocha Filho]], 2007).


== Filosofia ==
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* [http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/09/arquetipos.html Saindo da Matrix Arquétipos]
* [http://www.saindodamatrix.com.br/archives/2007/09/arquetipos.html Saindo da Matrix Arquétipos]
* [http://www.terapiaemdia.com.br/?tag=arquetipos Terapia em dia - Arquétipos]
* [http://www.terapiaemdia.com.br/?tag=arquetipos Terapia em dia - Arquétipos]
* Rocha Filho, J. B. ''[[Física e Psicologia]]''. EDIPUCRS, 2007, 4a. ed.
* [[João Bernardes da Rocha Filho|Rocha Filho]], J. B. ''[[Física e Psicologia]]''. EDIPUCRS, 2007, 4a. ed.


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Revisão das 21h45min de 26 de setembro de 2011

Arquétipo (grego ἀρχή - arché: principal ou princípio e τύπος - tipós: impressão, marca) é o primeiro modelo de alguma coisa, antigas impressões sobre algo.


Psicologia Analítica

Arquétipo, na Psicologia Analítica, significa a forma imaterial à qual os fenômenos psíquicos tendem a se moldar. C.G.Jung usou o termo para se referir a estruturas inatas que servem de matriz para a expressão e desenvolvimento da psique.

Jung deduz que as "imagens primordiais" - um outro nome para arquétipos - se originam de uma constante repetição de uma mesma experiência, durante muitas gerações. Eles são as tendências estruturantes e invisíveis dos símbolos. Por serem anteriores e mais abrangentes que a consciência do ego, os arquétipos criam imagens ou visões que balanceiam alguns aspectos da atitude consciente do sujeito. Funcionam como centros autônomos que tendem a produzir, em cada geração, a repetição e a elaboração dessas mesmas experiências. Eles se encontram isolados uns dos outros, embora possam se interpenetrar e se misturar.

O núcleo de um complexo é um arquétipo que atrai experiências relacionadas ao seu tema. Ele poderá, então, tornar-se consciente por meio destas experiências associadas. Os arquétipos da Morte, do Herói, do Si-mesmo, da Grande Mãe e do Velho Sábio são exemplos de algumas das numerosas imagens primordiais existentes no inconsciente coletivo.

Embora todos os arquétipos possam ser considerados como sistemas dinâmicos autônomos, alguns deles evoluíram tão profundamente que se pode justificar seu tratamento como sistemas separados da personalidade. São eles: a persona, a anima (lê-se "ânima" em português do Brasil), o animus (lê-se "ânimus" em português do Brasil) e a sombra. Chamamos de instinto aos impulsos fisiológicos percebidos pelos sentidos. Mas, ao mesmo tempo, estes instintos podem também manifestar-se como fantasias e revelar, muitas vezes, a sua presença apenas através de imagens simbólicas. São estas manifestações que revelam a presença dos arquétipos, os quais as dirigem. A sua origem não é conhecida, e eles se repetem em qualquer época e em qualquer lugar do mundo - mesmo onde não é possível explicar a sua transmissão por descendência direta ou por "fecundações cruzadas" resultantes da migração.

Pós-junguianos que também estudam a física (ver Física e Psicologia) têm argumentado que os arquétipos podem ser também as ideias primordiais que originam as leis materiais da natureza, ou seja, os arquétipos seriam as matrizes das manifestações materiais e energéticas. Esse argumento ganha força à medida que os físicos da corrente realista praticamente desistiram de buscar uma entidade material ou energética fundamental na constituição do universo. Um quark isolado, por exemplo, até hoje não pôde ser encontrado em experimentos de alta-energia, levando os físicos a enfrentarem a possibilidade de que a entidade fundamental da matéria seja unicamente a relação entre os quarks. Desde que uma relação não é material ou energética, mas tem uma natureza de viés finalista e atua sobre a realidade material e energética, poderia haver uma relação muito próxima entre os arquétipos e a forma de estruturação manifesta nas leis da física. Por isso alguns cientistas concordam que passamos de um paradigma material-mecanicista para um energético, e agora estamos inaugurando um paradigma cujo caráter parece ser mental ou informacional (Rocha Filho, 2007).

Filosofia

O termo é usado por filósofos neoplatônicos, como Plotino, para designar as ideias como modelos de todas as coisas existentes, segundo a concepção de Platão. Nas filosofias teístas o termo indica idéias presentes na mente de Deus. Pela confluência entre neoplatonismo e cristianismo, o termo arquétipo chegou à filosofia cristã, sendo difundido por Agostinho, provavelmente por influência dos escritos de Porfírio, discípulo de Plotino.

Ligações externas

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